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Cachorrinho espera irmã estar segura para mostrar que precisava de ajuda e emociona com reencontro

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em Cães

A história de Jasmine e Aladdin começou em um cenário difícil. Os filhotes tentavam sobreviver sozinhos, sob chuva, em um cemitério.

Foi ali que, no início do ano, a protetora Paloma Merath os encontrou. Os dois estavam encolhidos dentro de um túmulo, buscando abrigo como podiam.

Mas uma coisa chamou a atenção desde o começo: o cãozinho, que recebeu o nome de Aladdin, parecia proteger sua irmã, Jasmine.

Enquanto a irmã demonstrava muito medo, ele se mantinha sempre por perto, como se estivesse tentando protegê-la de tudo ao redor.

O resgate e a descoberta

Depois de retirados do local, os dois foram levados ao veterinário e pareciam prosperar. Os dias seguintes foram promissores. No entanto, a situação de Aladdin veio à tona.

Até então, ele parecia apenas mais um filhote debilitado pela vida na rua. Mas, com a irmã finalmente em segurança, seu estado de saúde piorou rapidamente.

Foi como se ele tivesse “segurado” o quanto pôde até ter certeza de que Jasmine estava protegida.

O filhote foi diagnosticado com leptospirose, uma doença séria que exigia cuidados intensivos e internação.

Por conta do risco de contágio e da gravidade do quadro, os irmãos tiveram que ser separados, o que tornou tudo ainda mais difícil.

A luta contra a doença

A leptospirose é uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Leptospira. Segundo o VCA Animal Hospitals, ela pode provocar danos graves aos rins e ao fígado, além de afetar outros órgãos.

Em casos mais severos, pode ser fatal, especialmente em filhotes, que têm o organismo mais sensível.

A transmissão acontece principalmente por contato com água ou solo contaminados pela urina de animais infectados, como roedores, algo comum em ambientes externos e desprotegidos, como o local onde Aladdin foi encontrado.

Os sinais mais frequentes incluem falta de apetite, febre, letargia e complicações renais e hepáticas. O tratamento envolve antibióticos e, muitas vezes, internação com suporte intensivo.

E foi exatamente esse caminho que Aladdin precisou enfrentar.

A mobilização e a recuperação

Paloma não esteve sozinha nessa jornada. Pelas redes sociais, centenas de pessoas acompanharam cada atualização, torcendo pela recuperação do filhote.

Em uma das publicações, ela escreveu sobre a gratidão que sentia:

“Aladdin teve tratamento adequado, rápido e muito eficiente graças à confiança depositada na minha missão.”

Ela também contou que ouviu dos veterinários que as chances de um filhote sobreviver à leptospirose eram pequenas, o que tornava cada avanço ainda mais significativo.

A rotina era intensa, com acompanhamento constante, medicações e muito cuidado. Aos poucos, Aladdin começou a reagir. Recuperou o apetite, ganhou força e voltou a demonstrar comportamentos típicos de um filhote.

O isolamento, no entanto, ainda era necessário durante parte do tratamento, o que prolongava a distância entre ele e Jasmine.

A expectativa pelo fim dessa fase era grande. Paloma chegou a marcar a data em que ele poderia finalmente sair do isolamento: 21 de fevereiro.

“Vai ser um dia muito, muito especial”, escreveu.

O reencontro

Quando finalmente liberado, Aladdin pôde reencontrar a irmã. O momento foi registrado e compartilhado e rapidamente emocionou milhares de pessoas.

Os dois, já maiores e mais fortes, se reconheceram quase imediatamente. Em poucos segundos, estavam juntos novamente, brincando, se cheirando, como se estivessem tentando recuperar o tempo separados.

A cena tocou profundamente quem acompanhava a história desde o início.

“Acho que eu nunca rezei tanto na minha vida por esse final feliz”
“Eu fico imaginando ele protegendo ela durante uma situação tão difícil… ele é um valente. Merece todo o amor do mundo.”

Uma nova fase

Hoje, Jasmine e Aladdin aparecem com frequência nas redes sociais da protetora, vivendo uma rotina completamente diferente daquela do início.

Brincam, correm, dormem juntos e demonstram o vínculo forte que construíram desde os primeiros dias. A diferença é que agora fazem isso em segurança, com cuidados e atenção.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.