Veterinário ensina técnica para dar comprimido para gato e internet fica sem acreditar: ‘Foi combinado’

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Há tutores que dizem: poucas coisas na vida são mais difíceis do que dar comprimido para um gato.

Por isso, quando um veterinário apareceu administrando um comprimido com facilidade impressionante em um gato laranja – justo o laranja –, os internautas brincaram que o felino só poderia ser um ator.

O responsável pela demonstração foi Francisco Marcelino, especializado em medicina felina na clínica Doctor Cat, em Varginha, Minas Gerais.

Demonstração

Durante a demonstração, ele explicou como posicionar corretamente as mãos para abrir a boca do animal.

Com movimentos tranquilos, ele apoiou os dedos em pontos específicos da cabeça do gato, abriu a boca com delicadeza e colocou o comprimido no fundo da língua.

Em seguida, manteve a cabeça levemente inclinada para cima e até brincou com a situação.

“Pode dar um beijinho se quiser.”

Ao observar a cena, a tutora que acompanhava o procedimento não conseguiu esconder o espanto:

“Que facilidade, meu Deus!”, comentou.

Enquanto o veterinário explicava cada passo, o gato permanecia tranquilo, sem arranhões, fugas ou protestos.

A publicação recebeu uma enxurrada de comentários divertidos:

“Não deu certo, posso denunciar a gata por tentativa de homicídio?”, brincou uma internauta que não teve sucesso na prática.
“Sem o gato estar possuído é fácil”, escreveu outra.
“Meu gato disse que é IA”, brincou mais uma pessoa.
“O cachê desse gato foi caríssimo”, brincou mais um.

A reação do público não é difícil de entender. Muitos tutores já passaram pela experiência de esconder comprimidos em petiscos, desenvolver técnicas elaboradas de distração ou até perseguir um gato pela casa após uma tentativa frustrada de medicação.

Mas será que existe mesmo uma forma mais fácil de dar comprimidos para gatos?

Para gatos esfomeados

Segundo especialistas do VCA Animal Hospitals, a maneira mais simples costuma ser esconder o medicamento em uma pequena quantidade de alimento muito atraente para o gato.

Pode ser um pouco de sachê, atum ou petiscos próprios para envolver comprimidos.

O segredo está em oferecer uma quantidade pequena de comida, garantindo que o gato consuma tudo e não deixe o remédio para trás.

Ainda assim, alguns felinos possuem um talento quase sobrenatural para identificar qualquer comprimido escondido.

Eles comem o petisco, mastigam o alimento ao redor e deixam o comprimido intacto no pote.

Nesses casos, a administração direta na boca pode ser necessária.

Direto na boca

O VCA recomenda que o tutor mantenha a calma, escolha um ambiente tranquilo e tenha o comprimido já separado antes de iniciar o processo.

O procedimento é igual ao demonstrado pelo veterinário.

A cabeça do gato deve ser segurada suavemente pela parte superior, com o nariz apontando para cima.

Quando a boca abrir ligeiramente, o comprimido deve ser colocado o mais ao fundo possível sobre a língua.

Depois disso, a boca é fechada delicadamente e o tutor pode estimular a deglutição massageando a garganta ou esfregando o nariz do animal.

Também é recomendado oferecer um petisco saboroso logo depois.

E, claro, muito reforço positivo: carinho, brincadeiras e petiscos ajudam o gato a criar uma associação menos desagradável com a experiência.

Mas e quando o gato pertence à categoria conhecida pelos tutores como “endemoniado”?

Para gatos “endemoniados”

Nesse caso, o PetMD sugere algumas estratégias extras. Uma das mais conhecidas é a técnica do burrito felino.

Apesar do nome engraçado, ela consiste simplesmente em enrolar o gato em uma toalha ou cobertor firme, deixando apenas a cabeça para fora.

Isso ajuda a evitar arranhões e impede que o animal utilize as patas para escapar durante o procedimento.

O método é especialmente útil para gatos muito agitados ou medrosos.

Os especialistas orientam colocar o gato sobre a toalha, dobrar uma lateral ao redor do corpo e depois envolver o outro lado por baixo dele, formando uma espécie de casulo confortável.

Muitos felinos acabam se sentindo até mais seguros quando estão contidos dessa maneira.

Considerações importantes

Rosnados, silvos, orelhas achatadas, cauda agitada e postura rígida indicam que talvez seja melhor fazer uma pausa e tentar novamente mais tarde.

Forçar excessivamente a situação pode aumentar o estresse tanto para o tutor quanto para o gato.

Em alguns casos, a melhor solução pode ser conversar com o veterinário sobre alternativas.

Hoje existem medicamentos manipulados em versões líquidas, pastosas e até em formatos com sabor de frango, salmão ou atum.

Certos tratamentos também podem ser encontrados em gel para aplicação na orelha, dependendo do medicamento e da condição tratada.

A boa notícia é que, com treino, paciência e repetição, muitos gatos acabam aceitando melhor os procedimentos ao longo do tempo.

Foi justamente essa mensagem que Francisco Marcelino deixou ao compartilhar sua demonstração:

“Nunca forçar demais, com treino e paciência dar o comprimido vai virar uma tarefa fácil.”

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.