"Não, vovó… o auauuu!": Menininha ignora família, exige falar com cachorro e só sorri de verdade ao ver melhor amigo
Por Beatriz Menezes em Aqueça o coraçãoA pequena Luiza vive em Nova York, mas sua rotina diária só melhora quando ela consegue ver através da tela de um celular alguém especial que vive no Brasil.
A distância de milhares de quilômetros não impede que a menina mantenha uma conexão com Pirata, o cachorro de pelagem preta e branca de sua madrinha, Lorena Almeida.
O vínculo entre a criança e o border collie estabeleceu-se cedo, quando ela ainda era bebê, em um encontro que a família descreve como afeto imediato.
Mesmo com a frequência de apenas dois encontros presenciais por ano, a figura do cão permanece central no cotidiano da menina. Nas chamadas de vídeo realizadas pelo FaceTime, Luísa ignora as formalidades das conversas familiares para buscar o animal.
O som característico que ela emite para chamá-lo domina as transmissões, revelando uma memória afetiva que resiste ao tempo e à ausência física.
O cotidiano das chamadas transcontinentais
A dinâmica das ligações segue um padrão que mistura entusiasmo e melancolia. Durante as transmissões, Luísa demonstra o desejo de encurtar o espaço geográfico ao aproximar o rosto da câmera, tentando simular o contato físico que a tecnologia ainda não permite.
Ela envia beijos e reage com palmas e risos ao visualizar o cão repousando no chão da casa em solo brasileiro.
A tia da menina atua como mediadora desse encontro virtual, posicionando o aparelho de forma que o animal se torne o protagonista da tela.
Pirata, por sua vez, mantém uma postura serena enquanto recebe a atenção efusiva da afilhada de sua dona.
Comportamento animal e socialização
A facilidade com que o cão interage com a pequena Luísa não é um fato isolado em sua rotina. Lorena Almeida relata que o animal possui um temperamento sociável e é figura conhecida entre as crianças do condomínio onde vive no Brasil.
A habilidade de Pirata em participar de brincadeiras com bola e aceitar a aproximação constante dos pequenos facilitou o desenvolvimento dessa amizade internacional.
Essa característica dócil permite que a imagem do cão seja interpretada pela criança como a de um companheiro de jogos real, e não apenas uma figura abstrata em um monitor.
Para Luísa, o cachorro ocupa um lugar de destaque no núcleo familiar, sendo um dos principais motivos de sua empolgação ao realizar as ligações para os parentes que ficaram no país de origem.
A repercussão digital e o alcance da história
O registro dessa rotina afetiva ultrapassou o círculo familiar e ganhou escala global após ser compartilhado no TikTok. No perfil @lorenalmeida2, o vídeo publicado em 15 de janeiro rapidamente se transformou em um fenômeno de engajamento.
Até o momento, a publicação alcançou mais de 296 mil visualizações, 67 mil curtidas e centenas de comentários.
"Ele sendo amado aos berros por ela".
"O auau “sou famoso! Não tem jeito”.
"Não consigo sair desse vídeo".
Foram alguns os comentários.
Confira o vídeo abaixo:
Border Collie se dá bem com crianças?
Segundo informações do site Best Border Collie a raça foi desenvolvida originalmente para o pastoreio de ovelhas, o que moldou um animal com alta capacidade de foco e resistência física.
Diferente de raças de companhia, este cão demanda estímulos mentais e exercícios físicos vigorosos diariamente.
O tédio em um exemplar desta raça pode resultar em comportamentos destrutivos ou no desenvolvimento de instintos de pastoreio direcionados aos moradores da casa.
A dinâmica de interação com o público infantil
A resposta sobre a sociabilidade do Border Collie com crianças é positiva, mas acompanhada de ressalvas técnicas.
A afinidade ocorre principalmente devido à equivalência de energia; crianças ativas encontram no cão um parceiro disposto a brincadeiras prolongadas.
A paciência é uma característica notável da raça, permitindo que eles suportem a agitação típica da infância sem reagir de forma hostil.
É comum que esses cães busquem interações mais físicas. O instinto de "agrupar" pode fazer com que o animal tente cercar as crianças durante uma corrida, um comportamento herdado de sua função original no campo.
Embora seja uma manifestação lúdica, é necessário que os tutores monitorem essas situações para garantir que a brincadeira permaneça segura para ambos.
Socialização e segurança no ambiente doméstico
A integração bem-sucedida requer que o contato entre o animal e os menores ocorra desde as primeiras semanas de vida do filhote.
A exposição precoce a diferentes sons, movimentos e toques ajuda o cão a interpretar as ações das crianças como normais e não como ameaças ou estímulos de caça.
A supervisão de um adulto é indispensável em qualquer interação. Incidentes comuns, como mordidas leves de filhotes, geralmente ocorrem durante picos de excitação e não por agressividade deliberada.
O acompanhamento direto dos pais previne acidentes e serve como oportunidade para educar tanto o animal quanto a criança sobre os limites de cada um.
Equilíbrio entre energia e descanso
Um ponto de atenção para os proprietários é a disparidade ocasional de resistência. Em muitos casos, o fôlego do Border Collie supera o das crianças.
O cão pode insistir na continuidade da atividade mesmo quando os pequenos já estão exaustos.
Nesses momentos, cabe aos tutores oferecerem atividades de gasto mental, como brinquedos de rechear ou comandos de obediência, para acalmar o animal sem a necessidade de esforço físico contínuo dos filhos.
O sucesso da relação entre o "cachorro mais inteligente do mundo" e as crianças reside no equilíbrio entre exercício e disciplina.
Quando bem estimulado, o Border Collie deixa de ser apenas um animal de trabalho para se tornar um protetor e companheiro dedicado ao núcleo familiar.
