“Ideia genial!”: Veterinária cria estratégia para convencer cachorrinha internada a comer, e atitude chama a atenção
Por Beatriz Menezes em Aqueça o coraçãoA veterinária Duda Vicente encontrou uma maneira criativa de garantir a nutrição de uma de suas pacientes durante o plantão. A cadela vira-lata Poliana estava internada no Hospital Veterinário Santa Vida, localizado em Palhoça, Santa Catarina, e recusava qualquer tipo de alimento.
O cenário de prostração mudou quando a profissional decidiu se sentar no chão e simular que estava dividindo a refeição com o animal.
O comportamento de Poliana é comum em ambientes clínicos. Fora de casa e longe dos tutores, muitos cães desenvolvem quadros de estresse que resultam em anorexia temporária.
A cadela não aceitava a ração disposta no pote de plástico. Para reverter a situação, Duda Vicente utilizou a técnica de espelhamento social.
Ao fingir que consumia os grãos de ração, a veterinária despertou a curiosidade e o instinto de competição ou confiança da paciente.
A estratégia funcionou de forma imediata. Assim que percebeu a movimentação da médica, Poliana passou a aceitar os grãos de alimento.
No entanto, a cadela impôs uma condição para manter a dieta. Ela só aceitava comer se a ração fosse oferecida diretamente pelas mãos da veterinária.
A cena reforça a importância da humanização no atendimento clínico veterinário, onde o suporte emocional é parte integrante da recuperação física do animal.
Duda Vicente destacou em sua postagem que a paciência com os internados deve ser a regra, já que eles se encontram em um ambiente estranho em um momento de fragilidade.
O relato da médica ressoa com a experiência de outros profissionais da área. Muitos comentaram sobre a rotina exaustiva dos plantões e o compromisso ético de proteger quem está longe da família.
Além do aspecto emocional, a atitude de Duda tem fundamento no manejo comportamental. Cães são animais sociais e muitas vezes precisam de validação para realizar atividades básicas em ambientes novos.
A quebra da barreira entre o profissional e o paciente ajuda a reduzir os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, o que facilita a resposta aos medicamentos e tratamentos realizados durante a internação.
A publicação feita em 21 de janeiro obteve 570 mil visualizações, 90 mil curtidas e 1.790 comentários.
“O olhinho dele pra ti...coisa linda”.
“Que a vida seja tão doce com você quanto você é com seus pacientes, me emocionei”.
“Fui plantonista por 7 anos e se tem algo que me orgulho é de como cuidei dos meus pacientes e quanta briga eu arrumei por causa deles, eu sempre dizia: ninguém vai tratar mal um animal sozinho onde não conhece e que o dono está em casa aflito esperando que ele seja bem cuidado.”
A simplicidade de sentar no chão para oferecer comida na mão demonstra que o sucesso de um tratamento pode depender de detalhes que vão além de exames e remédios.
Confira abaixo:
Como fazer a visita ao veterinário ser menos estressante para seu cão de acordo com o hillspet:
Fortaleça a socialização
A exposição a novos cheiros, pessoas e outros animais deve ser constante. Embora o período ideal seja quando filhote, cães adultos também podem aprender a lidar melhor com ambientes estranhos se forem apresentados a novos estímulos de forma gradual e positiva.
Treine o manuseio físico
Acostume o animal a ser tocado em áreas sensíveis como orelhas, patas e boca dentro de casa. Faça isso em momentos de relaxamento e use recompensas. Esse treino evita que ele se sinta ameaçado ou reaja com agressividade quando o veterinário precisar examiná-lo fisicamente.
Ressignifique o passeio de carro
Muitos cães associam o veículo apenas à ida ao consultório. Mude essa percepção fazendo trajetos curtos para locais divertidos, como parques ou lojas de produtos para pets. Assim, o animal entrará no carro com expectativa positiva, reduzindo a ansiedade antes mesmo de chegar ao destino.
Visite a clínica sem compromisso
Leve seu cão ao veterinário apenas para passear, cheirar o ambiente e ganhar um agrado da equipe, sem que ocorra qualquer procedimento médico. Permanecer alguns minutos na sala de espera em horários calmos ajuda o pet a se familiarizar com os sons e odores do local, criando uma memória de segurança.
Você também se preocupa na hora de levar seu pet ao veterinário?
