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“Disseram que não andaria mais”: Com saco adaptado e amor, carneira paralisada volta a correr e dar pulinhos de alegria

Por
em Aqueça o coração

Noeli Fernandes costuma compartilhar nas redes sociais a rotina da vida na fazenda. Mas, há alguns meses, ela trouxe uma notícia que deixou os seguidores de coração partido.

Uma carneira da fazenda deu à luz a um casal de filhotes, mas o machinho era muito fraquinho e acabou não resistindo.

Restou apenas a fêmea, pequena, delicada e extremamente dependente de cuidados.

Determinada a salvá‑la, Noeli fez o que estava ao seu alcance: ofereceu mamadeira, ajudou na amamentação junto à mãe e acompanhou cada etapa do crescimento da filhotinha.

A dedicação deu resultado. A carneirinha cresceu, ficou mais forte, ativa e esperta. Parecia que o pior havia ficado para trás. Mas, de forma repentina, algo mudou.

A carneirinha que simplesmente parou de andar

Em novembro, Noeli contou que a carneirinha parou de andar do nada. Ela não conseguia se levantar, não firmava as pernas e demonstrava dificuldade até para se manter sentada.

A cena partiu o coração da família. “Dava muito dó dela”, desabafou Noeli ao relatar o momento.

A filhotinha foi levada ao veterinário e ficou internada por uma semana.

Apesar dos exames, não foi encontrada nenhuma fratura ou problema. Ela não estava descaderada, mas seguia sem conseguir andar.

Sem respostas concretas, a carneirinha voltou para casa. E foi ali, no cuidado diário e no carinho constante, que começou uma nova etapa da história.

“Disseram que tinha que sacrificar”

Em outra publicação, Noeli revelou a frase que nenhum tutor quer ouvir: disseram que a carneirinha teria que ser sacrificada, porque nunca mais voltaria a andar.

Mas, como ela mesma escreveu, quem olha apenas exames nem sempre enxerga o que realmente importa. A filhotinha tinha algo que não aparecia nos laudos: vontade de viver.

“Ela é uma carneirinha de opinião, forte, teimosa, que não se entrega fácil”, escreveu Noeli.

E enquanto muitos viam limite, a família escolheu enxergar luta.

Amor, rotina e pequenas terapias

Mesmo sem um diagnóstico claro, Noeli e o esposo decidiram não desistir.

Todas as manhãs, a carneirinha era colocada na grama, seu lugar favorito, para sentir o cheiro da terra e beliscar a graminha que tanto ama.

Ela recebia água, alimento e, principalmente, atenção.

Além disso, o casal passou a fazer uma espécie de fisioterapia improvisada. Movimentos delicados estimulavam as perninhas e as “mãozinhas”, ajudando o corpo a reaprender o que parecia ter esquecido.

Com a ajuda de um saco adaptado, eles montaram uma espécie de andador para ajudar a carneirinha a ficar em pé. Com apoio, paciência e estímulo diário, ela começou a dar passos novamente.

No início, ela não conseguia firmar as patas traseiras. Depois, pequenos avanços começaram a surgir.

Primeiro, alguns segundos em pé. Depois, um pouco mais de equilíbrio. Cada mínimo progresso renovava a esperança.

Da terapia improvisada à corrida feliz

O vídeo que emocionou milhares de pessoas mostra exatamente esse processo. Primeiro, a carneirinha se sustentando por poucos segundos. Depois, permanecendo mais tempo em pé. Até que, finalmente, aparece caminhando sozinha.

No final das imagens, a cena que arrancou lágrimas: a carneirinha correndo, feliz e livre.

“O amor cura”, escreveu uma seguidora.
“Enquanto existir cuidado, amor e fé, sempre haverá esperança”, disse outra.

Outras histórias que provam que desistir nem sempre é a resposta

Casos como o da carneirinha não são isolados. Em setembro de 2024, a história da filhote Bunny, uma pitbull diagnosticada com tétano, também emocionou a internet.

Mesmo com baixas chances de sobrevivência e diante da possibilidade de eutanásia, a veterinária Ali Thompson decidiu lutar.

Com cuidados intensivos, noites sem dormir e muita persistência, Bunny se recuperou. Um dia, levantou sozinha e caminhou em direção à sua tutora, provando que estatísticas não definem destinos.

Veja a matéria:

Outro exemplo recente veio do atendimento a uma calopsita gravemente intoxicada por metais pesados. Paralisada, sem conseguir se alimentar sozinha, a ave passou por um tratamento longo e delicado.

Cada pequeno avanço foi comemorado, até o momento em que voltou a andar, arrancando lágrimas de quem acompanhava a recuperação.

Veja a matéria:

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.