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“É a primeira onça que eu vi fazer isso”: Felina gigante faz algo surpreende no braço do quem cuidou dela desde filhote

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em Mundo Animal

Quem vê a onça-pintada adulta do Ecopark Sol e Mar, em Alagoas, toda imponente, talvez não imagine.

Mas Luna guarda um comportamento que derrete qualquer coração: ela “mama” no braço do cuidador como se ainda fosse um filhotinho.

Luna, assim como outros 700 animais, não podem retornar à natureza e são cuidados por Gabriel Loureiro, sua família e equipe.

Entre aves, répteis e mamíferos de diferentes espécies, Luna chama atenção não apenas pelo porte, mas pelo vínculo que desenvolveu com a família.

“Eu fico mostrando isso aqui direto pra vocês. E vocês me perguntam: ‘Ah, Gabriel, por que a Luna faz isso?’ Sinceramente, essa é a primeira onça que eu vi fazer isso”, conta ele em vídeo publicado nas redes sociais.

Segundo Gabriel, Luna só apresenta esse comportamento com ele, com o pai e com a irmã.

“Como a gente dava leite pra ela, mamadeira… fomos nós que cuidamos dela desde pequena. Quando ela vê a gente, de vez em quando bate umas loucuras nela de querer ficar fazendo isso no nosso braço, como se estivesse mamando uma mamadeira. Né, Luna? Ela pensa que ela é filhote, gente.”

O vínculo que começou na mamadeira

Luna é uma onça-pintada, o maior felino das Américas. Na natureza, esses animais são predadores solitários, com força suficiente para abater presas de grande porte.

Mas a história de Luna é diferente. Criada desde filhote pela equipe do parque, recebeu alimentação por mamadeira, fase crucial para o desenvolvimento físico e emocional de qualquer mamífero.

É justamente aí que pode estar o motivo do comportamento.

A sucção é um dos primeiros reflexos da vida. Em mamíferos, ela garante nutrição, conforto e vínculo.

Quando associada a figuras específicas, como os cuidadores, pode se transformar em uma memória corporal profundamente enraizada.

“Memórias de sucção”: o que dizem os especialistas

Embora ver uma onça adulta “mamando” cause surpresa, o comportamento em si não é estranho no universo felino.

Segundo o portal PetMD, a sucção é comum e geralmente inofensiva em gatos de todas as idades. Em adultos, porém, chama mais atenção.

Muitos gatos continuam “mamando” em cobertores, roupas, dedos ou na própria pele de humanos mesmo após o desmame. O alvo costuma ter textura macia, quente ou felpuda, algo que remeta ao ventre materno.

E por que isso acontece?

Por que gatos adultos continuam “mamando”?

Especialistas apontam diferentes razões para a manutenção do comportamento na vida adulta:

1. Instinto natural

O reflexo de sucção é extremamente forte em filhotes. Alguns animais simplesmente carregam esse hábito para a vida adulta, especialmente quando encontram objetos que lembram a mãe.

2. Conforto e relaxamento

A sucção costuma estar associada ao ato de amassar com as patas, um comportamento que indica relaxamento. Mesmo sem leite, o ato em si parece ser calmante.

3. Estresse e ansiedade

Em alguns casos, a sucção pode funcionar como estratégia para lidar com estresse. Mudanças no ambiente, falta de estímulo ou conflitos podem desencadear comportamentos repetitivos.

4. Genética

Raças asiáticas, como o Siamês, o Balinês e o Tonquinês, parecem ter maior predisposição à sucção na fase adulta.

5. Desmame precoce

Filhotes separados muito cedo da mãe podem apresentar comportamento de sucção mais persistente ao longo da vida.

Quando é preciso se preocupar?

De acordo com especialistas citados pelo PetMD, a sucção raramente é prejudicial. No entanto, é preciso atenção se:

  • O animal ingere tecidos ou fios (risco de obstrução intestinal).
  • O comportamento é excessivo e interfere na rotina.
  • Surgem sinais de ansiedade, lambedura compulsiva ou automutilação.

Caso o hábito apareça repentinamente, também pode ser indicado investigar dor ou desconforto físico com um veterinário.

No ambiente doméstico, recomenda-se:

  • Garantir enriquecimento ambiental.
  • Oferecer estímulos mentais e físicos.
  • Minimizar fatores de estresse.
  • Redirecionar para objetos seguros, se necessário.

Em situações mais graves, medicamentos podem ser prescritos por veterinários especializados em comportamento.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.