Deixado à própria sorte, gato ferido encontra esperança nos braços de uma protetora
Por Beatriz Menezes em GatosEm Passo Fundo, no norte do Rio Grande do Sul, um gato de pelagem laranja foi encontrado em situação crítica, com duas fraturas antigas nas patas traseiras e sinais evidentes de negligência.
Abandonado à própria sorte, ele teve o destino transformado graças ao olhar atento e à dedicação da protetora independente Dani Capelari, que desde então vem acompanhando de perto sua recuperação.
O felino, batizado de Oliver, passou por cirurgia de amputação de uma das patas e atualmente está em processo de fisioterapia para recuperar a outra.
Apesar de ainda jovem com aproximadamente um ano de idade, sua história já carrega marcas profundas de abandono, mas também de resistência.
“Ele foi resgatado com as duas patas de trás fraturadas. As lesões eram antigas, já calcificadas. Infelizmente, por ninguém ter feito nada por tanto tempo, uma das patas teve que ser amputada”, relatou Dani em uma entrevista exclusiva para o Amo Meu Pet.
Um resgate marcado pela urgência
A protetora, que atuava de forma independente no resgate de animais em vulnerabilidade na cidade de Passo Fundo, encontrou Oliver em uma condição que exigia ação imediata.
O felino mal conseguia se locomover e demonstrava dor constante. Exames revelaram que as fraturas não eram recentes, o que evidencia que ele ficou por semanas ou até meses sem atendimento veterinário adequado.
“Era como se ele tivesse sido ignorado, como se a dor dele não importasse. Mas eu não podia deixá-lo daquele jeito. Tomei a frente do caso e desde então ele está sob meus cuidados”, explica Dani.
Logo após o resgate, Oliver passou por uma avaliação completa. A equipe veterinária concluiu que uma das patas não poderia mais ser salva e indicou a necessidade da amputação para evitar sofrimento e infecções futuras.
A outra pata também exigiu intervenção cirúrgica e segue em processo de reabilitação com sessões regulares de fisioterapia.
Mesmo após a perda de uma das patas, o gato mostra uma impressionante capacidade de adaptação.
Carismático e ativo, Oliver se locomove com agilidade e não perde a curiosidade, uma característica marcante dos gatos da pelagem laranja.
“Mas ele é totalmente saudável, ele é bem esperto, bem gato, bem gato laranja, como tem toda a fama de um belo laranjinha.”, conta Dani com carinho.
Atualmente, o felino realiza sessões de fisioterapia duas vezes por semana em uma clínica especializada.
O tratamento é fundamental para o fortalecimento muscular e a melhora da mobilidade da pata restante. A rotina envolve exercícios adaptados, estímulos motores e acompanhamento clínico constante.
“A ideia é tentar reabilitar e fazer com que ele tenha uma vida normal, que ele possa voltar a ser um gato como qualquer outro.”, afirma a protetora.
Uma corrente de solidariedade
Todo o tratamento do Oliver está sendo custeado por meio de doações e da ajuda da comunidade local e de seguidores que acompanham o trabalho de Dani nas redes sociais.
Sem apoio institucional ou parcerias fixas, a protetora depende do engajamento de pessoas comuns para manter seus resgates ativos.
“Então hoje eu sou responsável por ele, mas se não fosse pela ajuda da nossa comunidade das pessoas, eu não conseguiria estar fazendo esse trabalho e não conseguiria principalmente ajudar muitos outros animais. Então a gratidão a todos que têm esses olhos voltados para essa causa animal, que é muito importante.”, agradece.
Oliver é um bebezão e adora brincar:
Uma nova chance para quem quase perdeu tudo
Oliver foi vítima do abandono, uma realidade que atinge milhões de animais em todo o país. Estima-se que o Brasil tenha mais de 30 milhões de cães e gatos vivendo nas ruas, conforme dados do IBGE e de ONGs de proteção animal.
Casos como o do gato laranja evidenciam o impacto direto da negligência humana na vida desses seres indefesos.
“Não deixem de ajudar, de resgatar um animal, porque eles não têm voz, então a voz deles acaba sendo nossa. E se a gente não fizer nada, é um animal que vai acabar acontecendo o pior e ficando à própria sorte”, diz Dani.
Embora ainda esteja em fase de recuperação, o Oliver vive hoje com mais conforto, segurança e afeto.
Veja abaixo como Oliver estava antes do resgate:
Como ajudar
Quem quiser acompanhar o progresso do Oliver, contribuir com a fisioterapia ou apoiar o trabalho da protetora pode entrar em contato diretamente com Dani Capelari pelas redes sociais.