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Criadas com 30 gatos, shih tzus esquecem que são cachorras e passam a agir como felinas

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em Comportamento

Duas cadelas da raça shih tzu mudaram de comportamento e passaram a reproduzir hábitos típicos de felinos após a convivência diária com mais de duas dezenas de felinos.

Os animais vivem com seus tutores na cidade de Tubarão, no sul de Santa Catarina, onde o cotidiano da família que abriga 30 gatos e três cachorros passou a ser compartilhado no Instagram @patinhasdemiau.

O registro das cadelas agindo como se fossem felinos impressionou a família, o que motivou os tutores a investirem na produção de conteúdo voltada ao mercado de influenciadores de animais de estimação.

Em dois vídeos do perfil, uma das cachorrinhas aparece deitada em uma caixa de madeira exercendo o cuidado direto sobre dois filhotes de gatos recém-nascidos.

Em outros momentos as shih tzus realizam saltos em direção ao topo de baús organizadores posicionados ao lado de televisores, replicando a preferência dos felinos por superfícies elevadas e plataformas altas.

O processo de adaptação comportamental também envolve o uso dos mesmos equipamentos e estruturas destinados aos felinos da casa. As cadelas foram registradas utilizando caixas de areia higiênica e subindo em playgrounds de parede suspensos.

A convivência com tantos gatos também ensinou o trio canino a percorrer as passarelas de madeira fixadas nas paredes e atravessar túneis de brinquedo de tecido colorido projetados para o entretenimento felino.

Além disso, as shih tzus compartilham o espaço do parapeito das janelas para observar a área externa e dormem integradas ao grupo principal de gatos.

O vídeo com maior repercussão tem 1,1 milhão de visualizações, 169 mil curtidas e 1.268 comentários.

“Depois dizem que as companhias não influenciam”.
“Ela vai ficar bem triste quando descobrir que não é um gato”.
“Ela fazendo as coisinhas de gatinha dela”.

Confira abaixo:

Respondendo as dúvidas de seguidores e internautas em uma série de perguntas salvas nos destaques, os tutores dos animais relatam que o perfil nas redes sociais surgiu a partir do hábito de registrar em fotos e vídeos o cotidiano dos animais domésticos.

"A gente sempre registrou os momentos gravando e batendo foto e então um dia pensamos e se a gente postar? Compartilhar com o mundo pra ver essas fofuras e de algum modo incentivar a adoção de gatos e alegrar as pessoas", explicaram.

A história da família com felinos teve início logo no começo do relacionamento do casal, quando ambos aceitaram o compromisso de cuidar temporariamente do animal de um amigo.

"Antes disso não gostávamos, só cachorros, tanto que já tínhamos os cachorros", revelam os tutores sobre o período anterior à chegada dos gatos.

A experiência com o primeiro felino motivou a adoção definitiva de um animal próprio, que foi seguida pelo resgate de outros gatos abandonados nas ruas da região de Tubarão até que o grupo atingisse a marca atual de trinta felinos.

O limite no número de animais resgatados foi estabelecido pelos tutores devido a fatores financeiros e logísticos.

"Se a gente tivesse condições com toda certeza que sim, mas no momento resolvemos parar nos 30. Resolvemos ficar com esse número que assim conseguimos dar atenção a todos", afirma o casal.

O orçamento doméstico cobre todos os custos com alimentação, medicamentos e procedimentos médicos, o que inclui um cronograma gradativo de castrações financiado inteiramente com recursos próprios dos tutores para controlar a reprodução, uma vez que, segundo relatam, os custos gerais são muito elevados.

A manutenção da higiene e da organização da residência exige um protocolo rigoroso executado diariamente pelo casal no período da manhã.

A rotina de limpeza abrange a higienização de todas as caixas de areia espalhadas pela casa, a remoção de resíduos do chão, a organização das caminhas individuais e a aplicação de desinfetantes em superfícies e bancadas.

"Todos os dias de manhã quando acordamos, limpamos todas as caixas de areia, varremos, arrumamos caminhas, ajeitamos a casa, passamos pano em todas as bancadas e pano no chão", detalham os responsáveis sobre o método que garante a conservação do ambiente doméstico.

Os planos futuros do casal envolvem a mudança para um imóvel alugado de maior porte na mesma região catarinense.

"Nosso maior sonho é construir um Gatil, mas pra isso precisamos mudar primeiro, alugar uma casa maior", apontam os tutores sobre as metas de infraestrutura.

O objetivo principal da transição de endereço é obter espaço suficiente para a construção desse abrigo planejado e para a aplicação de técnicas de enriquecimento ambiental verticalizado em todos os cômodos.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.