“Todos os dias ela a procura na poltrona”: Filha acolhe gata da mãe falecida, mas vê uma cena diária que parte seu coração
Por Ana Carolina Câmara em GatosGatos são vistos como animais ariscos e que pouco interagem com seus tutores, mas, ao contrário do que muitos imaginam, eles podem sim ser muito carinhosos, apegados e companheiros.
Alguns seguem o humano pela casa, pedem colo, dormem juntinho e até demonstram ciúmes, deixando claro que criam laços profundos e cheios de afeto. Quando confiam, eles entregam um amor constante e muito verdadeiro.
Esse é o caso da Maggie. Desde que foi adotada, ela gostava de estar sempre por perto, como se a presença da tutora fosse seu lugar preferido no mundo.
Só que, de repente, tudo mudou. A vida que Maggie conhecia foi transformada em luto com a morte da tutora. E agora, sem entender por que ela não volta mais, a gatinha passou a procurar a humana pelos cantinhos onde sempre a via, como se ainda esperasse reencontrá-la a qualquer momento.
Entre todos os lugares, um chama mais atenção: a poltrona da sala, onde Maggie costumava encontrá-la. Ali, ela fica mais tempo, observa, espera… e parece tentar achar algum sinal de que sua pessoa amada ainda está por perto.
A despedida
Quando a mãe de Christina Olivo faleceu, em 2024, ela fez questão de acolher Maggie, sabendo que a gatinha também estava vivendo a dor daquela perda.
Para Christina, não se tratava apenas de “ficar com um pet”, mas de proteger um vínculo, uma história e um amor que ainda existia ali.
“Estávamos de luto e tudo parecia incerto, mas acolher a Maggie era algo inegociável”, explicou Christina, deixando claro que cuidar da gata da mãe foi mais uma demonstração de amor do que uma decisão.
"Ela representava continuidade, conforto e uma conexão viva com a mãe", disse Christina à People.
Ela e sua irmã gêmea, Anna Olivo, inclusive já conheciam de perto esse tipo de situação. As duas são voluntárias como conselheiras de adoção de gatos na SPCA Westchester, em Briarcliff Manor, Nova York, e acompanham histórias de famílias que, após uma perda, acabam entregando os gatos do ente querido para adoção.
“Minha irmã gêmea e eu vemos com frequência membros da família trazendo os gatos de um ente querido que faleceu, em vez de mantê-los dentro da família”, contou Christina.
E quando chegou a vez da própria família enfrentar essa despedida, ela sabia que precisava fazer diferente.
Em um vídeo compartilhado no TikTok, @thextinanyc, em setembro de 2025, Christina mostrou o quanto Maggie ainda sentia falta da sua humana. Ela flagrou a gatinha circulando ao redor da poltrona onde a tutora costumava ficar, como se ainda esperasse encontrá-la ali.
A cena tocou os internautas, que se emocionaram ao ver o jeito com que Maggie demonstrava saudade. Nos comentários, muita gente lembrou que os pets também vivem o luto junto com a gente.
“Que dó, eles passam pelo luto conosco”, escreveu uma seguidora.
Outra destacou o alívio de ver que, mesmo em meio à tristeza, Christina e Maggie têm uma à outra:
“Fico muito feliz que vocês dois tenham um ao outro para se apoiarem neste momento de luto.”
Assista:
Maggie chegou na família ainda filhotinha, quando Christina, a trouxe para casa. Desde então, ela se tornou uma presença constante na rotina e no coração de todos, especialmente da mãe de Christina, com quem criou um forte vínculo.
Por muitos anos, enquanto a tutora enfrentava problemas de saúde, Maggie esteve por perto, como uma companheira fiel e atenta.
“Minha mãe criou um laço muito especial com a Maggie desde o momento em que ela chegou em casa”, diz Christina.
Já a poltrona não era apenas um móvel para decorar a sala. Os filhos a compraram para que a mãe pudesse descansar sempre que estivesse cansada ou se sentindo fraca por causa dos problemas de saúde.
Com o tempo, aquele cantinho virou um refúgio: era ali que ela relaxava, assistia TV e passava momentos tranquilos. E, quase sempre, Maggie ficava por perto, como se soubesse que aquele lugar era especial.
Quando ela foi internada, Christina conseguiu fazer com que Maggie se despedisse da tutora. Para isso, ele a levou até o hospital dentro de um carrinho de bebê, com todo cuidado, para que a gatinha pudesse entrar no quarto e ver sua humana pela última vez.
Foi um momento comovente, que ajudou a mãe de Christina a partir mais tranquila — e deu a Maggie a chance de sentir que não foi abandonada.
“Éramos muito unidas com a nossa mãe, e perdê-la foi como perder uma parte de nós mesmas”, disse Christina.
Cuidar de Maggie tornou-se uma forma de reconhecer essa dor compartilhada, em vez de evitá-la. Christina explicou:
“Se nós sentíamos essa perda tão intensamente, isso era um lembrete de que a Maggie também devia estar sentindo.”
Por isso, ela e a irmã têm se esforçado para dar a Maggie todo o carinho e a segurança de que ela precisa, respeitando o tempo da gatinha e ajudando-a a lidar com a saudade.
Elas procuram manter uma rotina tranquila, oferecendo colo quando Maggie se aproxima, brincadeiras para distraí-la e presença constante, para que ela entenda que ainda está em casa e continua cercada de amor.
Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.
Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.
Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.
Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.
