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Mulher alimenta pássaros coloridos que visitam sua janela e, dias depois, eles trazem dezenas de seus amigos para ela conhecer

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em Comportamento

Uma interação aparentemente simples entre uma mulher e a fauna silvestre resultou em uma invasão pacífica e inesperada dentro de um apartamento.

Após decidir oferecer alimento para os poucos pássaros coloridos que costumavam pousar em seu parapeito, uma mulher foi surpreendida dias depois com o retorno das aves, que trouxeram dezenas de outros companheiros da mesma espécie para o local.

“O que eu fiz?”, se questionou chocada com a quantidade de pássaros na sua janela.

O caso aconteceu com a criadora de conteúdo identificada no Instagram como @mimikarp. Ela explicou em suas publicações que costumava deixar pequenas porções de alimento de forma esporádica na janela de sua residência.

O hábito, que começou de maneira despretensiosa, acabou alterando a rotina do bando, que passou a enxergar o apartamento como uma fonte segura e abundante de recursos.

O vídeo de Mimi foi publicado no dia 6 de julho e obteve 648 mil visualizações, 76 mil curtidas e 392 comentários.

“Isso é incrível”.
“Parabéns, você agora é uma princesa da Disney”.
“Seja o que for, preciso saber as instruções.”

Comentaram internautas.

Confira o vídeo abaixo:

A gravação exibe a janela do apartamento completamente tomada por dezenas de lórios-arco-íris que aguardavam pousados na grade de proteção e no parapeito.

No trecho final do vídeo, a autora aparece de forma bem-humorada com dois pássaros pousados diretamente sobre a sua cabeça enquanto mexiam em seu cabelo.

Nos comentários da publicação, a moradora explicou que costumava oferecer apenas um pouco de mel na ponta do dedo para no máximo duas aves que apareciam de vez em quando.

A atração em massa de animais silvestres para áreas urbanas acende debates sobre o manejo correto da fauna e os impactos de se fornecer alimentação artificial para espécies da natureza.

As aves que ocuparam a janela do apartamento pertencem à espécie lório-arco-íris, conhecida cientificamente por sua plumagem multicolorida em tons de azul, verde, amarelo e vermelho.

De acordo com informações do médico veterinário Gustavo Fazio, esses animais possuem uma biologia muito particular e hábitos alimentares bastante específicos que os diferenciam de outros tipos de psitacídeos.

Diferente de papagaios convencionais que se alimentam de sementes, os lórios têm uma dieta baseada quase exclusivamente em néctar, pólen e frutas frescas.

Eles possuem uma língua com formato de escova, uma adaptação biológica desenvolvida especificamente para sugar o néctar das flores e facilitar a ingestão de compostos líquidos.

Na natureza, as cores vibrantes das penas ajudam na comunicação visual, no reconhecimento dos indivíduos do bando e também no processo de atração reprodutiva.

Por serem animais extremamente ativos, inteligentes e bastante barulhentos, eles demandam um alto nível de estímulo físico e mental. O veterinário ainda informa que a espécie não se adapta com facilidade à vida em cativeiro doméstico, apresentando sinais de estresse severo quando mantida sem o espaço e o manejo técnico adequados.

Aspectos legais e o comércio no cenário nacional

No Brasil, o lório-arco-íris é considerado uma espécie exótica da fauna silvestre. A legislação ambiental brasileira determina que a posse desses animais por tutores particulares só é permitida mediante rígidos critérios de controle.

O interessado deve adquirir o animal diretamente de um criador comercial devidamente autorizado e registrado nos órgãos ambientais competentes.

Toda ave comercializada legalmente precisa portar uma anilha fechada ou microchip de identificação, além de ser acompanhada de nota fiscal e da documentação oficial que comprove a sua origem.

A retirada desses animais diretamente da natureza ou a compra de exemplares sem registro legal alimenta diretamente o tráfico de animais silvestres, uma atividade criminosa que gera maus-tratos e coloca espécies em risco de extinção.

No site Aves Ornamentais Jej o valor de um exemplar legalizado dessa espécie pode alcançar R$ 5.200,00.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.