Logomarca Amo Meu Pet

Vira-lata caramelo é visto chorando após entender que estava sendo devolvido ao abrigo após 2 anos da adoção

Por
em Cães

Um vira-lata caramelo chamado Scooby voltou a enfrentar uma situação que nenhum cão deveria viver.

Depois de passar dois anos acreditando que tinha encontrado uma família definitiva, ele foi devolvido ao abrigo e sua reação deixou muita gente com o coração apertado.

A história aconteceu no Sul de Minas Gerais e foi compartilhada em 2024 por Larissa Vilela, voluntária da causa animal e responsável pela página O Mundo da Pandora.

No vídeo, Scooby aparece dentro de um carro, latindo sem parar enquanto era levado para um novo destino após ser entregue pelo tutor.

“O desespero dele é nítido por estar sendo recusado novamente, indo para outro lugar desconhecido e com pessoas desconhecidas”, diz o texto do vídeo.

Segundo ela, Scooby havia sido resgatado de uma situação de maus tratos e conseguiu um novo lar. Mas após dois anos, ele foi devolvido.

“Animal não é brinquedo. Adotem com responsabilidade”, escreveu.

As imagens mostram o cão inquieto, vocalizando sem parar e tentando entender o que estava acontecendo ao seu redor.

Dias depois, Larissa publicou outro vídeo tentando tranquilizar o cachorro.

“Queria que você entendesse um pouquinho do que está acontecendo e ter calma. Vamos achar um lar com muito amor para você, Scooby.”

Por que Scooby foi devolvido?

A dúvida surgiu rapidamente entre os seguidores da página. Muita gente queria entender o que havia acontecido para que um cachorro adotado há dois anos acabasse novamente sem lar.

Inicialmente, Larissa contou apenas que as justificativas apresentadas não pareciam fazer muito sentido.

“Inventou umas histórias nada a ver e no fim realmente percebemos que ele não queria mais o animal.”

Pouco tempo depois, ela resolveu divulgar o áudio que recebeu do antigo tutor para que as pessoas pudessem tirar suas próprias conclusões.

Segundo o relato, a principal reclamação era que Scooby havia mordido uma pessoa responsável por alimentá-lo.

“Ele pode morder uma pessoa da rua a qualquer momento e pode dar maior rolo pra nós.”

As falas também sugeriam que o cachorro tinha acesso livre à rua e que o homem não concordava com a ideia de o animal conviver tão próximo da família.

A publicação gerou uma onda de comentários de pessoas indignadas. Muitos internautas apontaram que o contexto apresentado levantava dúvidas sobre os cuidados oferecidos ao cão durante aqueles dois anos.

“Se ele mordeu é porque não foi tratado corretamente. Eles não apresentam agressividade sem ser para se defender”, escreveu uma pessoa.
“Que pessoas mais irresponsáveis”, disse outra.
“Já levei tanta mordida. Já fui parar no hospital. Mas não deixo de amar ou resgatar”, escreveu mais uma.

Segundo Larissa, mesmo após ficar dois anos sem ter contato com o cão, Scooby não demonstrou nenhum sinal de agressão com ela.

Por que um cachorro pode morder?

De acordo com o American Kennel Club (AKC), as mordidas raramente acontecem sem motivo. Na maioria dos casos, os cães demonstram sinais prévios de desconforto antes de chegar a esse ponto.

Entre os motivos mais comuns estão medo, susto, proteção de recursos, dor, frustração e até brincadeiras mal interpretadas.

  • Medo: segundo a entidade, um cão assustado pode morder quando sente que não tem outra forma de se afastar daquilo que o preocupa.
  • Proteção: um animal que esteja protegendo comida, brinquedos ou pessoas pode reagir caso perceba uma ameaça.
  • Dor: a dor também é uma das principais causas de mordidas. Mesmo cães extremamente dóceis podem reagir quando estão machucados ou enfrentando algum problema de saúde.

Importância de interpretar os sinais

Outro ponto destacado pelo AKC é que muitos cães demonstram desconforto antes da mordida acontecer.

Rosnados, latidos, postura corporal rígida e tentativas de afastamento costumam funcionar como avisos.

Por isso, especialistas alertam que punir um cão por rosnar pode ser um erro. O animal aprende a esconder os sinais de desconforto, mas continua sentindo medo ou estresse. Em situações futuras, pode acabar pulando diretamente para a mordida.

O AKC também destaca que socialização adequada, treinamento baseado em reforço positivo e acompanhamento veterinário são fundamentais para prevenir problemas comportamentais.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.