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Homem acredita que cão encontrado submerso já estava sem vida, até que um pequeno movimento muda seu destino

Por
em Proteção Animal

Há alguns dias, uma cena revoltante interrompeu a rotina de Simon Adriano e outro homem que passava por uma ponte, em uma estrada.

À beira da BR, em meio ao barulho dos carros e ao perigo, um cachorro havia sido abandonado.

Sozinho no meio do nada, assustado e sem ter para onde ir, ele corria sério risco de não sobreviver.

Ao perceberem o animal na beira da estrada, ele e outro homem pararam imediatamente para entender o que estava acontecendo e para tentar ajudar.

“Olha só que crime. Abandonaram um cachorrinho no meio da BR”, disse Simon, revoltado, enquanto filmava a cena. “Ia morrer aqui.”

Mas o resgate estava longe de ser simples. Assim que Simon tentou se aproximar, o cachorro reagiu com medo e agressividade. Mostrou os dentes, latiu e tentou morder.

Era o desespero falando mais alto. Para um animal abandonado, qualquer aproximação humana pode parecer mais uma ameaça.

“Eu vou te resgatar daqui, cara”, disse Simon ao cão, tentando acalmá-lo, mesmo enquanto ele não parava de latir.

Foi então que eles perceberam que a situação era ainda mais delicada do que parecia. Ao olharem com mais atenção para a margem da ponte, notaram algo dentro da água.

Havia outro cachorro ali, de pelagem preta, parcialmente submerso.

Por um momento, o pior passou pela cabeça de todos. O animal estava imóvel. Mas, segundos depois, veio o alívio. “Tá vivo”, disse Simon, ao perceber um pequeno movimento.

Enquanto o cachorro branco reagia com agressividade, o cão preto tentou fugir. Assustado, ele entrou na água e nadou na direção oposta, como se qualquer lugar fosse melhor do que aquela aproximação humana.

No entanto, o cansaço falou mais alto. Exausto, ele acabou retornando, já sem forças para continuar.

O cãozinho preto foi o primeiro a ser resgatado. Diferente do companheiro, ele rapidamente pareceu entender que aqueles humanos não queriam machucá-lo.

Assim que foi colocado na caminhonete, simplesmente se deitou, vencido pelo cansaço físico e emocional.

Já o resgate do cachorro branco exigiu muito mais paciência e cuidado. Extremamente assustado, ele não confiava em ninguém.

O dono da caminhonete precisou colocar luvas para evitar mordidas, e ainda assim foi necessário montar um plano de resgate.

Com o uso de uma corda, um cobertor e muita calma, os homens conseguiram, pouco a pouco, enrolar o cachorro de forma segura.

Mesmo assim, ele continuava mostrando os dentes, em total estado de alerta. Foram cerca de 30 minutos de tensão até que, finalmente, conseguiram acomodá-lo na caçamba.

Quando tudo terminou, todos ficaram aliviados. O dono da caminhonete entrou no carro e foi embora com os dois cães resgatados, agora fora de perigo.

Dois animais que haviam sido descartados como se não valessem nada estavam, enfim, a salvo.

Caso parecido

Em fevereiro do ano passado, uma situação igualmente angustiante comoveu internautas em Houston, no Texas, nos Estados Unidos.

Um cachorrinho foi encontrado preso em um canal de água, lutando pela própria vida.

Pequeno, encharcado e tremendo de frio, ele se agarrava a uma planta para não ser levado pela correnteza. Era como se esperasse por um milagre.

E o milagre veio. Uma mulher que passava pelo local viu a cena e não pensou duas vezes. Pulou na água e resgatou o filhote, que estava em completo estado de choque.

Depois, o entregou aos cuidados do grupo CAMO Rescue.

“Ele provavelmente teria se afogado se ela não o tivesse visto”, escreveu a organização nas redes sociais.

O cachorro, um shih-tzu de cerca de um ano que recebeu o nome de Eddy, estava tão assustado que não queria contato com humanos.

Segundo Holly Dool, fundadora do CAMO Rescue, bastaram tempo, paciência e um período de descompressão para que ele entendesse que estava seguro.

Aos poucos, Eddy floresceu e logo foi encaminhado a um lar.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.