“Ele já estava desistindo”: Corrida contra o tempo começa ao ver cachorro lutando em poço com cobra ao lado
Por Beatriz Menezes em NotíciasUm encontro inesperado durante uma conversa entre amigos evitou uma tragédia em Teresina. Enquanto conversavam durante a madrugada, um homem e seu amigo Geandro ouviram latidos distantes vindo de um terreno escuro.
Ao seguirem o som, encontraram um cachorro de porte médio preso no fundo de um poço profundo e com água barrenta. O animal estava visivelmente exausto e lutava para se manter na superfície.
O salvamento foi registrado pelos moradores locais e as imagens mostram a complexidade da operação em meio à escuridão e ao matagal.
O narrador do vídeo explica que o poço provavelmente estava coberto por uma telha que cedeu quando o animal tentou passar por cima.
A situação apresentava um perigo adicional que assustou os socorristas. No fundo do poço, próximo ao cachorro, havia uma cobra.
Em determinado momento do registro, o réptil chega a subir no dorso do animal enquanto os homens tentavam posicionar a corda para o içamento.
Apesar do medo de um ataque, Geandro conseguiu laçar o pet com segurança e puxá-lo para a superfície.
Livre do buraco, o cachorro que recebeu o apelido temporário de Negão demonstrou sinais severos de cansaço.
Ainda conforme narração do autor, o animal estava prestes a desistir por causa do esforço físico e do peso. Ele ressaltou que o cão parecia bem cuidado e alimentado, o que indicava que ele tinha um lar e poderia ter escapado acidentalmente.
O vídeo foi publicado em 10 de março no Facebook BT Teresina e já conta com 429 mil visualizações, 884 mil compartilhamentos, 2,2 mil comentários e 18 mil reações.
“Um banho quentinho, uma água fresquinha, um prato de comida, carinho e um soninho. Isso que ele precisa depois disso que ele passou.”
“Eu não devolvia não, colocava pra doação ou cuidava dele, porque se o dono tivesse real cuidado com o animal, nem deixava o bichinho sair a noite correndo risco de acontecer uma tragédia assim.”
Assista abaixo:
O desfecho da história aconteceu logo após o resgate, quando os envolvidos conseguiram localizar o verdadeiro dono do pet.
O animal, cujo nome real é Fofão, foi devolvido à sua família. Uma das cenas finais mostra Fofão sendo transportado em um carrinho de mão, pois estava fraco demais para caminhar sozinho após o trauma no poço.
Situações de estresse extremo como essa exigem observação constante nas horas seguintes.
O contato com água contaminada e a proximidade com animais peçonhentos podem gerar complicações de saúde que nem sempre aparecem no momento do resgate.,
Como identificar e tratar a hipotermia em cães de acordo com a PetMD
A hipotermia ocorre quando a temperatura do cão cai abaixo de 37°C, sendo uma condição que pode ser fatal se não houver socorro imediato.
Diferente de apenas sentir frio, a hipotermia afeta os órgãos vitais e exige uma resposta rápida do tutor.
Os sintomas evoluem conforme a gravidade da queda de temperatura:
- Fase inicial: Tremores constantes, rigidez muscular, letargia e dificuldade para caminhar.
- Sinais físicos: Gengivas pálidas e extremidades frias (patas, orelhas e cauda).
- Fase crítica: O cachorro para de tremer (esgotamento de energia), as pupilas ficam dilatadas e fixas, e a respiração torna-se lenta e irregular.
Além da exposição óbvia ao clima gelado e úmido, outras situações oferecem risco:
- Pós-operatório: A anestesia reduz a capacidade do corpo de regular o calor.
- Condições de saúde: Doenças renais, diabetes, insuficiência cardíaca e hemorragias dificultam o controle térmico.
- Idade: Cães idosos ou filhotes perdem calor mais rapidamente.
O que fazer (e o que evitar)
Se você suspeita que seu pet está com hipotermia, a regra de ouro é: aqueça, não queime.
- Remova do frio: Leve o animal para um ambiente fechado e seco imediatamente.
- Use isolantes térmicos: Envolva o cão em cobertores ou toalhas aquecidas (pode usar secador de cabelo ou secadora para amornar o tecido).
- Cuidado com o calor direto: Nunca utilize bolsas térmicas ou almofadas elétricas diretamente na pele. O calor excessivo pode causar queimaduras ou levar o animal ao estado de choque.
- Busque um veterinário: Mesmo que o animal pareça melhorar, o reaquecimento interno (com soro e oxigênio aquecidos) só pode ser feito com segurança em ambiente clínico.
Em casos de cirurgia, certifique-se de que a clínica utiliza mantas térmicas durante a recuperação anestésica.
