Antes do bebê nascer, cães passam por teste inusitado com boneca e resultado é muito diferente do esperado

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em Humor

Dias antes da bebê Cecília vir ao mundo, o casal Angel e Diego Brischiliari resolveu fazer um “teste” com seus quatro cães, para ver como eles se comportam.

Mas o resultado, compartilhado nas redes sociais, foi bem diferente do que eles imaginavam.

A primeira tentativa

No primeiro teste, realizado em 15 de março, Diego entrou na sala embalando uma roupinha de bebê, como se estivesse segurando um recém-nascido.

Ele imaginava apresentar o “bebê” com calma. Mas bastaram alguns segundos para o plano sair completamente do controle.

Na casa vivem quatro cães, sendo dois da raça border collie e dois yakutian laika. Ambas as raças são conhecidas pela inteligência e alto nível de energia.

Assim que viram o ítem novo, dois dos cães pularam sem a menor delicadeza, enquanto outro mordeu e puxou a roupinha, acreditando que se tratava de um brinquedo.

Diego até tentou insistir, buscando uma abordagem mais tranquila, mas não teve muito sucesso.

A cena foi compartilhada com a legenda bem-humorada: “O que nossa família acha que vai acontecer quando nossa bebê chegar”.

Já Angel concluiu: “Precisamos treinar esses cachorros”.

A segunda tentativa (que também não deu muito certo)

Depois do primeiro “teste”, o casal decidiu tentar novamente. Dessa vez, no entanto, utilizaram uma boneca.

A expectativa era que o objeto ajudasse os cães a entenderem melhor a situação. Mas o resultado seguiu na mesma linha.

Assim que a boneca foi apresentada, os cães novamente reagiram como se fosse… um brinquedo.

Morderam, puxaram e demonstraram total interesse em brincar com o “novo objeto” da casa.

“Quero só ver os próximos capítulos”, comentou Angel.
“Já imagino os parentes desesperados achando que com o bebê eles reagem da mesma forma”, escreveu uma pessoa nos comentários.
“Tadinha da Cecília”, brincou outra.

Mas também tiveram pessoas que trouxeram pontos importantes: “Gente, boneco não tem cheiro de gente, tem cheiro de plástico. Podem ficar tranquilos”.

De fato, apesar do resultado caótico dos testes, especialistas garantem: a realidade costuma ser bem diferente.

De acordo com orientações da VCA Animal Hospitals, a grande maioria dos cães tende a reagir a bebês com curiosidade e não com agressividade.

Isso porque o bebê traz estímulos completamente diferentes de uma boneca ou de uma roupa. São cheiro, sons, movimentos e até a forma como os tutores se comportam ao redor de um bebê é diferente.

No entanto, cães que nunca tiveram contato com bebês podem, inicialmente, não reconhecê-los como humanos. Por isso, a adaptação é tão importante.

Por que o “teste da boneca” não funciona tão bem?

O experimento do casal viralizou justamente porque escancara uma realidade: para os cães, a boneca não passa de um objeto.

Sem cheiro humano, sem movimento natural e sem os sons característicos de um bebê, ela dificilmente será interpretada como algo que exige cuidado.

A reação dos cães não é necessariamente um indicativo de como eles agirão quando Cecília chegar.

Na prática, o comportamento diante de um recém-nascido costuma ser mais cauteloso, especialmente quando os tutores conduzem a apresentação de forma adequada.

Como fazer uma adaptação segura

Ainda segundo a VCA Animal Hospitals, existem algumas estratégias importantes para tornar esse momento mais tranquilo para todos.

  • Uma delas é apresentar o cheiro do bebê antes mesmo de ele chegar em casa. Isso pode ser feito levando roupinhas ou cobertores usados para que o cão se familiarize.
  • Outra recomendação é controlar o primeiro encontro. O ideal é que o cachorro esteja calmo, sob supervisão e, preferencialmente, com coleira. A aproximação deve ser gradual, sempre respeitando o tempo do animal.
  • Além disso, o adestramento básico é um grande aliado. Comandos como “sentar” e “ficar” ajudam a manter o controle da situação e garantem mais segurança.
  • E talvez a dica mais importante: nunca deixar interações sem supervisão, principalmente nos primeiros dias.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.