"Voltou para ela": No aniversário da antiga poodle, mãe que ainda sofria com a perda encontra cadelinha precisando de amor
Por Beatriz Menezes em Cães
O intervalo de quase uma década entre a perda de um animal de estimação e a chegada de um novo companheiro chegou ao fim para uma família que decidiu transformar a dor em acolhimento.
A trajetória de Pink, uma poodle que viveu entre 2004 e 2015, e a recente adoção de Aika, uma cadela resgatada de uma situação de abandono severo, ilustram um processo de cura emocional por meio da causa animal.
A história começou em 26 de dezembro de 2004, quando Pink nasceu e foi entregue como presente para a tutora.
Durante dez anos, a relação entre as duas foi pautada pela proximidade integral, com o animal acompanhando todos os passos da rotina da casa.
Esse vínculo foi interrompido em 6 de janeiro de 2015, quando a poodle faleceu em decorrência de problemas cardíacos.
O impacto da morte gerou um vazio profundo no cotidiano da mulher, que não conseguia visualizar a possibilidade de introduzir um novo animal em sua vida.
O cenário de luto persistente mudou em 26 de dezembro de 2024, data em que Pink completaria 20 anos de nascimento. Nesse dia, a família conheceu Aika, uma cadela encontrada em condições de extrema vulnerabilidade.
O animal estava amarrado a um poste em via pública, apresentava um quadro de magreza acentuada e não possuía pelagem devido a um processo inflamatório grave na pele.
A precariedade do estado de saúde da cadela motivou uma intervenção imediata.
A filha da tutora percebeu no resgate de Aika uma oportunidade de oferecer um propósito de cuidado para a mãe.
A estratégia de adoção visava unir duas necessidades distintas, sendo a recuperação física de um animal traumatizado e a restauração emocional de uma pessoa que evitava novas conexões afetivas com pets.
O encontro entre as duas ocorreu de forma inesperada para a mãe, que foi surpreendida pela chegada da nova integrante da família dentro de um veículo.
Ao ser apresentada ao animal, a mulher demonstrou perplexidade e forte emoção. A filha reforçou que Aika precisava de um lar e de cuidados específicos, estabelecendo uma ponte direta de empatia.
Apesar da aparência debilitada da cadela naquele momento, a conexão entre tutora e animal foi imediata.
A partir daquele encontro, o foco da rotina doméstica passou a ser o tratamento dermatológico e nutricional de Aika.
A evolução do quadro clínico da cadela foi registrada pela família ao longo dos meses.
O tratamento para as inflamações na pele surtiu efeito, permitindo que os pelos voltassem a crescer e a saúde geral fosse restabelecida.
O comportamento de Aika também apresentou mudanças, deixando para trás o trauma do abandono e assumindo uma postura de companheirismo constante, semelhante ao que Pink exercia anos antes.
Atualmente, a cadela é descrita como um animal saudável, ativo e totalmente integrado ao ambiente familiar.
A substituição do foco na perda pelo compromisso com a vida de um ser vulnerável permitiu que a tutora superasse o bloqueio emocional que mantinha desde 2015.
A família destaca que a escolha por um animal resgatado trouxe um significado adicional ao processo, pois permitiu salvar uma vida que estava em risco iminente.
A trajetória de superação ganhou visibilidade pública através de um vídeo divulgado em 26 de fevereiro de 2025.
A publicação gerou uma onda de engajamento no Tik Tok, alcançando rapidamente a marca de 6 mil visualizações.
Confira abaixo:
De acordo com o site Eu Sinto-Me, lidar com a perda de um animal de estimação é um processo individual e desafiador, pois envolve a quebra de rotinas e de um forte vínculo afetivo.
Para atravessar esse momento de forma saudável, algumas estratégias são fundamentais.
Aqui estão as principais dicas para lidar com o luto:
- Valide os seus sentimentos: reconheça que a tristeza, a raiva ou a solidão são reações naturais e legítimas. Não tente ignorar ou esconder a dor, pois o enfrentamento é necessário para a recuperação emocional.
- Permita-se expressar a dor: chorar, escrever ou falar sobre o animal ajuda a exteriorizar o sofrimento. Não se sinta envergonhado ou fraco por demonstrar o que sente; isso apenas reflete a importância que o pet teve na sua vida.
- Busque apoio compreensivo: divida o seu peso emocional com pessoas empáticas. Amigos ou familiares que também já passaram pela perda de um animal costumam oferecer um suporte mais acolhedor e sem julgamentos.
- Respeite o seu tempo: o luto não possui um calendário fixo. Cada pessoa vive o processo em ritmos diferentes, seja por fases ou por "ondas" de altos e baixos. Respeite o seu limite antes de tentar estabelecer novas rotinas.
- Cuidado ao substituir o animal: evite a pressa em adotar um novo pet imediatamente, especialmente com crianças. É preciso dar espaço para a despedida e para a aceitação da perda antes de iniciar um novo vínculo.
- Procure ajuda profissional: se o sofrimento for paralisante e impedir a realização das tarefas básicas do dia a dia, o acompanhamento com um psicólogo pode ser essencial para organizar as emoções.
Você já passou por essa experiência? Se sim, o que te ajudou a superar? Conta pra gente nos comentários.











