Cachorrinha fica famosa por criar estratégia para caminhar o mínimo possível na esteira: "Treino intervalado"
Por Larissa Soares em HumorRita é uma cachorrinha da raça boiadeiro australiano que adora uma aventura. Mas isso não quer dizer que ela goste de exercícios físicos.
Morando em uma região onde o inverno costuma ser rigoroso e com presença de neve, ela foi colocada para caminhar na esteira como alternativa para manter a rotina de atividades. Mas encontrou um jeito bem próprio de lidar com a situação.
Presa pela guia e com a esteira em velocidade baixa, Rita deveria caminhar tranquilamente. No entanto, o plano não saiu exatamente como esperado.
Em vez de acompanhar o movimento, a cadela decidiu se sentar e deixar o equipamento levá-la até o final, levantando apenas quando precisava recomeçar o ciclo.
O comportamento arrancou risadas e rendeu comentários bem-humorados.
“Não tenho certeza se ela entendeu a tarefa!”, escreveu a tutora na legenda.
Entre as reações, internautas brincaram com a estratégia da cachorrinha.
“Descansando entre as séries kkkkkk”, disse um seguidor.
“Vocês nunca viram treino intervalado antes???”, comentou outro.
“7 minutos de ‘por que esse chão não para?’”, brincou um terceiro.
Apesar da resistência de Rita, o uso da esteira pode ser uma alternativa interessante para cães, especialmente em locais onde o clima dificulta passeios ao ar livre.
Exercícios na esteira: quando fazem sentido?
De acordo com a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Cornell, a esteira pode ser uma solução útil para garantir atividade física, principalmente durante o inverno, quando o frio intenso e superfícies escorregadias aumentam o risco de acidentes.
O médico-veterinário Christopher Frye, especialista em medicina esportiva e reabilitação, explica que antes de introduzir esse tipo de exercício é importante avaliar se o animal é um bom candidato.
A recomendação é buscar orientação profissional para definir intensidade, duração e frequência adequadas.
Adaptação
Outro ponto essencial é a adaptação. Muitos cães precisam ser condicionados gradualmente ao equipamento, com reforço positivo e acompanhamento constante. O uso de arnês adequado e a presença de alguém para garantir segurança também são indicados.
Pausas
Além disso, pausas durante a atividade — algo que Rita parece dominar muito bem — podem fazer parte do processo.
O chamado “treinamento intervalado”, alternando momentos de esforço e descanso, pode ser incluído conforme a necessidade do animal.
Mesmo sendo útil, a esteira não substitui completamente a caminhada ao ar livre.
O movimento é diferente: enquanto na rua o cão impulsiona o corpo para frente, na esteira é o solo que se move sob as patas, exigindo adaptação muscular e coordenação.
Além disso, o passeio ao ar livre traz inúmeros estímulos para o cão, como os cheiros, por exemplo.
Nem todo cão entra no ritmo (e tudo bem)
Rita não está sozinha quando o assunto é resistência a exercícios. Outros cães também já demonstraram que preferem atividades menos intensas.
Um exemplo é Arya, uma pitbull que vive em Illinois, nos Estados Unidos.
Para ajudar na perda de peso, sua tutora decidiu apostar na hidroterapia, já que a cadela gostava de água. O plano incluía uma esteira subaquática, comum em clínicas veterinárias.
No entanto, Arya deixou claro que não aprovou a ideia. Durante a sessão, ela começou a usar um macarrão de piscina como “arma”, sacudindo-o com força e espalhando água por todo o ambiente.
A cena virou motivo de risadas entre a equipe.
Por outro lado, há cães que seguem o caminho oposto e chegam a surpreender pelo entusiasmo. É o caso de Maylon, um Jack Russell que desenvolveu uma paixão por correr na esteira.
Diferente de Rita e Arya, ele não só aceita o exercício como exige intensidade máxima. Seu tutor compartilhou momentos em que o cachorro pede para aumentar a velocidade e corre em ritmo acelerado, demonstrando energia de sobra.
Segundo ele, o veterinário acompanha a rotina e aprova a prática, desde que feita com segurança.
Cada cão, um comportamento
Os três casos mostram como a relação dos cães com exercícios pode variar bastante. Enquanto alguns precisam de estímulo e adaptação, outros parecem encontrar na atividade uma forma de gastar energia e se divertir.
Os especialistas reforçam que o mais importante é respeitar o ritmo do animal. Nem todos os cães terão o mesmo nível de disposição ou interesse por determinadas atividades, e isso deve ser levado em conta na hora de montar uma rotina.
Acompanhe Rita no Instagram: @itsritadawg.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.
