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"Começou com dor e terminou com amor": Cão vive pesadelo ao perder tutor e ser expulso de casa, mas tudo iria mudar

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em Proteção Animal

No início do ano, um cão chamado Snoopy viveu seu maior pesadelo: perder o tutor e, junto com ele, o próprio lar.

Quando o dono faleceu, o cão não perdeu apenas a companhia de quem amava.

Segundo relato da protetora Tamiris Maestrini, do Rio de Janeiro, ele foi colocado para fora de casa pela viúva, mesmo após o tutor ter pedido, antes de morrer, que cuidassem dele.

Sem entender o que estava acontecendo, Snoopy ficou no portão, chorando e esperando.

Era como se acreditasse que, a qualquer momento, alguém abriria a porta e diria que tudo não passava de um mal-entendido. Mas ninguém abriu.

Até que alguém o notou.

O vídeo que comoveu a internet

No dia 1º de fevereiro, Tamiris compartilhou nas redes sociais um vídeo de Snoopy latindo diante do portão onde havia vivido.

Na publicação, a protetora desabafou sobre a situação e cobrou providências. Segundo ela, mesmo com a vizinhança acionando a polícia, nada teria sido feito.

A história rapidamente se espalhou. Milhares de pessoas comentaram, compartilharam e se indignaram.

Dez dias depois, em 10 de fevereiro, Tamiris trouxe uma atualização angustiante: Snoopy ainda não havia sido adotado e corria risco de eutanásia.

Ela, que já cuidava de 20 cães resgatados, não tinha condições de acolhê-lo definitivamente.

“Será que se fosse um cachorro de raça, ele já estaria dentro da casa de uma família?”, questionou.

O apelo era urgente. Ela tinha até o Carnaval para encontrar uma solução.

Final feliz para Scooby

No dia 16 de fevereiro, Tamiris trouxe a notícia que deixou os internautas comemorando: Snoopy foi adotado.

A história do cão chegou até o seu Antônio. Sensibilizado, ele decidiu acolher e, mesmo com limitações, abriu espaço no próprio lar.

Snoopy ganhou um quintal enorme para correr, uma família disposta a cuidar dele e até uma irmãzinha canina para dividir a vida.

“Tem histórias que começam com dor… mas terminam em amor”, escreveu Tamiris.

Em outra publicação, o cachorro aparece já no novo lar, brincando com crianças, leve, solto e feliz.

“Gente, eu tô tão feliz de ver ele assim”, comentou uma internauta.
“Graças a Deus Snoopy conseguiu um lar”, disse outra.
“Que bom saber que a triste história dele teve final feliz!”, comemorou mais um.

Aquele cão que chorava no portão agora corria pelo quintal.

Mudanças não são desculpas

Infelizmente, a história de Snoopy não é um caso isolado.

Mudanças na rotina, como falecimento de um tutor, separações, dificuldades financeiras ou mudança de endereço, ainda são usadas por algumas pessoas como justificativa para descartar animais como se fossem objetos.

Mas cães não são móveis que podem ser deixados na calçada quando deixam de “servir”. Eles sentem medo, saudade, ansiedade e dor.

E o abandono, além de cruel, é crime.

Desde 2020, a Lei nº 14.064/20 endureceu as punições para maus-tratos contra cães e gatos no Brasil. Abandonar um animal é considerado forma de maus-tratos.

A pena pode chegar a:

  • 2 a 5 anos de reclusão
  • Multa
  • Proibição da guarda
  • Se o animal morrer em decorrência dos maus-tratos, a pena pode ser aumentada.

Como denunciar maus-tratos e abandono

Qualquer pessoa pode e deve denunciar. Algumas formas de fazer isso incluem:

  • Registrar ocorrência na delegacia, presencialmente ou online (quando disponível no estado);
  • Procurar a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente;
  • Acionar a Polícia Militar pelo 190 em situações de flagrante;
  • Denunciar ao Ministério Público;
  • Informar a Secretaria Municipal de Meio Ambiente ou órgãos de proteção animal da cidade.

É importante, sempre que possível, reunir provas como fotos, vídeos, endereço e relatos de testemunhas.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.