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O milagre de Pluma: Era para ser o fim, mas virou recomeço — gata sobrevive à queda do 12º andar e sonha com um lar amoroso

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em Proteção Animal

Uma sobrevivência que desafia as estatísticas médicas e mobiliza a capital paranaense completa um novo ciclo nesta semana.

Após ser arremessada do 12º andar de um edifício em Curitiba no dia 5 de fevereiro, a gatinha Pluma superou o estado crítico e apresenta uma evolução surpreendente em seu quadro de saúde.

O fato gerou a prisão em flagrante da antiga tutora pelo crime de maus-tratos, em uma operação conduzida pelo delegado Guilherme Dias, logo após o animal ser resgatado com traumatismo craniano e múltiplas hemorragias.A trajetória da felina entre a vida e a morte teve início com um impacto de extrema violência. Informações da equipe veterinária indicam que Pluma foi lançada contra a parede de um prédio vizinho antes de atingir o chão.

Esse detalhe específico do ocorrido acabou funcionando como um amortecedor inesperado, pois permitiu que o corpo do animal escorregasse pela estrutura de alvenaria, reduzindo a velocidade final da queda e evitando o óbito imediato no solo.

Ao dar entrada na unidade de terapia intensiva, o diagnóstico era considerado desolador pelos profissionais de saúde. O animal apresentava hemorragia na bexiga, diversas lesões na língua decorrentes do impacto e uma grave contusão pulmonar.

A fragilidade do sistema respiratório somada ao trauma cerebral impedia qualquer tipo de intervenção cirúrgica naquele momento, restando à equipe o desafio de estabilizar a paciente apenas com suporte medicamentoso e monitoramento ininterrupto.

Os primeiros dias de tratamento exigiram cuidados intensivos e uma resposta rápida do organismo de Pluma.

Sob o efeito de medicações potentes para controlar os sangramentos internos, a gatinha demonstrou uma resistência incomum. Gradualmente, as pupilas que permaneciam dilatadas por causa do trauma cranioencefálico voltaram a responder aos estímulos luminosos.

O pulmão, antes seriamente comprometido, apresentou melhora significativa na ausculta, indicando que o órgão começava a funcionar sem o auxílio de aparelhos, enquanto a hemorragia abdominal era contida sem a necessidade de procedimentos invasivos.

Atualmente, Pluma está sob os cuidados da ONG Grupo Força Animal e ingressou em uma fase decisiva de reabilitação.

As sessões de fisioterapia são fundamentais para que ela recupere a coordenação motora plena e a acuidade visual, ambas afetadas pela queda.

A organização destaca em seus relatórios que cada avanço representa uma vitória contra o impossível, celebrando cada respiração estável como uma conquista da dedicação médica e da vontade de viver do animal.

Além da recuperação física, o tratamento agora foca na saúde mental da gatinha para mitigar os traumas psicológicos da agressão.

O trabalho comportamental tenta devolver a segurança básica que foi roubada de Pluma. Ela ainda manifesta um medo profundo de alturas, insegurança ao subir em superfícies simples e receio ao ser segurada no colo.

Esses comportamentos são reflexos diretos da violência sofrida e exigem paciência da equipe para que ela volte a confiar no contato humano.

Veja abaixo:

A Pluma esta vivendo um verdadeiro renascimento.
Depois de tanta dor, tanto medo e tanta luta…
ela está prestes a receber alta da fisioterapia, estamos tratando o medo de altura , o medo de cair , a segurança de ficar no colo ...
Está quase pronta para finalmente conhecer o que sempre mereceu:
Um lar cheio de amor, proteção e paz

No cenário jurídico, o caso reforça a aplicação da Lei Sansão no Brasil, que endureceu as penas para maus-tratos contra cães e gatos com punições que chegam a cinco anos de reclusão.

A intervenção ágil da Polícia Civil do Paraná foi crucial para garantir a punição da responsável e o encaminhamento do animal para um ambiente seguro.

A rapidez no atendimento médico e a mobilização da comunidade em torno das despesas hospitalares foram os pilares que sustentaram esse renascimento.

Apesar da proximidade da alta médica, a jornada de Pluma ainda demanda suporte financeiro para custear exames neurológicos de acompanhamento e fisioterapia contínua.

A ONG Grupo Força Animal mantém o monitoramento até que ela esteja apta para a adoção definitiva.

O objetivo final é encontrar uma família capaz de oferecer o amor e a proteção que faltaram no passado, garantindo que a resiliência de Pluma seja recompensada com uma vida de paz e segurança.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.