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"Brinca comigo, por favor": Cachorrinho tenta ensinar novo melhor amigo a brincar de bolinha e cena encanta

Por
em Aqueça o coração

Em Juiz de Fora, Minas Gerais, uma cadela chamada Serena decidiu que já passou da hora de ensinar seu novo “irmão humano” a brincar de bolinha. O problema é que João Miguel, filho de Rafael e Máyra, ainda é pequeno demais para entender a proposta.

“Ela não dá paz pro menino”

Serena chegou na metade de 2025, mas em março se tornou oficialmente a irmã mais velha. Agora, com João Miguel já nos braços da família, Serena decidiu que sua missão é transformar o bebê em parceiro de brincadeiras.

No dia a dia, ela não perde oportunidade. Sempre que pode, aparece com sua bolinha e tenta incluir o pequeno na atividade.

Em uma das situações compartilhadas pelo pai, a cadela se aproxima do carrinho do bebê, larga a bolinha ali e fica esperando.

Ela observa cada movimento, atenta, como se aguardasse o momento exato em que João finalmente vai pegar o brinquedo e jogar de volta. Mas nada acontece.

“Gente, vocês acreditam que até hoje ela não dá paz pro menino. Tenho que pegar a bolinha e esconder dela. Além dela jogar ali, daqui a pouco ela tá latindo porque ele não vai jogar pra ela”, contou Rafael, no vídeo publicado em seu Instagram.

A expectativa de Serena é infinita. Qualquer mexidinha do bebê já é suficiente para reacender a esperança de que, dessa vez, a brincadeira vai começar.

Tentativas até na hora do descanso

Nem o sono de João Miguel interrompe os planos da cadela. Em outro momento, enquanto o bebê dorme tranquilamente na cama, Serena se aproxima mais uma vez com a bolinha.

A mãe, Máyra, cochicha tentando manter o ambiente calmo: “Ele tá dormindo”.

A resposta de Serena vem em forma de pequenos latidos, quase como uma reclamação por não estar sendo atendida.

“Ela segue querendo fazer amizade… daqui um tempo ele vai jogar de volta… vou mostrar esse dia aqui ainda”, disse o pai.

Adaptação com alguns desafios

Apesar das cenas divertidas, a adaptação entre Serena e João Miguel teve seus momentos delicados nos primeiros dias.

Segundo Rafael contou no Instagram, a cadela apresentou sinais de ciúmes no início, comportamento que, segundo os especialistas, é comum quando há mudanças na dinâmica da casa.

“Está sendo bem tranquilo… a única coisa que pegou um pouco é que ela ficou com ciúmes nos primeiros dias e não queria comer. O pouco que comia era o que a gente dava na boca dela”, explicou.

Com o passar do tempo, a convivência foi se ajustando, e hoje Serena já demonstra estar mais confortável com a presença do bebê, tanto que continua insistindo em incluí-lo nas brincadeiras.

Nos comentários, a cena arrancou risadas.

“Daqui um tempo vão ser grandes amigos”, escreveu uma pessoa.
“Já já ele não vai dar paz pra ela”, brincou outra.

Muitos também imaginaram o que se passa na cabeça da cadela:

“Troca esse filhote seu Cleiton, ele nem brinca comigo”, brincou um internauta.

Caso parecido

Em Kansas, nos Estados Unidos, um pastor alemão chamado Wilson passou por situação parecida em 2023, ao tentar convencer o pequeno Hayes, ainda bebê, a brincar de bolinha.

Mesmo sem resposta, o cão seguia insistindo, levando o brinquedo até o menino e aguardando pacientemente. A cena chamou atenção pela dedicação do animal, que parecia determinado a ensinar o novo amigo.

Nos comentários daquele caso, internautas brincaram com a situação:

“Por que essa coisa não funciona?”
“Mãe, esse bebê não está funcionando!”

Outros destacaram a paciência do cão, que continuava tentando, mesmo sem retorno.

Sensibilidade na medida certa

Enquanto alguns cães, como Serena e Wilson, demonstram entusiasmo em excesso, outros mostram uma habilidade impressionante de adaptação ao lidar com bebês.

Foi o caso de Whiskey, uma cadela da raça Nova Scotia Duck Tolling Retriever, que vive com uma treinadora em Washington, D.C.

Ao brincar com adultos, Whiskey demonstra toda sua energia, pulando e disputando brinquedos com intensidade. Já com o bebê da família, o comportamento muda completamente.

Ela reduz a força, controla os movimentos e até “finge” dificuldade ao puxar o brinquedo, como forma de tornar a interação mais segura e adequada para o pequeno.

“A maneira como ela sabe que ele é apenas um bebê”, escreveu a tutora ao descrever a cena.

Internautas destacaram essa sensibilidade:

“Ela sabe que pode ser ela mesma com a mãe, que é grande o suficiente para lidar com a energia, e diminuir o ritmo com o bebê.”

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.