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“Nove anos de amor, uma perda devastadora e uma caixa misteriosa”: Pai volta a sorrir após ver surpresa preparada pela filha

“Nós tivemos certeza de que o amor nunca acaba, ele só encontra novas formas de continuar”

Por
em Aqueça o coração

Durante nove anos, o cãozinho Frederico foi parte importante da família de Ana Paula Ribeiro.

“E ele não foi somente um cachorro. Ele foi amor, foi companhia e, para o meu pai, foi cura”, contou Ana ao Amo Meu Pet.

Fred, como era carinhosamente chamado, chegou em um dos momentos mais delicados da vida do pai dela, quando ele enfrentava um quadro de depressão.

A presença do cão mudou a rotina e, aos poucos, o estado emocional do tutor.

“Meu pai sempre diz, com toda certeza do mundo: ‘foi o Frederico que me curou’”, relatou.

Era impossível não enxergar a forte conexão que existia entre os dois. Eles eram “grudados”, como Ana descreve.

Frederico seguia o tutor por todos os cantos da casa, dormia ao lado dele na cama e participava de todos os passeios, fossem eles de carro, de bicicleta, a pé.

Onde um estava, o outro também estava.

“O meu pai mimava ele como um filho. Falava com voz fininha, fazia carinho, incluía ele em tudo. Era lindo de ver aquele amor tão puro e verdadeiro.”

A perda que silenciou a casa

Em novembro do ano passado, a história ganhou um capítulo doloroso. Frederico morreu de forma trágica após ser atacado por dois cães na rua. Segundo Ana, o pai encontrou o companheiro já sem vida.

“Meu pai só sabia chorar desde então”, escreveu ela na legenda de um vídeo publicado no TikTok.

O impacto foi devastador e o pai entrou em estado de choque. A casa, antes movimentada pelo som das patinhas batendo no chão, pelos latidos e pela presença constante de Fred, ficou silenciosa.

“Nosso maior medo era ver meu pai perder novamente a alegria que o Fred tinha ajudado a devolver anos atrás”, disse.

A dor do luto tomou conta da rotina. E junto com ela, uma pergunta difícil: seria possível abrir espaço para um novo animal depois de uma perda tão profunda?

A decisão de tentar de novo

A família sabia que nenhum cachorro no mundo tomaria o lugar de Frederico. “Ele é insubstituível”, reforça Ana.

Mas também sabiam que o amor do pai por um animal era algo transformador.

Depois de muita conversa e reflexão, decidiram procurar um filhote. Foi então que encontraram um pequeno shih-tzu que, segundo Ana, era praticamente a cópia do Fred.

A irmã dela foi buscar o filhote em uma cidade distante, justamente no dia do próprio aniversário, sem que o pai soubesse de nada. O segredo foi guardado com ansiedade o dia inteiro.

Quando o pai foi dar os parabéns à filha, ela disse que tinha um “presente” para mostrar. Entregou a ele uma caixa de panelas. Dentro, estava o filhote.

O nome escolhido foi Zeca Cachorrinho, Zequinha para os íntimos, em homenagem à paixão do pai pelo sambista Zeca Pagodinho.

“Você voltou?”

No vídeo publicado por Ana Paula no TikTok (@anapaularibeiro454), é possível ver a surpresa.

Ao abrir a caixa e ver o filhote de shih-tzu, o pai se emociona profundamente. Segura o pequeno no colo, chora e repete: “você voltou?”.

Para a família, foi como se o coração dele tivesse sido abraçado novamente.

“Nós imaginávamos que ele iria se emocionar, mas a reação dele foi muito maior do que qualquer expectativa. Foi choro, foi surpresa e só de lembrar já me emociono.”

Ana resume o sentimento daquele instante:

“O Frederico sempre terá um lugar eterno na nossa história. Mas naquele momento, vendo meu pai segurar o Zequinha no colo, nós tivemos certeza de que o amor nunca acaba, ele só encontra novas formas de continuar.”

Existe um "momento certo" para adotar outro pet?

O luto por um animal de estimação existe e ele precisa ser vivido. Sentir tristeza, raiva, culpa e confusão é natural e faz parte do processo.

Segundo a treinadora profissional de cães e consultora comportamental Kate LaSala, ignorar as emoções pode dificultar a criação de vínculo com um novo animal.

No entanto, não existe prazo universal para o luto. Para algumas pessoas, a vontade de adotar surge naturalmente. Para outras, ela pode nunca vir. Talvez o conselho mais importante seja ouvir o próprio coração.

Para quem ainda não sabe se está pronto, a profissional sugere o acolhimento temporário. Cuidar de um animal por um período determinado ajuda a avaliar emoções e disponibilidade sem compromisso definitivo.

A profissional também lembra que alegria e tristeza podem coexistir. Amar um novo animal não diminui o amor pelo que partiu.

O luto não desaparece completamente, mas pode ganhar novas camadas de significado.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.