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“Meu amor, ele partiu”: Tutora tenta consolar mamãe caramelo que havia perdido seu filhote e cena comove

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em Cães

Em Laranjal do Jari, no Amapá, uma cachorrinha caramelo passou dias cuidando dos três filhotes recém-nascidos, até que um deles morreu com apenas 15 dias de vida.

A perda mexeu tanto com a mãe que ela acompanhou todo o enterro do bebê, chorando, farejando a pequena cova e tentando tocar o filhote com a patinha, como se ainda esperasse uma reação dele.

Enquanto Ellen, a tutora, preparava o enterro, a cachorrinha permanecia ao lado. Ela olhava para a tutora e depois para o filhote, sem entender por que ele não acordava mais.

“Tá morto, meu amor. Meu Deus do céu, tadinha”, dizia Ellen, tentando consolar a mãezinha.

A cena acabou emocionando milhares de pessoas nas redes sociais. Muitos internautas se disseram abalados ao ver o comportamento da cachorrinha diante da perda.

“Me fala que não era o único filhotinho”, escreveu uma pessoa aflita.
“Moça, acabou com minha noite e meu ano todo”, comentou outra.
“E ainda tem gente que fala que esses anjinhos não têm sentimentos”, disse mais uma.

Apesar da tristeza, Ellen explicou nos comentários que a cadela ainda estava cuidando de outros dois filhotes saudáveis.

“Ela teve três filhotes, eles já estavam com 15 dias de vida. Eu não sei o que levou ele a morrer. Só que ela ainda tem duas bebês que estão bem.”

Filhotes são frágeis

Os primeiros dias de vida de um filhote são extremamente delicados. Segundo o VCA Animal Hospitals, existe uma condição conhecida como síndrome do filhote debilitado.

O problema descreve casos em que filhotes aparentemente saudáveis começam a enfraquecer e morrem nas primeiras semanas de vida.

De acordo com a instituição, perdas antes do desmame podem chegar a 30% das ninhadas, e cerca de metade dessas mortes acontece ainda na primeira semana.

Os veterinários explicam que filhotes recém-nascidos têm dificuldade para regular temperatura corporal, equilíbrio de líquidos e energia. Além disso, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento, o que os deixa vulneráveis a infecções, parasitas e outros problemas.

Sinais preocupantes

Entre os sinais mais comuns estão baixo ganho de peso, dificuldade para mamar, fraqueza, choro constante e afastamento da mãe e dos irmãos.

Em muitos casos, a piora acontece rápido. O filhotinho pode parecer apenas mais quieto em um momento e, horas depois, apresentar um quadro grave.

Causas

O VCA também explica que existem diversas causas possíveis para a síndrome. Algumas delas envolvem dificuldades durante o parto, leite insuficiente, infecções bacterianas ou virais, defeitos congênitos e até problemas de higiene no ambiente.

Pulgas, carrapatos e vermes também representam um perigo enorme para filhotes tão pequenos, já que retiram nutrientes importantes de um organismo ainda muito frágil.

Por isso, quando um filhote morre tão cedo, os veterinários recomendam observar atentamente os irmãos restantes e também a mãe. Em alguns casos, pode haver risco de uma doença infecciosa atingir toda a ninhada.

Permita a despedida

Outro ponto que chamou atenção no vídeo foi a insistência da cachorrinha em permanecer perto do filhote mesmo depois da morte. Segundo especialistas da Forever Faithful, permitir que a mãe tenha um breve contato com o filhote morto pode ajudá-la a entender a ausência e reduzir comportamentos de busca contínua.

Ao mesmo tempo, os especialistas alertam que o corpo não deve permanecer por muito tempo perto dos outros filhotes, principalmente por questões sanitárias.

Eles também orientam que tutores usem luvas ao remover o corpinho, especialmente quando não se sabe a causa da morte, e que a mãe e os filhotes vivos sejam avaliados por um veterinário.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.