“Celular no chão, plano em ação”: Corredora não imaginava que seria traída por vira-lata estrategista, e treino vira perseguição
Por Larissa Soares em HumorA corredora Thais Carvalho só queria registrar o final de mais um treino. Ela posicionou o celular para gravar os últimos metros e, quem sabe, compartilhar nas redes sociais.
O que não imaginava era que seria “assaltada” por alguém em quem confiava: um vira-lata muito simpático.
No vídeo publicado no Instagram, Thais aparece fazendo um desabafo dramático:
“Fui assaltada por alguém que eu considerava um amigo. Eu realmente tinha uma consideração e essa pessoa agiu de má fé pelas minhas costas”, diz.
Na sequência, ela mostra as imagens que “provam” o crime. E é aí que o suposto vilão entra em cena.
O cachorro carismático se aproxima devagar, observa o celular estrategicamente posicionado e, num movimento rápido, abocanha o aparelho antes de sair em disparada.
A gravação, que deveria mostrar os últimos metros da corrida, termina com imagens tremidas do chão e das patinhas do cão correndo com o celular na boca.
O “baixa pace” que mudou de estratégia
No universo da corrida, existe uma expressão bem-humorada para definir certos cães de rua: “baixa pace”.
‘Pace’ é o tempo que o corredor leva para percorrer um quilômetro. Quanto mais baixo, mais rápido está o atleta.
Alguns cães ganharam o apelido porque adoram correr atrás dos atletas, às vezes até avançando de leve nas canelas, numa brincadeirinha que faz muita gente acelerar o passo. Ou seja, "baixar o pace" na marra.
Mas, no caso de Thais, o “baixa pace” mostrou que está em outro nível de estratégia.
Em vez de correr atrás dela, ele fez com que ela corresse atrás dele.
“Assim o divo se mandou com seu pace 3:20. E eu que lute, ou melhor, corra, pra pegar de volta”, escreveu Thais na legenda.
Nos comentários, os internautas morreram de rir.
“Ele tava querendo te gravar por trás.”
“Pois então… ele só queria entregar o celular que tinha ficado no meio da estrada.”
“O bixim só tava querendo gravar o treino dele também kkkk.”
Por que alguns cães simplesmente amam carregar coisas na boca?
Segundo a organização britânica Ladies Working Dog Group Limited, esse comportamento é muito comum, especialmente em cães de caça como Labradores, Spaniels e Retrievers. E pode ter várias explicações.
Embora o cão da história seja um vira-lata, muitos SRDs (sem raça definida) carregam traços genéticos de raças de trabalho. E o instinto fala alto.
1. Está no DNA
A explicação mais simples é genética. Raças de caça foram historicamente desenvolvidas para buscar presas abatidas e devolvê-las aos tutores com a chamada “mordida macia”: firme o suficiente para segurar, delicada o bastante para não danificar.
Mesmo que hoje a “presa” seja um brinquedo, uma meia ou… um celular, o instinto permanece. O ato de pegar algo e sair carregando pode ser extremamente natural e prazeroso para o animal.
2. Eles gostam de ter um trabalho
Cães de trabalho prosperam quando têm uma função. Carregar algo durante o passeio pode dar ao animal a sensação de propósito.
Já reparou como alguns cães andam orgulhosos quando encontram um graveto enorme? Peito estufado, rabo abanando, olhar de missão cumprida. Para eles, aquilo é quase um emprego.
No caso do vídeo, o celular pode ter sido apenas o “objeto da vez”. Ele viu algo interessante no chão, associou ao comportamento de buscar e cumpriu sua tarefa com eficiência impressionante.
Se não dermos tarefas estruturadas, muitos cães inventam as próprias.
3. Carregar objetos pode ser calmante
Outro ponto destacado por especialistas é que segurar algo na boca pode ajudar o cão a regular emoções.
Muitos tutores relatam que seus cães pegam brinquedos quando estão muito felizes (como na chegada do dono em casa) ou ansiosos.
O objeto funciona como uma espécie de “válvula de escape”.
4. Atenção é tudo
E há ainda o fator social. Cães são extremamente inteligentes e aprendem rápido que pegar algo costuma gerar reação nos humanos.
Se alguém corre atrás, fala alto ou ri, pronto: a interação está garantida.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.
