“Nunca esqueci aquela sensação”: tutora relata preconceito sofrido por seu vira-lata caramelo em pet shop
Por Ana Carolina Câmara em Cães
Raka Ribeiro é tutora de seis cachorros, e Balu é um deles. Com a pelagem caramelo, desgrenhada e cheia de personalidade, ele é o que muita gente chama carinhosamente de "caroço de manga": um vira-lata tão autêntico e encantador que é impossível não se apaixonar.
Balu chegou à vida de Raka em 2015, depois de ser resgatado das ruas por ela, tornando-se parte inseparável da família.
"Desde então, ele é um dos amores da minha vida", declarou.
Raka ama todos os seus animais sem distinção de raça, cor ou aparência. No entanto, uma situação vivida em um pet shop mostrou que nem todas as pessoas enxergam um cão sem raça definida com o mesmo carinho dedicado aos animais de raça.
Veja Balu:
O preconceito
No fim da tarde, ao buscar os cachorros depois do banho, um funcionário chamou Raka para mostrar as belas fotografias feitas dos pets já limpos, cheirosos e arrumados.
Ela se encantou com os registros, mas, ao observar melhor, sentiu o coração apertar: entre todas as fotografias, não havia nenhuma de Balu.
O que deveria ser apenas um momento alegre acabou deixando uma lembrança triste.
"Eu nunca consegui esquecer a sensação que tive naquela hora", contou.
Para Raka, foi como se todos os seus cachorros fossem considerados dignos de receber aquela atenção especial, menos Balu. Mesmo magoada, ela preferiu não confrontar os funcionários naquele momento.
"Eu não falei nada na hora, porque isso diz muito mais sobre quem fez isso do que sobre ele. Balu é um cachorrinho lindo, maravilhoso e continua sendo amado por mim da mesma forma."
Tempos depois, Raka decidiu transformar aquela tristeza em uma mensagem de conscientização.
Repercutiu
No dia 23 de junho, ela compartilhou um vídeo em seu perfil no TikTok, @closetdaraka, para mostrar que os cães sem raça definida são tão especiais, bonitos e merecedores de carinho quanto qualquer outro animal.
Adotar em um abrigo ou resgatar um cachorro das ruas não significa levar para casa um animal "menos bonito" ou "menos especial".
Significa oferecer uma oportunidade a quem talvez nunca tenha conhecido o amor, a segurança e a sensação de pertencer a uma família.
Balu pode não ter aparecido nas fotografias daquele dia, mas ocupa um lugar que nenhuma câmera poderia registrar por completo: o coração de Raka.
A publicação acumulou milhares de visualizações e centenas de comentários de internautas que relataram experiências semelhantes.
Uma tutora contou que percebeu uma diferença no tratamento oferecido aos seus cães:
"Aconteceu comigo em uma clínica veterinária. Meu schnauzer ficou internado e, quando cheguei, estavam oferecendo a ração úmida a/d, da Hill's. Tempos depois, meu cão sem raça definida também precisou ser internado, mas estavam dando uma comida de qualidade inferior. Na hora, perguntei por que não ofereciam a mesma alimentação. Eu havia pagado pelo outro e pagaria por ele também. Imediatamente, buscaram a melhor opção. Eu não me calo de jeito nenhum."
Outra internauta afirmou que deixou de frequentar um estabelecimento após sentir que sua vira-latinha havia sido tratada de maneira diferente:
"Eu tenho uma vira-latinha e um cofap. Ela é superdócil. Quando fui buscá-los, disseram que ela era agressiva e que não dariam mais banho nela. Porém, falaram que, se eu levasse apenas o cofap, não teria problema. Na hora, respondi que ou estavam fazendo algo para ela reagir daquela forma ou era puro preconceito por ela ser vira-lata. Depois disso, nunca mais passei nem na porta."
Assista ao relato:
Independentemente do que aconteceu naquele dia, uma coisa é certa: Balu é muito amado e ocupa um lugar especial na família de Raka.
E você, já percebeu alguma diferença na forma como cães de raça e animais sem raça definida são tratados? Conte sua experiência nos comentários.
Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.
Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.
Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.
Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.









