O hotel era lindo, mas foi a companhia de um cão desconhecido que transformou viagem à Europa em algo mágico

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em Aqueça o coração

Passando por diferentes países da Europa, Weslley Paulino e a esposa estavam vivendo uma viagem dos sonhos. Mas foi uma parada em Montenegro, no sudeste da Europa, que marcou o coração deles para sempre.

Logo quando chegaram ao hotel, foram recepcionados de uma forma impossível de esquecer.

“Fomos surpreendidos com a recepção mais inesperada da viagem”, contou Weslley nas redes sociais.

Um cachorrinho apareceu do nada, radiante, correndo pelos corredores como se estivesse comemorando a chegada dos hóspedes.

Um anfitrião de quatro patas

O comportamento do cão chamou atenção imediatamente. Ele corria de um lado para o outro, cheio de energia, como se já conhecesse o casal há anos.

Os portões do hotel ficavam abertos, permitindo que ele entrasse e saísse livremente. E ele aproveitava isso da melhor forma: explorando cada canto e acompanhando os novos “amigos”.

Em um dos momentos mais marcantes, Weslley foi buscar as malas no carro e, ao olhar para trás, encontrou novamente o cachorro, desta vez à beira da piscina, ainda animado.

“Sabe aqueles presentes que a viagem te dá sem você esperar? Foi exatamente isso”, relatou.

A esposa, segundo ele, mal conseguia acreditar no que estava acontecendo.

Do corredor para o quarto

Sem pensar duas vezes, o casal decidiu deixar o cachorro subir com eles até o quarto. O animal, claro, aceitou o convite com entusiasmo.

Eles subiram até o terceiro andar, e o novo “hóspede” acompanhou tudo, feliz da vida.

Depois de tanto correr, brincar e explorar, veio o momento mais tranquilo: o descanso.

Cansado, o cachorrinho simplesmente deitou no quarto e dormiu ali mesmo, como se já fosse parte da família.

Durante toda a estadia, o cachorro acompanhou o casal, circulando pelo hotel e dividindo momentos com eles.

“Ele ficou conosco todos os dias, como se já fôssemos família”, contou Weslley.

Um adeus necessário (por enquanto)

Apesar do apego, o casal precisou seguir viagem. O roteiro ainda incluía a travessia por seis países, o que tornava impossível levar o cachorro naquele momento.

“Na Europa não é possível viajar com um animal sem documentação e vacinas”, explicou.

A decisão de deixá-lo não foi fácil, mas era necessária.

“Não poderíamos abandoná-lo em outras fronteiras caso não nos deixassem passar”, completou.

Um sonho que nasceu ali

Se a despedida foi difícil, ela também trouxe um novo plano. Desde aquele encontro, surgiu o desejo de voltar para buscar o cachorro, caso ele não tenha um tutor.

“Vamos tentar descobrir juntos se ele possui algum dono e, se não houver, já sabem… ele terá dois novos pais”, disse Weslley.

O casal chegou a tentar contato com o hotel para obter mais informações sobre o animal, mas não teve retorno e, segundo eles, acabou até bloqueado nas redes sociais.

Mesmo assim, não desistiram.

“Estamos tentando encontrar uma forma de voltar a Montenegro e descobrir mais sobre esse pequeno que cruzou nosso caminho.”

Uma história que mobilizou a internet

O relato rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, emocionando milhares de pessoas.

Muitos seguidores passaram a acompanhar a história e torcer por um reencontro e, quem sabe, um final feliz com o cachorro vivendo no Brasil.

O casal, por sua vez, fez questão de manter a transparência:

“Não vamos realizar críticas ao hotel. Eles não são obrigados a nos ajudar. Esse amor vai além de qualquer fronteira.”

Como trazer um cachorro de outro país?

Trazer um cachorro para o Brasil é possível, mas envolve alguns cuidados e exigências.

Segundo a Carga Viva Export, os principais requisitos para o pet entrar no país incluem:

  • Certificado de saúde emitido por um veterinário
  • Carteira de vacinação atualizada, com vacina antirrábica
  • Tratamento antiparasitário realizado pelo menos 15 dias antes da viagem
  • O microchip não é obrigatório, mas é recomendado.

Não há raças proibidas para entrada no Brasil, embora algumas companhias aéreas tenham restrições específicas, como no caso de cães braquicefálicos.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.