"Por que você está triste assim?": depois de três dias escondido, filhote revela sua verdadeira personalidade
Por Larissa Soares em Cães
Quando chegou em seu novo lar, Taf só queria saber de se esconder. O filhote havia sido abandonado e tinha muito medo de qualquer aproximação. Mas bastaram poucos dias para que ele entendesse que os humanos também podem ser bons.
O filhote foi encontrado na rua em novembro de 2024, pelo marido da criadora de conteúdo Débora Salves.
O cãozinho tinha uma expressão tão triste no olhar que a família não pensou duas vezes antes de levá-lo para casa.
Segundo Débora compartilhou em suas redes sociais, o filhote, que recebeu o nome de Taf, evitava qualquer aproximação e passava boa parte do tempo procurando lugares para se esconder.
“Ele estava muito triste e chorava o tempo todo”, relata.
Primeiros cuidados
Assim que chegou, Taf recebeu os primeiros cuidados básicos. Além disso, foi levado ao veterinário.
Segundo a tutora, o estado de saúde do filhote era bastante delicado. Ele estava com virose e cheio de vermes. O tratamento iniciou imediatamente.
Mas o carinho oferecido pela família não foi suficiente para dissipar o medo que ele carregava.
“Não queria ficar perto de ninguém”, conta.
Nos primeiros dias, cada tentativa de interação exigia paciência. O filhote parecia desconfiar de qualquer movimento.
“Ficava o tempo todo se escondendo de nós, com muito medo.”
Quando alguém tentava acariciá-lo, a reação era sempre a mesma. Taf se assustava e se escondia.
A situação despertou empatia entre os internautas que acompanhavam a história. Muitos imaginavam quantas dificuldades aquele filhote poderia ter enfrentado antes de ser encontrado.
Apesar do comportamento retraído, Débora percebeu pequenos sinais de progresso.
“Mas mostrando nosso amor aos poucos, ele está se soltando.”
O processo de adaptação começou a dar resultado rapidamente.
“Depois de três dias se escondendo de qualquer humano, hoje ele está se soltando, criando confiança em nós.”
Novo desafio
Mas quando um desafio parecia superado, outro surgiu. Depois que entendeu que poderia confiar em sua nova família, Taf passou a sofrer quando precisava ficar sozinho.
Débora registrou a situação enquanto se preparava para sair de casa.
“E agora o que eu faço? Eu tenho que sair para trabalhar e ele fica o tempo todo chorando.”
A preocupação aumentava porque o filhote demonstrava grande dificuldade em lidar com a ausência dos tutores.
“Olha, eu coloquei ele na cozinha, estou saindo para trabalhar, e ele fica assim chorando o tempo todo.”
Além de não querer ficar sozinho, Taf também resistia a permanecer no quintal.
“Ele só chorava, queria ficar o tempo todo comigo, com o meu marido no colo.”
Reações desse tipo são relativamente comuns em filhotes, especialmente aqueles que passaram por abandono ou mudanças bruscas de ambiente.
De acordo com o American Kennel Club, os cães são animais extremamente sociais e muitos filhotes nunca tiveram experiências positivas ficando sozinhos.
Por isso, aprender a lidar com períodos de separação é uma habilidade que precisa ser ensinada gradualmente.
Ajudando um filhote a ficar sozinho
A organização explica que não é justo esperar que um filhote passe de companhia constante para várias horas sozinho de uma vez. O ideal é criar experiências curtas e positivas, aumentando o tempo aos poucos.
Para ajudar Taf a se sentir mais confortável no quintal, Débora criou estímulos positivos no ambiente:
“Eu comprei um ursinho para ele, botei aqui no quintal.”
O resultado logo começou a aparecer e o filhote passou a se entreter com a pelúcia.
Segundo o AKC, oferecer brinquedos interativos e atividades adequadas durante os períodos de separação ajuda o filhote a associar o momento sozinho a experiências agradáveis.
A entidade também recomenda que os tutores criem áreas seguras e confortáveis, permitindo que o cachorro desenvolva confiança gradualmente. O objetivo é formar um cão adulto equilibrado, capaz de permanecer sozinho sem sofrimento.
Para Taf, o progresso foi acontecendo dia após dia. Uma semana depois do resgate, a diferença já era impressionante.
O filhote que antes passava horas escondido agora demonstrava energia de sobra. Débora não escondia a felicidade ao observar a mudança.
“Estou muito feliz, gente. Ele está muito feliz, ele está brincando.”
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.











