“Fica tranquila, você está segura”: macaca resgatada recebe carinho de outra primata e cena emociona
Por Ana Carolina Câmara em Mundo AnimalHá poucos dias, Kiki, uma macaca-barriguda, foi resgatada e encaminhada para o Santuário Onça Pintada, localizado em Curvelo, Minas Gerais.
O espaço atua como um criadouro conservacionista autorizado e tem como missão ajudar na preservação de espécies ameaçadas, trabalhando com o cuidado e a proteção de animais silvestres.
Recém-chegada, Kiki parecia estar tentando entender o novo ambiente. Sentada em um cantinho do recinto, ela observava tudo com cautela, como quem ainda não sabia muito bem se podia confiar naquele lugar.
Mas não demorou para que ela recebesse uma acolhida daquelas que aquecem o coração.
Isso porque Sol, outra macaca-barriguda resgatada que vive no santuário, se aproximou do recinto de Kiki e protagonizou uma cena cheia de sensibilidade.
Com delicadeza, Sol encostou a cabeça na dela, fez carinho e até deu beijinhos, como se quisesse dizer: “fica tranquila, aqui você está segura”.
O gesto chamou atenção justamente pela ternura. Mesmo sem palavras, Sol pareceu entender que Kiki precisava de conforto naquele momento de adaptação. Afinal, chegar a um novo lugar, depois de passar por um resgate, pode ser assustador para qualquer animal.
O momento foi filmado e compartilhado no perfil do Instagram do projeto, @santuariooncapintada, no dia 20 de maio. A publicação rapidamente emocionou os seguidores e acumulou milhares de visualizações e centenas de comentários.
“Se alguém duvidar que os animais não têm afeto, que não sentem nada, precisa ver este vídeo encantador”, escreveu uma pessoa.
“Primatas são tão encantadores. Que cena linda”, comentou outra.
“Lindas!! Impressionante como se deram bem de cara. A recepção não poderia ser melhor, né?”, disse mais uma internauta.
Assista:
Também houve internautas que questionaram por que o santuário não colocou as duas juntas logo de cara.
Diante da dúvida, o Santuário Onça Pintada explicou que a chegada de um novo animal exige cuidado, observação e um período de adaptação.
Segundo o santuário, esse processo precisa seguir um protocolo técnico, justamente para garantir a segurança e o bem-estar dos animais.
“Um processo de chegada requer conhecer e adaptação. Existe um protocolo técnico a ser seguido. Por exemplo, as duas que chegaram estão sendo vermifugadas com alimentação separada. Estarão juntas em poucos dias”, explicou o projeto.
Ou seja, mesmo que o primeiro contato entre Kiki e Sol tenha sido cheio de carinho, a aproximação definitiva precisa acontecer no tempo certo, com acompanhamento da equipe. Assim, as duas poderão conviver com mais tranquilidade e segurança.
Acolhimento entre primatas
Agora, você deve estar se perguntando: os primatas têm sentimentos?
A resposta é que sim, diversos estudos indicam que os primatas possuem uma vida social e emocional bastante complexa.
De acordo com uma revisão publicada na revista científica Neuroscience & Biobehavioral Reviews, primatas não humanos conseguem reconhecer expressões emocionais e, em algumas espécies, há evidências de comportamentos ligados à empatia cognitiva, ou seja, a capacidade de perceber sinais emocionais em outros indivíduos.
Isso ajuda a explicar por que cenas como a de Kiki e Sol emocionam tanto. Quando Sol se aproxima, encosta a cabeça, faz carinho e parece acolher a recém-chegada, o gesto pode estar ligado à forma como primatas se comunicam, criam vínculos e respondem ao comportamento de outros membros do grupo.
Segundo a PBS Nature, a vida dos macacos é cheia de relações sociais: eles formam amizades, têm rivalidades, cuidam uns dos outros e demonstram comportamentos que lembram aspectos emocionais observados nos humanos.
Ou seja, embora não seja possível afirmar exatamente o que Sol “pensou” naquele momento, a cena mostra algo que a ciência já observa há muito tempo: os primatas são animais inteligentes, sociais, sensíveis e capazes de criar laços.
Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.
Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.
Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.
Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.
