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“Acho que São Francisco nos entendeu errado”: Casal mergulha santo no rio e encontra ninhada na porta de casa

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em Gatos

Há alguns dias, os criadores de conteúdo Manu e Matheus chegaram de viagem e encontraram uma surpresa bem na entrada de casa.

Dias antes, ainda no Sertão de Alagoas, Manu e Matheus viveram um momento especial.

“Dois dias atrás estávamos abençoando nosso santinho nas águas do Rio São Francisco pedindo por proteção para todos os bichinhos desse mundo”, contaram.

O que eles não imaginavam era que a resposta viria tão rapidamente. E que estaria bem na porta de casa.

A surpresa

No deck da residência, havia uma gatinha que escolheu o local para dar à luz. Ao lado dela, cinco filhotinhos, todos juntos, sendo amamentados.

“Acho que São Francisco nos entendeu errado”, brincaram.

Diferente de outras experiências que já viveram com resgates, dessa vez os filhotes não estavam sozinhos. Eles tinham a mãe por perto, cuidando de cada um.

“Esses cinco tiveram a sorte de estarem juntos e com a mãezinha deles dando mama pra todos crescerem bem fortes”, explicaram.

Desde então, o casal passou a ajudar como pode, oferecendo alimentação para a gata, garantindo que ela tenha energia suficiente para cuidar da ninhada.

Um histórico de resgates

Essa não foi a primeira vez que Manu e Matheus se viram diante de uma situação parecida.

Há três anos, eles encontraram gatinhos abandonados dentro de uma caixa no meio da estrada. Na época, a ideia inicial era cuidar temporariamente até encontrar novos lares.

Mas o plano não saiu exatamente como esperado.

“Quando chegou o dia de doá-los, nós dois começamos a chorar muito”, lembraram.

O vínculo criado durante os cuidados, com alimentação, atenção e acompanhamento, acabou transformando a decisão.

Para conseguir manter os animais, o casal contou com a ajuda do pai de Matheus, que aceitou cuidar dos gatos sempre que eles precisassem viajar.

Assim nasceram os “Ticos”, como foram chamados.

Agora, com três gatos em casa e uma rotina que envolve viagens frequentes, a nova situação trouxe um dilema ainda maior.

O dilema

Diante da nova ninhada, o casal reconhece que não tem como manter todos os animais.

Com os três gatos que já fazem parte da família, cuidar de mais seis (a mãe e os cinco filhotes) se tornaria inviável, especialmente considerando a logística das viagens.

“O certo seria doar todos, mas ficamos com muita pena de afastar uns dos outros e principalmente da mãezinha que os protege e cuida de uma forma tão linda”, desabafaram.

A cena da gata cuidando dos filhotes, alimentando e protegendo cada um, tornou a decisão ainda mais difícil.

“Hahahaha vocês não têm escolha não. Foi o santo que mandou de presente. São todos de vocês”, brincou uma pessoa nos comentários.
“São Francisco de Assis: proteger os animais? Pode deixar, vou mandar pros meus anjos em terra protegerem”, comentou outra.

Outra interpretou a situação de forma bem-humorada:

“Vocês que não entenderam. Foi a forma dele mostrar que vocês fazem parte da proteção. Agora é muita campanha para doar todos”.

Como cuidar de uma ninhada de gatinhos?

Segundo orientações da Cats Protection, os primeiros dias de vida dos filhotes são extremamente delicados e exigem atenção, mesmo quando a mãe está presente.

Os gatinhos dependem quase totalmente dela nas primeiras semanas. A amamentação, por exemplo, é essencial, especialmente nas primeiras horas de vida, quando recebem o colostro, um tipo de leite rico em anticorpos que ajuda a protegê-los contra doenças.

Por isso, sempre que possível, o ideal é não separar a mãe dos filhotes nesse período.

Alimentação e desenvolvimento

A orientação é que os filhotes mamem exclusivamente até cerca de três a quatro semanas de idade. Só depois disso começa o processo de introdução de alimentos sólidos, de forma gradual.

Durante esse tempo, também é importante observar se todos estão se alimentando bem e se desenvolvendo de maneira adequada.

Outro ponto importante é o acompanhamento veterinário. Tratamentos contra pulgas e vermes podem ser indicados ainda nos primeiros dias, dependendo do caso, e a vacinação começa algumas semanas depois, quando a proteção inicial recebida da mãe começa a diminuir.

Separação no momento certo

Um dos maiores dilemas enfrentados por quem encontra uma ninhada é justamente a adoção.

De acordo com a organização, os filhotes não devem ser separados da mãe antes das oito semanas de idade, a menos que haja orientação veterinária.

Esse período é fundamental não só para a nutrição, mas também para o desenvolvimento comportamental. É com a mãe e os irmãos que os gatinhos aprendem habilidades importantes para a vida adulta.

Quando chega o momento de encontrar novos lares, a recomendação é garantir que os adotantes estejam preparados para oferecer cuidados adequados, incluindo alimentação, acompanhamento veterinário e, futuramente, a castração.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.