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"Foi impossível deixar ela lá": Cachorrinha deu a patinha pedindo ajuda e conquistou quatro amigas na estrada

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em Cães

Um passeio de fim de semana entre amigas ganhou um rumo completamente diferente quando uma cachorrinha perdida apareceu no meio do caminho, em Mairiporã, no interior de São Paulo.

Nathy e outras três amigas pretendiam ir ao mercado comprar algumas coisas para o churrasco. Só que, no caminho, surgiu Solana.

A cachorrinha apareceu andando perto dos carros, desorientada e correndo risco de ser atropelada a qualquer momento.

Bastou olhar para ela para que o grupo entendesse que não dava para seguir viagem fingindo que não tinha visto nada.

“Não, a gente tem que pegar”, disse uma das amigas assim que percebeu a situação.

Nathy nem pensou duas vezes. Apaixonada por cães, ela desceu do carro e caminhou devagar na direção da cachorrinha.

O que mais chamou atenção foi a forma como o animal reagiu. Em vez de fugir assustada, Solana caminhou até ela pedindo ajuda.

E então veio a cena que deixou todo mundo ainda mais emocionado: a cachorrinha deu a patinha, mostrando que era treinada.

Em poucos segundos, Solana já estava dentro do carro, segura, recebendo carinho e finalmente longe do perigo da estrada.

Só que o resgate ainda estava longe de acabar.

Primeiras pistas

Depois de entrar no carro, a cachorrinha mostrou que estava faminta. As amigas tinham acabado de fazer compras e, no banco da frente, havia apenas um saco de pão sobrando.

Segundo Nathy, Solana atacou o pacote como se não comesse havia muito tempo.

Enquanto tentavam entender de onde ela tinha vindo, o grupo resolveu parar em um clube de jet ski que ficava próximo dali para perguntar se alguém conhecia a cachorrinha.

Um funcionário comentou que talvez houvesse um cartaz de cachorro perdido no terminal rodoviário da cidade.

As quatro amigas voltaram imediatamente para o carro e seguiram até o terminal.

Quando chegaram lá, Fernanda saiu correndo em busca do cartaz. E ele realmente existia.

Havia uma foto de um cachorro muito parecido com Solana e um número de telefone. A expectativa tomou conta do grupo.

“Gente, eu achei o número, vamos ligar”, contou Nathy.

O homem atendeu, ouviu toda a história, mas logo explicou que o cachorro perdido dele era macho. Não era Solana.

Novo desafio

A frustração bateu forte. Afinal, além de não encontrarem o tutor, agora existia outro problema. O que fazer com a cachorrinha durante o fim de semana?

As amigas estavam hospedadas em uma casa alugada por aplicativo e ainda precisavam descobrir se o proprietário permitiria a presença do animal.

Para sorte de Solana, o dono da casa não apenas autorizou a estadia como também ajudou compartilhando informações em grupos da região para tentar localizar a família da cachorrinha.

Só que, conforme os dias passavam, alguns detalhes começaram a deixar tudo ainda mais estranho.

Perdida ou abandonada?

Solana estava de coleira. Era castrada. Sabia andar na guia. Fazia as necessidades no tapetinho higiênico. Sentava quando recebia comando. Dava a patinha. E ainda tinha microchip implantado.

“Ela é treinadaaaa! Dá a patinha, senta, faz as necessidades no tapetinho, anda do lado na rua, está castrada e microchipada! Não é possível que cuidaram tão bem pra depois abandonar!!!”, desabafou Nathy.

O problema é que o microchip não tinha registro ativo.

Mesmo com o dispositivo implantado, não existiam dados atualizados sobre tutor, telefone ou endereço. Isso levantou a suspeita de que Solana pudesse ter sido abandonada.

Segundo informações da Petlove, o microchip funciona como uma espécie de RG do animal.

O pequeno dispositivo, implantado sob a pele, armazena dados importantes como nome do pet, contatos do tutor e informações básicas de identificação.

Ao contrário do que muita gente imagina, ele não funciona como GPS e não permite rastreamento em tempo real.

Quando um animal perdido é encontrado, clínicas veterinárias e ONGs podem usar um leitor específico para acessar o número do chip e consultar o banco de dados vinculado ao cadastro do tutor.

Por isso, especialistas reforçam que manter os dados atualizados é tão importante quanto realizar a microchipagem.

No caso de Solana, o chip existia, mas não levava a lugar nenhum.

A situação começou a partir o coração de Nathy ainda mais quando ela percebeu o comportamento da cachorrinha dentro de casa.

Solana demonstrava medo constante de ficar sozinha. Quando Nathy saía para trabalhar e voltava, a cadela chorava desesperadamente. Ela seguia a jovem por todos os lados da casa e parecia entrar em pânico ao perceber qualquer afastamento.

“Aparentemente ela foi abandonada mesmo, e muito porque ela tem muito medo do abandono”, contou.

Apesar do apego, Nathy sabia que não conseguiria ficar com ela definitivamente. Além de já ter outros animais em casa, incluindo um gato, Solana não se adaptou bem à convivência com felinos.

O apartamento também não tinha espaço suficiente para acomodar mais um cachorro de forma confortável.

Mesmo assim, desistir dela nunca foi uma opção.

Sol precisa de um lar

A cachorrinha foi levada para avaliação veterinária, recebeu banho, alimentação adequada e depois seguiu para um hotel pet enquanto aguarda um lar definitivo.

Enquanto isso, as amigas seguem mobilizando a internet na esperança de encontrar alguém disposto a dar uma nova chance para a cadela.

Nos comentários, muita gente se emocionou com a forma como Solana escolheu confiar no grupo logo nos primeiros segundos.

“O quão rápido ela percebeu que vocês eram boas”, escreveu uma pessoa.

E realmente parece que ela percebeu. Desde o primeiro momento, Solana caminhou na direção delas como quem soubesse que aquela seria sua melhor chance de sair viva da rodovia.

Agora, a cachorrinha segue em São Paulo esperando por um lar, enquanto continua recebendo todo o carinho que merece.

Siga Nathy no TikTok para mais informações clicando aqui.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.