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'Compartilhamos o planeta com esses seres mágicos': Animal faz coreografia para relaxar ao sol hipnotiza a internet

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em Aqueça o coração

Às vezes, tudo o que a gente precisa é de alguns minutos de sol para se sentir melhor. E, ao que parece, isso não é exclusividade dos humanos.

Um vídeo que viralizou nas redes sociais mostrou que um lêmure-vermelho chamado Bloodnut sabe aproveitar esse pequeno prazer da vida como poucos.

De braços abertos, olhos fechados e o rosto voltado para o céu, ele parece simplesmente “abraçar” a luz do sol.

A cena hipnotizante conquistou milhões de pessoas na internet.

Compartilhado pela cuidadora Daniella Villarroel, o vídeo já ultrapassou impressionantes 76,5 milhões de visualizações.

Um momento de paz que conquistou a internet

No vídeo, Bloodnut aparece em pé sobre a grama, completamente relaxado.

Com os braços abertos e o rosto voltado para o céu, ele permanece imóvel enquanto recebe os raios de sol da manhã.

Os olhos semicerrados e a expressão tranquila fazem parecer que o animal está realmente apreciando cada segundo daquele momento.

A cuidadora observa a cena e não consegue conter a reação.

“Você está aproveitando o sol essa manhã?”, pergunta Daniella.

O lêmure continua ali, imóvel e sereno. A expressão dele faz Daniella cair na risada.

“Ai meu Deus”, diz ela, claramente encantada.

“Quero ser ele”

Nos comentários, milhares de pessoas se identificaram com o momento de tranquilidade vivido por Bloodnut.

“Quero ser ele”, escreveu um internauta.
“Eu não me canso desse cara. Adoro o rosto dele”, disse outra pessoa.
“Louvado seja o sol, irmãozinho”, disse mais um.

A cena viralizou não apenas pelo carisma do animal, mas também pela sensação de calma que transmite.

E não é a primeira vez que Bloodnut encanta os seguidores.

Bloodnut aparece frequentemente nas redes sociais de Daniella Villarroel, que trabalha com resgate e conservação de animais.

Ela integra a Amazon Rescue and Conservation Alliance (ARCA), organização envolvida em projetos de proteção da fauna e em expedições em áreas selvagens, especialmente na região amazônica.

Em seu perfil, Daniella compartilha momentos do cotidiano com diferentes espécies.

Além do lêmure, seus vídeos mostram interações com elefantes, macacos, crocodilos, serpentes e até zebras, todos em situações nas quais recebem cuidados e atenção da equipe.

Mas, entre todos os animais que aparecem em seus registros, Bloodnut parece ter conquistado um lugar especial no coração do público.

Quem são os lêmures vermelhos?

Bloodnut pertence à espécie Varecia rubra, conhecida popularmente como lêmure-de-gola-vermelha ou lêmure-vermelho.

Segundo informações do Duke Lemur Center, esses primatas são nativos das florestas tropicais do leste de Madagascar, uma grande ilha localizada no oceano Índico, na costa da África.

Eles estão entre os maiores lêmures existentes atualmente.

Um adulto pode pesar entre 3 e 4,1 quilos e medir cerca de 50 centímetros de comprimento, sem contar a cauda, que costuma ser ainda maior e ajuda no equilíbrio enquanto se movimentam pelas copas das árvores.

A pelagem espessa, de tonalidade castanho-avermelhada, não é apenas bonita, mas também tem uma função importante: ajudar o animal a se manter aquecido e protegido da umidade nas florestas tropicais.

O rosto, as mãos e os pés são pretos, criando um contraste marcante que torna a espécie visualmente inconfundível.

Jardineiros da floresta

Os lêmures-vermelhos desempenham um papel ecológico fundamental.

Eles são considerados alguns dos maiores polinizadores do mundo entre os primatas.

Isso acontece porque sua dieta é baseada principalmente em frutas, néctar e pólen. Quando se alimentam das flores, o pólen fica preso à pelagem espessa ao redor do rosto.

Ao se deslocarem de árvore em árvore, acabam transportando esse pólen para outras plantas, contribuindo para a reprodução de diversas espécies vegetais.

Além disso, também ajudam a espalhar sementes pela floresta.

Muitas vezes, os lêmures ingerem frutas com sementes grandes que passam intactas pelo sistema digestivo e são eliminadas no solo em “pacotes naturais de fertilizante”.

Esse processo ajuda na regeneração das florestas.

Vida social barulhenta

Apesar da aparência tranquila no vídeo viral, os lêmures-vermelhos estão longe de ser silenciosos.

Na verdade, eles estão entre os primatas não humanos mais vocais.

Seus chamados estridentes podem ser ouvidos a até 800 metros de distância e servem para manter o contato entre membros do grupo, alertar sobre predadores ou marcar território.

Uma espécie em perigo

Apesar de sua importância ecológica e de sua aparência marcante, o lêmure-vermelho enfrenta sérias ameaças na natureza.

De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a espécie está classificada como criticamente em perigo de extinção.

A principal razão é a perda de habitat.

Grande parte das florestas tropicais de Madagascar tem sido destruída ao longo das últimas décadas, principalmente por causa da exploração madeireira, da mineração ilegal e da agricultura de corte e queima.

Essas atividades fragmentam o habitat e dificultam a sobrevivência das populações de lêmures.

Além disso, a caça também representa uma ameaça em algumas regiões.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.