"Silêncio, passa já pra dentro!": Gato mostra quem manda e em poucos segundos acaba com confusão entre cães
Por Larissa Soares em HumorRecentemente, a internauta Cleusa Couto da Silva resolveu compartilhar um vídeo antigo, de quando a casa dela era cheia de cães.
Na época, a casa era movimentada, com sons de latidos ecoando pelo quintal. Hoje, a realidade é diferente. Restou apenas um pet, o “neto gato”, como ela carinhosamente o chama.
Ainda assim, o vídeo deixou claro que aquele felino sempre teve personalidade forte e zero paciência para confusão alheia.
“Chegou em itálico” e botou ordem no portão
No vídeo, alguns cães começam a latir e se agitar no portão, em uma típica “discussão” com outros cachorros do lado de fora. O clima esquenta, os latidos aumentam… até que surge ele: o gato.
Sem hesitar, o felino corre em direção à confusão com o pelo e o rabo eriçados, postura clássica de um gato que não está para brincadeira.
Ele dá apenas um corridão certeiro, sem encostar em ninguém, mas deixando claro que a bagunça acabou.
O recado foi entendido imediatamente. Os cães se dispersam, respeitando a presença do gato, que permanece ali, firme, fazendo guarda no portão.
Ele só se dá por satisfeito quando os “rivais” do outro lado finalmente vão embora.
Missão cumprida, o gato vira as costas e sai rebolando de volta para casa, claramente orgulhoso do próprio trabalho.
Ao compartilhar o registro, Cleusa escreveu com carinho e saudade:
“Um dia minha casa foi assim, com sons de latidos. Hoje só o meu neto gato, que adora separar uma briga de vizinhos.”
Na legenda, completou:
“Hoje só resta um pet, meu neto gato. Mas tudo tem seu tempo. Gosto da casa cheia de vida.”
Veja o vídeo:
Nos comentários, os internautas se divertiram imaginando o que se passava na cabeça do felino.
“O gato já chegou em itálico botando todo mundo no seu lugar.”
“O gato: ‘passa agora pra dentro’ kkkkkkkkk.”
“O gato: logo de manhã essa cachorrada, eu quero acordar em paz.”
Outra pessoa compartilhou o próprio relato, mostrando que esse comportamento não é tão raro:
“Minha mãe tinha o Cauê, um gatinho que saía da onde estava e separava as cachorras quando brigavam. Um dia ele chegou e elas já tinham parado, ele deu um tapa na primeira que viu.”
Não é só gato: outros animais que viram juízes
No quintal da casa de dona Maria Clementina, as galinhas e galos vivem em harmonia. Porém, de vez em quando, dois galos resolvem medir forças.
Mas quem garante que a confusão não saia do controle é Felício, o cachorro mais velho e responsável da casa.
Assim que os galos começam a se exaltar, Felício entra em ação. Com calma e firmeza, ele se aproxima e segura delicadamente um dos galos pelo pescoço, interrompendo a briga sem machucar ninguém.
“Olha lá, gente. Os galos brigam e é o cachorro que separa”, diz dona Maria no vídeo.
A postura de Felício lhe rendeu o título informal de “juiz do galinheiro”, além de milhares de curtidas e comentários divertidos como:
“No meu setor, ninguém briga não!”
“Ele deve pensar: ‘Vamos parar que eu tenho mais o que fazer’.”
Por que os animais interferem em brigas?
Embora cenas assim pareçam engraçadas, o comportamento de intervir ou reagir a conflitos dentro do grupo tem explicação.
Segundo o psicólogo Stanley Coren, PhD, especialista em comportamento animal e colunista da Psychology Today, os cães (e, por extensão, outros animais sociais) percebem conflitos entre membros do grupo como algo emocionalmente impactante.
Pesquisas mostram que os cães são extremamente sensíveis às emoções de quem consideram parte da família ou da “matilha”.
Ao presenciarem situações de agressividade ou tensão, eles podem apresentar respostas semelhantes às de crianças pequenas, como estresse, vigilância intensa ou comportamentos conciliatórios.
O impacto emocional das brigas na “matilha”
Estudos conduzidos por pesquisadores da Universidade de Buenos Aires observaram que cães expostos a discussões entre membros da família apresentaram aumento nos níveis de estresse.
Em vez de fugir ou atacar, muitos permaneceram atentos, encarando os envolvidos, especialmente o indivíduo mais agressivo.
Após o fim da discussão, a maioria dos cães se aproximou da “vítima” do conflito, oferecendo companhia e conforto. Esse comportamento, segundo Coren, está ligado a uma predisposição genética dos cães para detectar emoções negativas e tentar restaurar o equilíbrio social.
Em outras palavras, muitos animais não gostam de confusão e fazem o possível para que a paz volte a reinar.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.
