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“Três patas, zero limites”: cão idoso com coração gigante supera limitações e emociona ao correr mais do que os outros

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em Aqueça o coração

Urso é pequeno, idoso e só tem três patas. Ainda assim, basta observá-lo por alguns minutos para perceber que ele carrega algo que muitos passam a vida inteira tentando desenvolver: uma alegria genuína de viver.

Com cerca de 14 anos de idade, o que para um cachorrinho já é uma longa jornada, Urso divide a rotina com a família de Marconi Perillo. E, recentemente, encantou milhares de pessoas nas redes sociais.

Nas imagens, ele aparece ativo, atento e cheio de energia, contrariando qualquer expectativa ligada à idade ou à deficiência física.

“Ele deve ter uns 14 anos, para um cachorrinho é muita idade, mas ele é muito perigoso e ele só tem três pernas”, brinca Marconi, enquanto apresenta o companheiro de três patas.

O acidente que mudou tudo

A história de Urso nem sempre foi fácil. Anos atrás, ele sofreu um acidente dentro da própria casa.

A família tinha outro cachorro, chamado Leão, bem maior e mais pesado. Durante uma brincadeira, Leão acabou atropelando Urso sem querer, o que resultou na fratura de uma das patinhas.

A primeira tentativa foi conservadora: o cãozinho foi levado ao veterinário e voltou para casa com uma tala.

Mas o destino parecia testar ainda mais a resiliência daquele pequeno corpo.

Pouco tempo depois, em mais uma brincadeira desajeitada, Leão acabou esbarrando novamente em Urso, agravando o quadro.

Dessa vez, não houve alternativa. Para preservar a qualidade de vida do animal, os veterinários precisaram amputar a perninha ferida.

O que poderia ter sido o fim da mobilidade de Urso acabou se tornando apenas mais um capítulo da sua história de superação.

Três patas, zero limites

Após a amputação, a adaptação foi rápida e surpreendente. Urso aprendeu a se equilibrar, correr e brincar com uma desenvoltura que impressiona até hoje.

“Mas ele corre mais do que os outros cachorrinhos, é incrível”, conta Marconi, orgulhoso.

Cães amputados, especialmente os de pequeno porte, costumam se adaptar muito bem à ausência de um membro.

Com o tempo, eles redistribuem o peso do corpo e encontram novas formas de se movimentar, muitas vezes sem qualquer sofrimento aparente.

No caso de Urso, a limitação física nunca diminuiu sua vontade de explorar o mundo, brincar e estar perto de quem ama.

Um amigo nos momentos mais difíceis

A conexão de Urso com a família ficou ainda mais evidente em um momento delicado. Após sofrer um AVC, o pai de Marconi passou a usar cadeira de rodas. No dia em que chegou em casa, foi recebido da melhor forma.

“Quando meu pai chegou aqui na cadeira de rodas, depois do AVC, ele fez uma festa enorme”, relembra.

Urso parecia entender que algo havia mudado e que sua presença era ainda mais importante.

“O cachorro é muito amigo, o cãozinho, o pet é muito amigo mesmo da pessoa”, completa Marconi.

Um amor que atravessa os anos

Na legenda que acompanha o vídeo, Marconi resume o sentimento da família:

“Há 14 anos, o Urso divide a vida comigo e minha família, só três patinhas, mas um coração gigante.”

Ele destaca que, apesar dos desafios enfrentados, o cão nunca perdeu a alegria e segue ativo, correndo “mais do que muito cachorro por aí”.

“Quem convive com um pet sabe: eles ensinam sobre lealdade, sensibilidade, amor incondicional e resiliência todos os dias”, escreveu.

Três patas que não limitam

Em 2023, outro cão de três patas conquistou a internet com sua personalidade.

Chiquita, uma chihuahua idosa de 13 anos, morava em uma casa em Ohio, nos Estados Unidos, quando um coiote decidiu explorar o quintal da residência. O invasor provavelmente esperava encontrar uma presa fácil.

O que ele não esperava era dar de cara com uma pequena guardiã cheia de coragem.

A chihuahua que não levou desaforo

Assim que avistou o coiote, Chiquita disparou em sua direção. Por alguns segundos, a situação parecia perigosa para a cachorrinha, já que o animal selvagem chegou a avançar.

Mas então veio o momento decisivo: a pequena parou, virou-se para o invasor e soltou um grito estridente, alto e firme.

Completamente desconcertado, o coiote deu meia-volta e fugiu em disparada.

E Chiquita ainda fez questão de persegui-lo por alguns metros, latindo como se estivesse deixando claro que aquele quintal tinha dona.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.