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"Jogaram ele no lixo, mas não tiraram sua doçura": Moradores se unem para encontrar lar para o cão atirado em container

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Recentemente imagens de câmeras de videomonitoramento do bairro Lucas Araújo, em Passo Fundo no Rio Grande do Sul, registraram um caso de violência contra um animal.

No último sábado, 11 de abril, um homem foi flagrado arremessando um cachorro para dentro de um contêiner de lixo. O registro mostra que o cão acompanhava o indivíduo balançando o rabo, em um comportamento que sugeria um passeio, antes de ser jogado no depósito de resíduos.

Após fechar a tampa com o animal preso no interior, o homem abandonou o local. O caso ganhou repercussão após a divulgação das imagens pelo vereador Gio Krug nas redes sociais.

O parlamentar informou que o responsável pelo abandono já foi identificado e deverá responder judicialmente.

De acordo com as investigações preliminares, o homem teria se mudado recentemente de uma residência onde deixou outros animais abandonados em situação de vulnerabilidade, os quais também foram resgatados pelas equipes de proteção.

A publicação do vereador obteve mais de 200 mil visualizações, 3 mil curtidas e 1.542 comentários.

“O que me assusta são pessoas idosas fazendo isso, olha quantos casos de abuso de animas com pessoas 60 mais,quem deveria dar exemplo tá fazendo pior”.
“O absurdo que chega às atitudes humanas a seres que nenhum mal nos fazem, e alegram todos nossos dias, como que pode isso..”
“Pessoas ruins, também envelhecem…”

Veja abaixo:

Moradores da região relataram que o cão só conseguiu sair de dentro quando um trabalhador de coleta de recicláveis abriu a tampa para buscar materiais. Mesmo após ser libertado, o animal permaneceu prostrado ao lado do lixo por três dias.

A comunidade local tentou o resgate imediato, mas o animal apresentava sinais de agressividade e medo. Diante da situação, os vizinhos passaram a fornecer água e comida até que o animal se acalmasse e permitisse a aproximação.

A moradora Mônica Brun, que possui experiência em causas sociais e proteção animal, decidiu intervir ao perceber que o cão corria riscos na via pública.

Com o auxílio de uma amiga ativista e o uso de uma focinheira para garantir a segurança, ela conseguiu levar o animal para sua residência.

O cão, agora apelidado de Lixinho, recebeu atendimento veterinário, banho e está em um lar temporário enquanto aguarda a adoção definitiva.

Em entrevista ao Grupo Planalto de Comunicação, Mônica detalhou o comportamento do animal.

“Eu vim visitar minha mãe e esse cachorro estava deitado na frente do lixo. Isso chamou a atenção, e depois de três dias ele continuou ali. Todo mundo alimentava ele, mas ele estava bem reativo e não deixava ninguém chegar perto. Foi quando um vizinho nos contou que tinham jogado ele dentro do contêiner e que um papeleiro o tirou de lá. Parecia que ele estava esperando alguém vir buscá-lo”, explicou a protetora.

A decisão de acolher o animal passou pela preocupação com a integridade física de Lixinho, que já apresentava uma leve dificuldade de locomoção.

“Quando vimos que ninguém ia buscar, decidimos colocar ele para dentro. Ele ia ficar na chuva, estava meio manquinho e corria o risco de ser atropelado. Ele já criou uma rotina em dois dias aqui em casa, pouco late e é muito comportadinho”, afirmou Mônica.

Segundo ela, o cão tem aproximadamente seis anos e se adapta bem até mesmo a espaços pequenos, como apartamentos, desde que receba companhia.

Veja:

O abandono e a agressão configuram crime de maus-tratos conforme a legislação brasileira. A Lei 14.064/2020 aumentou a punição para maus-tratos contra cães e gatos, estabelecendo pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda.

No caso de Passo Fundo, as imagens do videomonitoramento servem como prova material para o processo que será conduzido pelas autoridades policiais e pelo Ministério Público.

Atualmente, o único comportamento de Lixinho que demanda atenção dos futuros adotantes é o territorialismo.

Mônica observa que ele demonstra ciúmes quando outros cães se aproximam dos tutores.

“Ele é um cachorro bem doce, o único problema é que ele é bem territorialista. Ele meio que se adonou da gente e não quer deixar nosso outro cachorro chegar perto. Mas ele não precisa de muito espaço, quer mesmo é companhia”, destacou.

O animal será encaminhado para castração em breve e está disponível para uma família que possa oferecer um lar permanente.

Interessados em realizar a adoção responsável podem entrar em contato com Mônica Brun pelo telefone (54) 99945-6005.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.