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"Ela recusando a comidinha me quebrou": Veterinária tenta de tudo para ajudar pequena ouriça após incidente com cães

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em Proteção Animal

Você já parou para pensar no desafio que é a sobrevivência dos animais silvestres em áreas urbanas? Muitas vezes a proximidade com ambientes domésticos gera conflitos perigosos.

Recentemente a médica veterinária Natalia Zupelli utilizou suas redes sociais para compartilhar um caso que mistura dor e esperança. Uma fêmea de ouriço-cacheiro deu entrada na clínica em estado crítico após ser atacada por um cachorro.

O registro do atendimento não apenas mostrou a gravidade das feridas mas também serviu como uma aula de respeito à vida selvagem.

O animal chegou ao consultório com diversas marcas de mordidas pelo corpo. A situação mais grave envolvia os olhos da pequena paciente que estavam severamente machucados.

Durante os primeiros cuidados a equipe veterinária identificou que infelizmente não seria possível salvar um dos olhos.

O tratamento exigiu paciência e precisão técnica pois pingar colírio em um animal silvestre coberto de espinhos é um desafio constante para qualquer profissional da área.

A cirurgia para a retirada do olho comprometido foi realizada com agilidade e não apresentou intercorrências durante o procedimento.

Natalia registrou os momentos de tensão e cuidado enquanto preparava a pequena ouricinha para a operação.

Apesar do sucesso da intervenção cirúrgica, uma notícia triste acompanhou o diagnóstico médico. Por causa da perda da visão binocular o animal não poderá mais retornar para a natureza.

Sem a percepção completa de profundidade ela se tornaria uma presa fácil e teria dificuldades para se alimentar e escalar.

O vídeo obteve mais de 400 mil visualizações, 72 mil curtidas e 607 comentários.

“Tadinha! Sempre vemos os dogs com os espinhos na boca mas essas coitadinhas tbm sofrem”.
“Sempre fui louca pelos animais, e muitos me criticaram quando decidi não fazer medicina veterinária. Mas por ama-los tanto que eu jamais conseguiria suportar viver isso daí. Hoje sou bióloga, não desisti de estudar a vida animal”
“Trabalhei num refúgio onde tinham 2 ouriços e eles são super fofinhos e carentes… sempre vão atrás dos cuidadores como se quisessem colo”.

São alguns dos comentários.

Confira abaixo:

No dia 13 de fevereiro a veterinária trouxe atualizações que acalmaram o coração de milhares de seguidores preocupados.

Em um novo vídeo é possível ver a ouricinha ativa e se alimentando com vontade.

O olho que restou já começa a abrir e o local da cirurgia apresenta uma cicatrização considerada perfeita pela especialista.

Natalia faz questão de ressaltar que o mundo muitas vezes parece cruel com esses seres mas que ainda existe espaço para o cuidado e a reabilitação.

O animal em questão é um ouriço-cacheiro brasileiro também conhecido como coendou. Ele é muito diferente dos ouriços europeus que costumamos ver em vídeos internacionais.

Nossa espécie nativa possui uma cauda preênsil que funciona como um quinto membro para ajudar na escalada em árvores.

Outro ponto importante que a veterinária esclarece é sobre os espinhos. Existe uma lenda de que esses animais lançam seus espinhos contra os agressores, mas isso não é verdade.

Os espinhos apenas se soltam com facilidade quando entram em contato com a pele de quem tenta atacá-los.

Esses pequenos mamíferos possuem hábitos noturnos e costumam ser solitários e muito pacíficos. Eles só utilizam sua armadura natural quando se sentem ameaçados por predadores ou animais domésticos curiosos.

Agora o destino desta sobrevivente será um ambiente controlado e seguro. Assim que a recuperação estiver completa ela será encaminhada para um bosque ou zoológico que tenha estrutura para recebê-la com dignidade.

O trabalho de profissionais como Natalia Zupelli mostra que cada vida importa independentemente da espécie ou da aparência.

Se você encontrar um animal silvestre ferido saiba que o melhor caminho é procurar ajuda especializada imediatamente.

Afinal garantir que esses animais tenham uma segunda chance é uma responsabilidade de todos nós.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.