“Não consegui continuar correndo”: Corredor ouve miado no mangue e encontra vida esperando por ajuda
Por Ana Carolina Câmara em GatosDurante uma corrida de treino noturna no bairro Trindade, em Florianópolis, Santa Catarina, Eduardo Godinho viveu uma experiência que transformaria completamente o rumo daquela noite.
Enquanto percorria o trajeto próximo ao mangue, um som estranho chamou sua atenção. Era um ruído baixo, insistente, diferente do barulho comum da natureza.
Movido pela curiosidade — e principalmente pela sensibilidade — ele interrompeu o treino para verificar o que estava acontecendo.
Ao se aproximar da vegetação e se agachar perto da mata, o som ficou mais claro. Era o miado de um filhote de gato. Naquele instante, Eduardo concluiu que provavelmente alguém havia abandonado um gatinho ali.
Ignorar aquela situação não era uma opção. Ele começou a procurar entre as folhas e galhos, guiado pelos pequenos miados que surgiam a cada tentativa de aproximação. Em meio à busca, repetia com voz calma: “O que foi, bebê?”, tentando tranquilizar o animal assustado.
Depois de alguns minutos de procura, avistou uma pequena bolinha de pelo preta, encolhida e tremendo. Ao tentar pegá-la, o filhote, ainda apavorado, conseguiu escapar e correu novamente para o mato.
Para muitos, aquilo poderia ser motivo de desistência. Mas não para Eduardo. Determinado, ele continuou a busca por quase uma hora, até finalmente conseguir resgatar o felino.
Com a ajuda de pessoas que passavam pelo local e presenciaram a cena, ele conseguiu uma caixa de papelão para acomodar o gatinho em segurança.
Já passava das 22h e não havia clínica veterinária aberta nas proximidades. Sem alternativas, Eduardo levou o filhote para sua casa.
Lá, o pequeno recebeu comida, água e abrigo. Aos poucos, começou a relaxar. O medo inicial deu lugar à curiosidade. Não demorou para que aceitasse carinho e, surpreendentemente, começasse a ronronar, demonstrando confiança e gratidão.
No dia seguinte, o pretinho estava completamente diferente: dócil, carinhoso e se esfregando nas mãos de quem o acolheu.
Apesar do apego que surgiu rapidamente, Eduardo sabia que sua rotina de viagens constantes impediria uma adoção responsável. Ainda assim, assumiu o compromisso de encontrar um lar amoroso e definitivo para o filhote.
No dia 5 de dezembro, ele compartilhou o resgate em seu perfil no Instagram, @eduardo.godinho, relatando que encontrou o gatinho por volta das 21h, perto do HU da UFSC.
Também mencionou um detalhe curioso: o filhote estava com as unhas cortadas, levantando a suspeita de que poderia ter fugido de alguma casa.
A publicação ultrapassou 1,3 milhão de visualizações, gerando milhares de comentários. Entre eles, uma seguidora escreveu:
“Parabéns por não ter deixado ele lá, Dudu. Atitude linda demais. Mesmo que seja lar temporário, ele te escolheu.”
Assista:
Final feliz
No dia 6 de dezembro, Eduardo voltou às suas redes sociais trazendo uma notícia que encheu o coração dos seguidores de alegria.
Uma amiga próxima, que há tempos sonhava em adotar um gatinho, viu a publicação sobre o resgate e se encantou imediatamente pelo gatinho.
Ao assistir ao vídeo e conhecer a história daquele filhotinho encontrado sozinho no mangue, ela sentiu que havia algo especial ali.
Não foi apenas pela aparência fofa, mas pela trajetória de superação, pelo cuidado recebido e pela chance que havia ganhado de recomeçar.
Segundo Eduardo, a identificação foi instantânea — como se ambos estivessem esperando um pelo outro.
Depois de conversarem, combinarem os cuidados necessários e avaliarem a responsabilidade envolvida, a adoção foi confirmada.
A amiga se comprometeu a oferecer um lar seguro, acompanhamento veterinário, alimentação adequada e, acima de tudo, muito carinho.
Para Eduardo, a notícia representou a conclusão perfeita de uma jornada marcada por empatia, solidariedade e amor pelos animais.
O gatinho, que antes estava sozinho e vulnerável, agora tinha uma família, um nome, uma rotina e a certeza de que nunca mais seria abandonado.
Na legenda do vídeo que publicou anunciando o desfecho da história, Eduardo escreveu de forma simples e emocionante:
“O gatinho abandonado ganhou um novo lar”.
A publicação rapidamente ganhou destaque e ultrapassou a marca de 202 mil visualizações, além de reunir centenas de comentários cheios de carinho, gratidão e reconhecimento pela atitude de Eduardo.
Entre as mensagens deixadas pelos seguidores, destacaram-se frases como:
“Parabéns pelo exemplo de amor e humanidade.”
“Obrigada por ter resgatado esse anjinho e por garantir a ele uma nova vida.”
“Você fez o que muitos não fazem: acolheu, cuidou e ainda encontrou um lar. Muitos passam e ignoram.”
Assista:
Assim como Eduardo, nem sempre é possível adotar um bichinho, seja por falta de tempo, espaço ou condições.
Ainda assim, todos podem ajudar de alguma forma: oferecendo lar temporário, divulgando resgates, apoiando protetores, compartilhando histórias ou simplesmente não fechando os olhos diante do sofrimento animal.
Pequenas atitudes, quando somadas, têm o poder de transformar vidas. E, no caso desse gatinho, foram justamente esses gestos que garantiram um final feliz.
Outro resgate
Foram dois dias de medo, fome e solidão. Esse foi o tempo que um pequeno gatinho branco passou preso no telhado da casa da mãe de Murilo Bastos, sem água, sem comida e sem nenhuma forma segura de sair dali. Assustado, frágil e escondido entre as frestas, ele parecia ter sido esquecido pelo mundo.Mas uma família decidiu que aquela história não terminaria assim.
Ao perceber a situação, Murilo resolveu agir. O acesso era difícil: a única passagem possível era pela pequena janela do banheiro.
Sem pensar duas vezes, ele desparafusou a janela inteira, se esticou até o telhado e colocou sua própria segurança em risco para tentar salvar o filhote.
Mesmo fraco, o gatinho ainda se escondia, tomado pelo medo e pela desorientação. Tentaram atraí-lo com comida, chamaram a mãe, improvisaram soluções — e nada parecia funcionar. A cada tentativa frustrada, a tensão aumentava.
Até que surgiu a ideia mais criativa: usar uma caixa de transporte e uma vassoura para fechar a porta no momento certo. Uma verdadeira operação de resgate, feita com paciência, união e muito cuidado.
Passo a passo, a curiosidade venceu o medo. O filhote entrou na caixa. E, em segundos, foi finalmente salvo.
Assista:
O vídeo emocionou milhares de pessoas nas redes, gerando comentários sobre empatia, trabalho em equipe e amor pelos animais. Hoje, o pequeno está seguro, acolhido e longe do perigo.
Essa história mostra que pequenas atitudes podem salvar vidas — basta escolher não ignorar.
Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.
Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.
Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.
Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.
