Gata aprende a colocar colar para ganhar atenção e diverte web: “Único animal que ama esse negócio”
Por Larissa Soares em GatosUma gata chamada Taylor transformou um acessório que costuma ser odiado pelos animais em seu item favorito.
A gata, que hoje tem cerca de 13 anos, desenvolveu um hábito curioso depois de usar um cone veterinário durante a recuperação de sua castração.
Desde então, sempre que quer atenção extra, ela mesma coloca o acessório na cabeça e desfila pela casa em busca de carinho.
A história foi contada por sua tutora, Vala, ao GeoBeats Animals e arrancou risadas.
Como tudo começou
Taylor conheceu o cone quando ainda era filhote. Após ser castrada, ela precisou usar o tradicional cone de proteção por cerca de dez dias, evitando que mexesse nos pontos durante a recuperação.
Quando o período passou, o acessório ficou esquecido em algum canto da casa. Ou, pelo menos, era isso que a família pensava.
Certo dia, Vala foi surpreendida ao ver a gata entrando no quarto usando o cone por conta própria.
"Ela simplesmente colocou e entrou. Era como se estivesse dizendo 'me ame'", relembrou.
O mais curioso é que aquilo não aconteceu apenas uma vez. Desde então, Taylor incorporou o cone à sua rotina.
Sempre que sente vontade de receber atenção especial, ela procura o acessório, encaixa a cabeça nele sozinha e aparece diante da tutora, “exibindo” seu objeto favorito.
Carinho especial pelo objeto
Segundo Vala, ninguém coloca o cone nela. A própria gata desenvolveu toda a técnica.
"Eu apenas deixo virado para baixo no chão, e ela coloca a cabeça dentro, sacode e sai andando", explicou.
Às vezes ela permanece usando o cone por apenas cinco minutos. Em outras ocasiões, desfila pela casa durante quinze minutos antes de decidir que já recebeu atenção suficiente.
Porque, como toda gata cheia de personalidade, quem dita as regras é ela.
Vala acredita que o cone funciona como uma espécie de convite para receber carinho, já que é isso que acontece cada vez que aparece com o acessório.
"Ela adora ser acariciada enquanto está usando. Se você colocar a mão sobre o cone e coçar, ela realmente adora."
O cone também virou um objeto de conforto. Mesmo quando não está usando, a gata gosta de se esfregar nele, deitar ao lado e ronronar tranquilamente.
O carinho pelo acessório é tão grande que ela não permite substituições.
Em determinado momento, algumas pessoas sugeriram que Vala comprasse um modelo mais moderno ou mais confortável.
Ela até tentou, mas a experiência não foi aprovada pela proprietária exigente do cone.
"Tentei. E ela mostrou que não. Este não é meu cone original."
Para Taylor, o cone original parece ter um valor sentimental impossível de substituir.
Os internautas ficaram encantados com a história.
"Para ela, é o seu colar de pérolas", refletiu uma pessoa nos comentários.
"Não dá para criticar uma garota pelos acessórios que ela usa", brincou outra.
Já uma terceira comentou aquilo que muitos estavam pensando:
"O único animal na história que adora o cone da vergonha."
Como os gatos aprendem comportamentos assim
Segundo a pesquisadora do comportamento animal Zazie Todd, os gatos aprendem muito por associação. Esse processo é chamado de condicionamento operante.
Em termos simples, significa que os animais tendem a repetir comportamentos que produzem consequências agradáveis.
Quando um gato realiza uma ação e recebe algo de que gosta, esse comportamento tem mais chances de acontecer novamente. É o chamado reforço positivo.
E quanto mais vezes isso acontece, maior a probabilidade do animal repetir o comportamento.
A especialista também explica que os gatos podem desenvolver preferências duradouras por objetos associados a experiências positivas.
Por isso, não é difícil imaginar que o cone tenha se transformado em algo ligado a conforto, segurança e atenção para a gatinha Taylor.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.
