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“Quem precisa de glamour quando tem essa carinha dando bom dia?”: Veterinária mostra a maior alegria da profissão

Por
em Aqueça o coração

Todas as manhãs, a médica veterinária Mariana Mirella já sabe o que vai acontecer assim que entrar no recinto de uma de suas pacientes mais queridas.

Antes mesmo de começar o manejo do dia, uma preguiça estica os braços em sua direção pedindo colo, abraço e alguns minutos extras de carinho.

A cena virou rotina no trabalho da veterinária, que compartilha nas redes sociais os bastidores da vida cuidando de animais silvestres em Fortaleza.

Entre filhotes órfãos, espécies exóticas e situações caóticas do dia a dia, foi justamente a amizade com a preguiça que acabou conquistando os seguidores de Mariana.

Em um dos vídeos, a veterinária aparece entrando no recinto logo cedo enquanto faz uma brincadeira sobre estar longe de qualquer glamour.

“Quem precisa de glamour quando a gente tem essa linda querendo dar bom dia também?”, disse ela enquanto a preguiça se aproximava lentamente para agarrá-la.

Segundo Mariana, a situação acontece todos os dias.

“Não posso chegar que ela já acha que eu sou uma árvore”, brincou.

Veja o vídeo:

A relação entre as duas começou há alguns anos, quando o animal chegou ao criadouro após uma apreensão.

Como passou praticamente toda a vida sob cuidados humanos, a preguiça não possui mais condições de retornar à natureza.

Sem saber procurar alimento ou se proteger sozinha, ela permanecerá vivendo sob acompanhamento especializado em uma instituição autorizada pelo Ibama.

Mariana faz questão de lembrar que o animal não é um pet e que a aproximação acontece porque existe um vínculo construído ao longo de muitos anos de manejo profissional.

“Eu tento não tirar uma casquinha. Afinal ela não é um pet e a intenção do manejo é levá-la para o banho de sol diário”, explicou.

Mas a veterinária admite que resiste pouco quando a preguiça abre os braços.

“Quando ela estende o braço, eu não me aguento e abraço.”

Nos comentários, internautas ficaram encantados com o comportamento do animal. Muitos também confessaram medo das enormes garras da preguiça.

Uma seguidora perguntou se o animal mordia ou podia machucar. Mariana respondeu explicando que as garras são justamente a principal forma de defesa da espécie.

“As garras são longas e afiadas. Se ela se sentir ameaçada pode machucar e muito. Mas comigo ela está acostumada e se sente confortável, então nunca me machucou.”

Outra pessoa comentou que Mariana é muito sortuda por receber aquele carinho tão raro.

“Sou muito privilegiada mesmo e reconheço”, respondeu a veterinária.

A veterinária costuma reforçar nas redes sociais que pessoas não devem tentar se aproximar de animais silvestres fora de instituições autorizadas.

A amizade que ela possui com a preguiça foi criada ao longo de anos de convivência controlada e manejo técnico.

Sobre as preguiças

Segundo informações do WWF, os bichos-preguiça passam a maior parte da vida pendurados em árvores usando suas garras longas e curvas.

Tudo acontece ali em cima. Eles comem, descansam, dormem e até criam os filhotes sem praticamente deixar os galhos.

Existem dois grupos principais de preguiças. As de dois dedos e as de três dedos, diferenciadas pela quantidade de garras nos membros dianteiros.

Ao todo, existem seis espécies espalhadas pelas florestas tropicais da América Central e da América do Sul.

Economia de energia

Outro detalhe curioso é que a lentidão não é preguiça no sentido humano da palavra. Na verdade, funciona como uma estratégia de sobrevivência extremamente eficiente.

Como possuem uma alimentação baseada principalmente em folhas, os bichos-preguiça têm metabolismo lento e gastam pouquíssima energia. A digestão pode levar dias ou até semanas para ser concluída.

Por isso, esses animais passam grande parte do tempo economizando movimentos e descansando.

Em alguns casos, chegam a dormir entre 15 e 20 horas por dia.

Lentas, mas não indefesas

Apesar do jeito calmo, as preguiças não são indefesas. Além das garras afiadas, elas conseguem usar bastante força quando se sentem ameaçadas. E há outro detalhe que muita gente desconhece.

Segundo o WWF, preguiças também são excelentes nadadoras. Mesmo tendo dificuldade para se locomover no chão, elas conseguem nadar longas distâncias quando necessário, principalmente em áreas próximas a rios e manguezais.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.