Logomarca Amo Meu Pet

No dia do enterro da avó, família escuta choros em matagal à beira da estrada e faz resgate que emociona

Por
em Cães

Em dezembro de 2025, a família da pequena Manuella enfrentava um dos momentos mais difíceis. A perda da avó deixou um vazio, daqueles que silenciam a casa e apertam o peito.

No dia do enterro, a dor era imensa. Ainda assim, em meio ao luto, algo inesperado aconteceu — como se a vida pedisse para ser ouvida.

Enquanto seguiam pela estrada, a mãe de Manuella, Tânia Valaszki, percebeu sons insistentes vindos de um matagal à beira do caminho.

Eram gritinhos fracos, quase um sussurro de “socorro”. O momento, porém, não permitia parar. O compromisso do adeus falava mais alto. Mesmo assim, aqueles sons não saíram de sua cabeça.

À noite, já após o enterro, a inquietação permaneceu. O coração ainda doía pela despedida, mas algo dizia que não era hora de ignorar aquele chamado.

Tânia e a família voltaram ao local, mesmo sem conseguir enxergar direito na escuridão. Foi então que perceberam: os sons vinham de filhotes de cachorro. Pequenos, vulneráveis, sozinhos.

Naquele instante, acreditaram que pudessem pertencer ao dono do terreno — e seguiram, tentando confiar que estariam seguros.

Mas o destino insistiu...

No dia seguinte, ao passarem novamente pelo mesmo trecho, os gritos de socorro estavam lá outra vez. Mais fracos. Mais urgentes. Já não havia dúvidas: aqueles filhotes tinham sido abandonados. E deixá-los ali simplesmente não era uma opção.

Mesmo com o coração em luto, a família se uniu e o resgate aconteceu. Para eles, aquele encontro soava como um último gesto da avó, deixando ali a missão de acolher vidas e transformar a dor da despedida em um ato de cuidado e amor.

O resgate

Quando a família voltou ao local para realizar o resgate o cenário era de pura angústia. O choro ecoava pelo matagal, mas, por mais que procurassem, não conseguiam identificar exatamente de onde vinha.

O som era fraco e intermitente, como se cada minuto importasse. A aflição aumentava a cada passo, até que foi Manuella quem conseguiu localizar um dos filhotes.

Com cuidado e coragem, a menina passou por entre a cerca de arame, avançando até o ponto onde havia visto o pequeno.

Ao se aproximar, olhou ao redor, tentando entender se havia mais algum ali por perto. Naquele primeiro momento, enxergou apenas um, pequeno e indefeso, encolhido no meio do mato.

Enquanto isso, a família percebeu uma cachorrinha atravessando a estrada. O coração apertou. Tudo indicava que ela fosse a mãe do filhote.

Assustada, ela seguia para o outro lado da via, talvez tentando buscar ajuda. A cena deixava claro que não se tratava apenas de filhotes perdidos, mas de uma história marcada por abandono.

Tânia registrou o momento do resgate e compartilhou o vídeo no perfil do Instagram da filha, @manuella_e_bento, no dia 1º de janeiro.

Na legenda, o desabafo refletia a indignação de muitos: “Como as pessoas têm coragem de abandonar um anjinho desses?”.

A publicação rapidamente tomou grandes proporções, ultrapassando 2,2 milhões de visualizações e reunindo milhares de comentários emocionados. Entre as mensagens, uma seguidora escreveu:

“Abandonaram a mãe com os filhotes, provavelmente… vocês são os anjos que esta Terra precisa tanto.”

Outra comentou:

“Que família abençoada! Que Deus prospere cada vez mais a vida de vocês. Obrigada por salvarem esses anjinhos.”

Assista:

A família não deixou a mãezinha para trás. Ao perceberem seus movimentos, decidiram segui-la, e foi então que encontraram mais um filhote.

A cena partiu o coração de todos. O pequeno estava extremamente debilitado. Tudo indicava que, sozinho naquela condição, provavelmente não sobreviveria.Mesmo diante daquele quadro tão delicado, Tânia se recusou a desistir. Ela acreditava que toda vida merece ao menos uma chance.

Com o apoio do marido, tomou a decisão de resgatar o filhote e levá-lo para casa, com a esperança de conseguir salvá-lo.

O estado de saúde do filhotinho exigia atenção imediata. Ele precisava de abrigo, calor, alimento e cuidados urgentes — algo impossível de oferecer ali, à beira da estrada.

"O estado dele vocês não imaginam. A gente que mora no interior já está acostumado a ver esse tipo de coisa, às vezes acontece de um ou outro animal pegar uma bicheira. Mas ver um filhotinho, ainda bebê, jogado à própria sorte, sendo comido vivo, foi muito triste", disse em uma publicação.

Por isso, o casal optou por levá-lo primeiro, mesmo com o coração apertado por deixar a mãezinha para trás naquele momento.

A decisão foi tomada com responsabilidade. O plano era claro: garantir que o filhote tivesse uma chance de sobreviver e, assim que possível, retornar para buscar a mãe e dar continuidade ao resgate.

"Mas agora ele está sendo cuidado e, se Deus quiser, vai sobreviver e ainda viver muito"

Para a família, não se tratava de escolhas fáceis, mas de fazer o melhor dentro das possibilidades, sempre guiados pelo amor, pela compaixão e pelo compromisso de não virar as costas para quem precisava de ajuda.

Assista:

Acreditando que ainda pudesse haver mais filhotes, a família voltou até o local onde havia encontrado o último. Foi então que descobriram o restante da ninhada, abrigado dentro de um buraco na terra.

Ali, protegidos do frio, da chuva e dos perigos da estrada, os pequenos haviam sido escondidos pela mãe em uma tentativa de mantê-los vivos.

“A mãezinha colocou eles dentro do buraco e lá ficaram bem protegidos. Mãe é mãe, né?”, escreveu Manuella.

A família resgatou mais três filhotes, completando um total de cinco bebês salvos. Apesar do alívio por encontrá-los a tempo, a situação ainda exigia atenção.

Fragilizados pelo abandono e pelas condições extremas, dois dos filhotes precisaram ser internados, recebendo cuidados intensivos para terem a chance de sobreviver.

Assista:

Agora, a mãezinha ainda não foi resgatada. A família tentou de todas as formas possíveis. Manuella contou que chegou a levar os filhotes até o local do resgate, na esperança de que o choro deles pudesse atrair a mãe e fazê-la se aproximar com mais confiança.

A vira-latinha até apareceu, observou de longe, como quem queria se certificar de que os pequenos estavam bem, mas não se deixou resgatar.

Assista:

Apesar da frustração, a esperança permanece viva. A família segue atenta, disposta a tentar novamente, acreditando que, assim como os filhotes, a mãezinha também merece uma chance de recomeçar. Para eles, a história ainda não terminou — e enquanto houver possibilidade, haverá tentativa, cuidado e amor.

Acompanhe o desfecho dessa história emocionante em @manuella_e_bento.

Na descrição da bio, a família compartilhou a forma de ajudar com os gastos veterinários dos filhotes, que seguem recebendo cuidados, tratamento e todo o amor necessário para se recuperarem.

Cada apoio faz a diferença e contribui para que esses pequenos tenham a chance de crescer com saúde e cuidado.

Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.

Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.

Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.

Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.