"Ficou desolada": Após 6 anos no abrigo, Dora pensou que teria um lar, mas acabou devolvida em poucas horas
Por Beatriz Menezes em Proteção AnimalA Organização Não Governamental Adote Gavaa, localizada em Campinas, São Paulo, reabriu o processo de adoção da cadela Dora após uma tentativa frustrada de acolhimento.
A cadelinha SRD caramela, permaneceu sob a custódia da instituição por seis anos antes de receber uma sinalização positiva de uma família.
Contudo, o processo de transferência do animal acabou interrompido no mesmo dia da entrega devido a uma desistência por parte dos adotantes.
A trajetória da cadela no abrigo começou ainda na fase de filhote quando ela deu entrada com lesões físicas graves.
O animal foi vítima de um atropelamento que resultou no amputamento de uma das patas dianteiras.
Durante o período de recuperação inicial, a cadelinha também contraiu e enfrentou a cinomose, uma doença infectocontagiosa que afeta o sistema nervoso de caninos.
Apesar de ter desenvolvido sequelas neurológicas leves após a cura da infecção, o quadro clínico atual do animal é considerado estável e não compromete a sua qualidade de vida diária.
No dia 22 de julho, a fundadora da entidade divulgou imagens e detalhes sobre o perfil comportamental da cadela no Instagram.
Durante a apresentação gravada em vídeo, a responsável relatou a história do animal com o seguinte depoimento:
"Para você que busca um cãozinho quietinho, um cãozinho invisível... Eu vou te apresentar a Dora, que é essa menininha linda. Tá tremendo de medo... não fica assim não. A Dora chegou aqui filhotinho ainda. Ela teve um trauma, ela foi atropelada e perdeu uma das patinhas da frente, tá? Fora isso, ela enfrentou uma doença muito grave que é a cinomose. Lutou para sobreviver... Ela ficou com um pouquinho de sequelas por causa das sequelas da cinomose, mas nada que impeça ela de ter uma vida saudável... Quem quiser dar a oportunidade... e finalmente um lar".
A devolução rápida surpreendeu a equipe de voluntários do abrigo, uma vez que a família interessada havia cumprido todas as etapas do protocolo prévio de avaliação.
A triagem oficial incluía o preenchimento detalhado do formulário de candidatura, além de conversas diretas de alinhamento.
Segundo a instituição, os adotantes alegaram posteriormente que a decisão de levar o animal foi precipitada e optaram por devolver a cadela poucas horas após o recebimento.
A direção da ONG ressaltou que respeita a escolha, mas lamentou a interrupção abrupta do processo.
O vídeo da devolução de Dora conta com 22 mil visualizações, 2.119 curtidas e 136 comentários.
“Que lindeza, torcendo pra encontrar uma família maravilhosa em breve”.
“Livramento pra ela sem dúvidas. Que Deus prepare uma família que realmente possa amar e cuidar, acima de tudo! Que é o mínimo que ela merece”.
“Adotar é um ato de amor. Tanto para o adotante como para o adotado.”
São alguns dos comentários.
Assista abaixo:
Para garantir que futuras tentativas ocorram de maneira segura e duradoura, a instituição reforça nos destaques do perfil a importância das orientações contidas em seu manual do adotante.
O guia técnico orienta que a preparação do ambiente residencial deve começar bem antes da chegada do animal de estimação.
Entre as recomendações de infraestrutura está a remoção imediata de produtos de limpeza, substâncias químicas, plantas ornamentais tóxicas, fios elétricos expostos e objetos pequenos das áreas de circulação diária.
Essas medidas preventivas reduzem os riscos de acidentes domésticos durante a fase inicial de adaptação.
A segurança estrutural do imóvel também integra a lista de requisitos fundamentais exigidos durante as orientações da equipe.
A ONG indica a instalação prévia de redes de proteção reforçadas em janelas, varandas e pontos de acesso para áreas externas.
O uso contínuo de uma coleira com identificação contendo o telefone atualizado do responsável é apontado como indispensável para a prevenção de eventuais fugas.
Em relação ao manejo alimentar, o manual recomenda a manutenção temporária da mesma ração fornecida no abrigo para evitar transtornos digestivos decorrentes do estresse da mudança.
A busca por uma família definitiva para a cadela segue ativa por meio dos canais oficiais da entidade de proteção animal.
A equipe de voluntários mantém a divulgação contínua do perfil do animal em plataformas digitais e recebe mensagens de interessados diretamente pelo WhatsApp 19 97405 9863.
A organização espera selecionar um tutor consciente das necessidades especiais do animal e disposto a oferecer um período adequado de adaptação.
