“Meu primeiro filho com a minha primeira filha”: cumplicidade entre primeiro pet da família e bebê de um ano viraliza
Por Beatriz Menezes em Aqueça o coraçãoA chegada de um novo integrante na família exige adaptações na rotina de todos os moradores da casa, incluindo os animais de estimação.
Em Nova Andradina, no Mato Grosso do Sul, a dona de casa Rute Fernandes vivenciou esse processo de transição ao introduzir a filha recém-nascida, Liz, ao cão de estimação da família, o Pig, um animal de porte médio de sete anos com pelagem preta e manchas caramelo.
O processo de aproximação, que começou com receios comuns sobre ciúmes e comportamento territorial, resultou em uma convivência harmoniosa que hoje é compartilhada nas redes sociais.
Antes do nascimento de Liz, que atualmente tem um ano e seis meses, Pig já demonstrava um comportamento dócil, costumando deitar-se próximo à barriga de Rute durante o período de gestação.
Apesar da proximidade física, a tutora relata que o animal não demonstrou sinais claros de perceber as mudanças decorrentes da gravidez antes do parto.
Em entrevista ao Amo Meu Pet, a mãe contou que a principal preocupação da família concentrava-se no período pós-parto, devido ao forte apego que o cão mantinha com os donos antes da chegada do bebê.
“Fiquei com medo de ele ter ciúmes, ter depressão, já que sempre foi o meu bebê”, relata Rute sobre o período que antecedeu o nascimento da filha.
O primeiro contato e a fase de adaptação mútua
O primeiro encontro entre o cão e a recém-nascida ocorreu logo após a alta hospitalar da maternidade. Rute relata que sentia receio de que Pig desenvolvesse ciúmes por deixar de ser o centro das atenções da casa.
Para realizar a apresentação de forma segura, a mãe permitiu que o animal se aproximasse gradualmente para cheirar a bebê.
“No momento que cheguei deixei ele cheirar ela, e chegar pertinho. Mas ele só cheirou e ficou deitado ao meu lado, sempre desde o primeiro dia que chegamos”, relembra a dona de casa sobre o comportamento tranquilo do cão.
A relação de cumplicidade que apresentam hoje não se estabeleceu de forma imediata. Segundo a mãe, a sintonia foi construída de maneira progressiva ao longo do desenvolvimento de Liz.
Quando a menina começou a dar os primeiros passos, a reação inicial de Pig era se afastar e correr em direção a Rute.
O contato físico mais próximo entre o cão e a criança ocorria preferencialmente quando a mãe estava presente ao lado de ambos, servindo como uma figura de mediação e segurança para o animal de estimação.
“A sintonia foi construída. Logo que ela começou a andar ele corria dela e vinha em minha direção, sempre ficava mais próximo dela se eu também estivesse ao lado”, detalha a tutora.
Mediação materna e estabelecimento de limites diários
Para assegurar que a interação entre a criança e o cão permaneça segura, a tutora estabelece limites diários para ambos.
O trabalho de educação consiste em orientar Pig a moderar a força física durante as interações, compreendendo a fragilidade da bebê.
Paralelamente, Liz é ensinada a respeitar o espaço do animal, sendo orientada a não puxar o rabo, não desferir golpes e evitar ações que possam causar dor ou desconforto ao cão.
“Tento todos os dias mostrar para ele que ele é mais forte do que ela, então as brincadeiras precisam ser mais leves, e para ela mostro que ela precisa respeitar ele, não bater, não puxar o rabo, nem nada que o machuque”, explica Rute sobre a rotina de ensinamentos.
Com o amadurecimento dessa dinâmica, a família observou o desenvolvimento de um comportamento protetor por parte de Pig.
O cão passou a monitorar constantemente os movimentos da menina, mantendo-se ao lado dela durante a presença de visitas na residência e também durante os passeios em vias públicas.
A evolução dessa convivência culminou em um registro em vídeo publicado por Rute nas redes sociais, que passou a atrair a atenção de internautas pela tranquilidade demonstrada no cotidiano da família.
Nas imagens registradas na sala de estar da residência, Liz aparece em pé no espaço entre a parede e o cão. A criança realiza movimentos suaves com as mãos no rosto de Pig, tocando suas orelhas e o focinho com cuidado.
Durante toda a gravação, o cão de sete anos permanece sentado e imóvel, sem demonstrar sinais de estresse, irritabilidade ou desconforto com a aproximação física da menina.
O vídeo publicado no Instagram da mãe em 2 de julho conta com 223 mil visualizações, 28 mil curtidas e 576 comentários.
“Eu amo, amo, aaaamo ver crianças sendo tão amorosas com bichinhos! Renova minha fé na humanidade”.
“Mãezinha você é milionária, e não é sobre dinheiro que estou falando”.
“Ele sério pra não perder a postura e se derreter todinho”.
Confira abaixo:
A convivência diária tem influenciado o comportamento de Liz, que demonstra facilidade em interagir com outros animais, expressando afeto por meio de gestos como encostar a própria testa na de outros bichos.
“A Liz é uma criança amável, sempre que vê qualquer animal e em qualquer lugar, ela quer pegar, dar carinho, sempre passa a testa na testa do animalzinho. Eu amo animais, e sempre foi meu desejo passar isso para ela, e graças a Deus tenho conseguido”, comemora a mãe.
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