“Estamos devastadas”: Protetoras descobrem sumiço de gatinha após adoção, vão à porta do adotante exigir explicações e a verdade choca

Por
em Proteção Animal

O processo de adoção de um animal resgatado é baseado em confiança e responsabilidade.

No dia 25 de janeiro, os protetores Gabi e Nick, responsáveis pelo perfil @osresgateiros no TikTok, enfrentaram um desfecho que nenhum cuidador deseja presenciar.

Após entregarem uma gatinha branca de apenas dois meses para uma família que parecia ideal, eles descobriram que o animal havia desaparecido sob circunstâncias suspeitas.

O caso ganhou repercussão na internet quando a equipe decidiu ir até a porta do condomínio do adotante para exigir explicações e tentar localizar a filhote.

A gatinha foi doada após o casal de adotantes preencher todos os requisitos de segurança exigidos pelo grupo. Eles possuíam residência fixa, emprego estável e o apartamento era totalmente telado para evitar fugas.

Além disso, o casal já cuidava de outro animal de estimação que apresentava ótimas condições de saúde. Tudo indicava que o filhote teria um lar seguro e amoroso, mas a realidade se mostrou diferente poucos dias depois da entrega.

Como parte do procedimento padrão de pós-adoção, Gabi e Nick mantiveram contato para receber fotos e vídeos da adaptação do animal.

Por mensagens de texto, os adotantes respondiam que estava tudo bem e que a gatinha estava saudável.

No entanto, as imagens solicitadas nunca eram enviadas. A insistência dos protetores e a recusa sistemática em mostrar o animal acenderam um alerta na equipe de resgate.

Diante do silêncio visual, a dupla de protetores decidiu ir pessoalmente ao endereço do casal. Foi nesse momento que o adotante confessou que a gatinha havia fugido há pelo menos uma semana.

A omissão da informação durante os dias de conversa via aplicativo impediu que buscas imediatas fossem realizadas, diminuindo as chances de encontrar o filhote com vida na região.

Confira o vídeo:

As explicações dadas pelo homem foram marcadas por contradições. Inicialmente, ele alegou uma fuga simples, mas depois mudou a versão para dizer que o animal estava preso em um bueiro.

Em um terceiro momento, afirmou que abriu a porta propositalmente porque ficou com medo de um suposto ataque da gata contra sua esposa.

O relato causou estranheza aos protetores, já que se tratava de um filhote de apenas dois meses de idade sem histórico de agressividade.

O cenário se tornou ainda mais grave quando os protetores descobriram uma substituição. Para ocultar o sumiço da gata branca, o homem adotou uma gata preta de outra origem e a mantinha no apartamento como se fosse o animal original.

Durante o confronto gravado em vídeo, ele entregou a gata preta para a equipe de forma fria e sem qualquer demonstração de afeto ou arrependimento.

A abordagem na porta do condomínio resultou em conflito. A equipe exigiu a entrega de qualquer animal que estivesse sob os cuidados do homem, visto que ele demonstrou negligência e falta de transparência.

Veja a gatinha que sumiu:

De acordo com a protetora, o adotante reagiu com desdém e fez ameaças verbais contra ela e seu parceiro. Ele afirmou que conhecia autoridades locais, como o prefeito da cidade, e tentou intimidar a equipe dizendo que eles não sabiam com quem estavam lidando.

Além disso, proibiu a entrada de ambos no condomínio para que buscassem pelo animal desaparecido.

Atualmente, a gata preta usada na substituição está sob a guarda dos protetores e em segurança. A gata branca original segue desaparecida, apesar das buscas contínuas de Gabi e Nick com o apoio da comunidade local.

A esposa do adotante teve uma postura mais colaborativa e prometeu auxiliar na verificação de áreas internas do condomínio.

Um Boletim de Ocorrência foi registrado por maus-tratos, caracterizado pela negligência e omissão de socorro, além das ameaças proferidas pelo homem.

A dupla relatou estar devastada com a situação, pois o rigor na seleção dos adotantes visa justamente evitar esse tipo de trauma.

Eles reforçaram que o compromisso com a vida dos animais resgatados não termina na entrega, mas segue através do monitoramento.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.