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"Peço, de todo o meu coração, que cuide dele": Cachorrinho é abandonado com cartinha que revela o motivo da rejeição

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em Cães

No último domingo, 22, Thaís da Matta Fagundes Lima, engajada com a causa animal, ao abrir a porta de casa se deparou com uma cena que partiu o seu coração.

Bem ali, estava um filhote de cachorro abandonado dentro de uma caixa de papelão, acompanhado de um papel.

Ao abrir, Thaís logo entendeu o motivo do abandono: tratava-se de um prontuário médico que revelava que o nome do filhote era Apollo e que ele estava com cinomose, uma doença grave e contagiosa.

Além do prontuário médico, um bilhete também foi deixado dentro da caixa, explicando o motivo da rejeição. A mensagem dizia o seguinte:

“Não sei nem por onde começar, mas sei o que pedir. Peço, de todo o meu coração, que cuide desse cãozinho. Peguei ele na rua, foi amor à primeira vista. Ele estava bem, mas começou a ficar doente e logo o levei ao veterinário. Descobri a pior notícia: ele tinha cinomose. Gastei 600 reais em um dia, acreditando na melhora dele. Já dei de tudo, já dei tudo de mim. Sofro de depressão e ansiedade. Ele me faz bem, porém, com o que ele tem, isso está acabando comigo. Estou passando dias sem comer e só choro. Partiu tudo dentro de mim ter que deixá-lo aqui, mas, pelo bem dele e o meu, vai ser melhor assim. Vou orar todos os dias para que nada de ruim aconteça. Espero que ele seja curado…”

Confira:

Sem entender o que estava acontecendo, Apollo dava início a uma nova fase de sua vida — marcada não apenas pela dor do abandono, mas também pela chance de recomeçar.

O resgate

Apollo tem cerca de três meses e foi abandonado na rua, até ser encontrado por crianças do bairro que, sensibilizadas, o levaram até Thaís, responsável pelo projeto Casa dos Anjos, em Macaé, no Rio de Janeiro.

Dentro da caixa, havia a carta e um prontuário médico. Também estavam ali alguns remédios, indicando que o filhote já estava em tratamento.

“Eu não estava em casa. Quando cheguei, encontrei a caixa vazia com os pertences dele. Coloquei para dentro. Logo depois, as crianças que estavam brincando na rua me chamaram com ele no colo e disseram que ele estava quase sendo atropelado na esquina. Elas deram o nome de Pitoco, e é assim que estamos chamando ele agora. Foi aí que fui olhar as coisas dentro da caixa e encontrei a cartinha, a receita, os remédios…”, contou Thaís ao Amo Meu Pet.

Em um post no Instagram, Thaís desabafou:

“Abandonaram um filhote com cinomose na porta da minha casa, dentro de uma caixa, com receita e remédios. Isso não é ajuda. Isso é abandono. Não se faz isso com uma vida.”

Assista:

Segundo Thaís, se a pessoa tivesse pedido ajuda, ela teria acolhido o cachorro. Em vez disso, optou pelo abandono, colocando a vida do filhote em risco — ele quase foi atropelado.

Uma escolha que poderia ter terminado de forma irreversível, mas que, por sorte, encontrou um novo caminho de esperança.

Pitoco, um guerreirinho

Thaís contou que Pitoco está com cinomose em estágio avançado, já com comprometimento da parte neurológica — uma fase mais delicada da doença.

“Então será um milagre se ele sobreviver. Mas não é impossível, pois já conseguimos salvar muitos dessa doença. Porém, também já perdemos muitos”, revelou Thaís.

A cinomose é uma doença viral grave, altamente contagiosa entre cães, que pode afetar diferentes sistemas do organismo.

No início, costuma apresentar sintomas como febre, apatia, secreção nos olhos e nariz, além de perda de apetite. Com a evolução, o vírus pode atingir o sistema respiratório, gastrointestinal e, nos casos mais severos, o sistema nervoso.

Quando chega à fase neurológica, os sinais se tornam ainda mais preocupantes. O animal pode apresentar tremores, convulsões, dificuldade para andar, falta de coordenação e até alterações de comportamento.

“Ele está aqui em casa comigo, isolado dos meus animais, pois é uma doença altamente contagiosa e nem as clínicas aceitam internar”, explicou Thaís.

O tratamento não elimina o vírus diretamente, mas busca controlar os sintomas e dar suporte ao organismo para que ele consiga reagir.

Isso inclui acompanhamento veterinário intensivo, medicações de suporte, hidratação, alimentação adequada e muito cuidado no ambiente.

Apesar de ser uma doença séria, muitos cães conseguem se recuperar, especialmente quando recebem atenção, tratamento adequado e muito amor durante todo o processo.

Confira:

Sobre o projeto Casa dos Anjos

A Casa dos Anjos foi criada em 2012 a partir de uma iniciativa individual da fundadora Thaís da Matta Fagundes Lima, após anos de dedicação à proteção animal e atuação em diversos grupos na cidade de Macaé (RJ).

O trabalho teve início com o aluguel de uma pequena casa na periferia, onde os animais resgatados passaram a ser acolhidos para receber os devidos cuidados veterinários e permanecer sob proteção até estarem saudáveis e prontos para a adoção.

Desde a primeira sede, todas as despesas vêm sendo custeadas por meio de doações de pessoas que apoiam a causa animal.

Com o passar dos anos, o projeto precisou mudar de endereço diversas vezes, acompanhando o crescimento da demanda e o número cada vez maior de animais que necessitam de ajuda na região.

Atualmente, a Casa dos Anjos conta com sete sedes, sendo quatro delas alugadas, e abriga mais de mil animais, entre cães e gatos.

“Todos os animais sob nossa tutela passam pelo mesmo processo: resgate, consulta veterinária, exame de sangue, vermifugação, vacinação e castração. Em casos mais graves, ficam internados e passam por cirurgias ou outros procedimentos de maior complexidade. Todos recebem o mesmo tratamento!”, explicou Thaís.

Thaís reforça a essência do trabalho do projeto:

"Nós acreditamos que todos os animais merecem ser tratados com respeito e dignidade. Nossa prioridade são aqueles vítimas de abandono, maus tratos ou negligência que se tornam invisíveis aos olhos da sociedade. Nossa missão é resgatar, tratar e trabalhar para que todos consigam adoções responsáveis."

Confira abaixo como ajudar esse trabalho tão importante e cheio de amor.

Siga o projeto nas redes sociais, ajude a dar visibilidade a essa causa e faça parte dessa corrente do bem. Compartilhar e curtir também fazem toda a diferença — acompanhe em @adote.casadosanjos.

Quem é Thaís Fagundes?

Thaís Fagundes, esposa e mãe de três filhos, dedica sua vida à proteção animal. Ao longo dessa jornada, nunca se arrependeu nem recuou diante dos desafios e das responsabilidades que assumir um abrigo traz.

Desde o início, ela sempre colocou seu próprio nome à frente de tudo, assumindo integralmente as responsabilidades do projeto — desde contratos de aluguel até parcerias com clínicas veterinárias e casas de ração, onde muitas vezes as contas são feitas na “pendura”, com pagamento conforme as doações chegam.

Mesmo lidando com dívidas altas todos os meses, Thaís mantém essas parcerias graças à transparência, comprometimento e honestidade com todos os envolvidos.

É essa confiança construída ao longo do tempo que permite que o trabalho continue — sustentado por coragem, responsabilidade e um amor incondicional pelos animais.

Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.

Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.

Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.

Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.