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Resgatada em rodovia, vira-latinha passa 6 anos sem andar após diagnóstico errado — até que algo surpreendente acontece

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em Aqueça o coração

Uma publicação realizada pela internauta Isabela Beghini no início de abril revelou a recuperação de Preta Maria, uma cachorra idosa que voltou a caminhar em João Pessoa, na Paraíba.

O animal, que vive com Isabela e o namorado Allan Jefferson, passou cerca de seis anos dependente de uma cadeirinha de rodas devido a uma lesão na coluna que, por muito tempo, foi tratada de forma equivocada como cinomose.

O registro dos novos passos da cadela alcançou repercussão no Tik Tok ao detalhar uma rotina de reabilitação baseada em fisioterapia, paciência e superação de limites físicos e mentais.

A trajetória de Preta Maria começou com um resgate em uma rodovia federal. Allan Jefferson seguia para o trabalho quando avistou o que parecia ser um saco de lixo no asfalto.

"Aproximei o carro e vi que era um animal com a barriga para cima, mexendo as pernas bem devagarinho. Parei o veículo imediatamente na pista para evitar um novo atropelamento", relatou em entrevista ao Amo Meu Pet.

Com o auxílio de um pedestre, a cadela foi levada a uma clínica apresentando ferimentos superficiais e uma infestação severa de carrapatos.

Naquele momento, como o animal ainda conseguia caminhar, os profissionais que o atenderam não identificaram danos neurológicos graves.

A adoção, que inicialmente seria temporária, tornou-se definitiva à medida que o vínculo entre seu salvador e o animal crescia. Entretanto, meses após o resgate, Preta Maria passou a demonstrar sinais de desconforto.

"Ela dava pequenos gritos durante o carinho e, às vezes, pisava em falso ao pular do sofá", relembra Allan. O quadro se agravou drasticamente durante uma viagem do tutor, quando a cadela perdeu totalmente a capacidade de se levantar.

O diagnóstico inicial de um médico veterinário plantonista foi cinomose, uma doença viral que frequentemente leva ao sacrifício de animais devido às sequelas nervosas.

Durante o tratamento para a suposta virose, a cadela foi mantida sob forte medicação, o que alterou severamente seu comportamento.

"Eu cheguei de viagem e vi ela em um estado que parecia um zumbi, se arrastando no chão. Ela estava dopada, sem controle de fezes ou urina", descreve o tutor.

A desconfiança sobre a doença surgiu quando, ao término dos remédios, Preta Maria recuperou a vivacidade, embora continuasse sem os movimentos traseiros.

Uma nova investigação clínica, acompanhada de exames de imagem, revelou que o problema era estrutural: uma hérnia de disco severa ocasionada pelo trauma do atropelamento inicial.

A descoberta mudou o foco do tratamento para a fisioterapia e a acupuntura. Durante a pandemia, os tutores mantiveram o cronograma de cuidados com visitas domiciliares de profissionais que utilizavam laserterapia e exercícios aquáticos.

Segundo Isabela Beghini, o processo de reabilitação enfrentou barreiras que iam além da fisiologia.

"Ela se acostumou a acreditar que não conseguia andar. O trabalho hoje também é mental, de ensinar a ela que existe sustentação muscular e consciência para dar esses passos novamente", explica a tutora.

A rotina atual de Preta Maria exige dedicação constante. O animal utiliza fraldas e proteções para evitar ferimentos já que o controle urinário não foi totalmente recuperado.

Allan realiza três descidas diárias com a cadela para estimular os exercícios e as necessidades básicas. Para o casal, o esforço financeiro e emocional é compensado pela resiliência do animal.

"É gratificante ver o retorno de tanto cuidado. A maior lição que ela deixa é que o básico funciona e que precisamos respeitar o tempo das coisas", afirma Isabela.

Isabela afirma que a convivência com a cadela trouxe uma nova perspectiva sobre a vida. "Acho que a gente aprende muito mais com ela do que ensina. Não fomos nós que a salvamos, acho que ela é quem salva a gente", concluiu.

A publicação conta com 33 mil visualizações, 9 mil curtidas e 663 comentários.

“Por mais pessoas que parem e façam a diferença”.
“Que vídeo lindo, Deus abençoe muito vocês”.
“Oh moça! Que delícia de vídeo. Feliz por vocês”.

Veja abaixo:

Mesmo com cerca de 11 anos, Preta Maria tem uma grande vontade de viver, principalmente porque recebe muito amor e cuidado de sua família.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.