“Ela nunca foi o sonho de ninguém”: cachorrinha de 12 anos sofre por nunca ter tido um único interessado
Por Beatriz Menezes em Proteção Animal
Aos 12 anos de idade, a cadela Amália carrega no focinho grisalho e nas pequenas marcas de suas orelhas a memória de tempos difíceis, mas guarda no olhar sereno uma esperança silenciosa de encontrar um lar acolhedor.
Divulgado em 29 de julho pela organização não governamental DNA Animal, no município de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, o histórico da cachorrinha comove pela ausência prolongada de candidatos interessados em sua adoção.
A ONG escolheu divulgar um vídeo curto que recuso a personalidade de Amália: dócil e tranquila. A idosa repousa tranquilamente sobre panos macios dentro do que parecia ser uma caixa d’água.
Ela observa o ambiente ao redor com a paciência característica dos animais que passam anos aguardando por uma família.
Resgatada quando já era adulta e com o corpo machucado por um quadro severo de sarna, Amália superou o abandono e as dores físicas graças ao acompanhamento veterinário recebido na ONG.
Hoje totalmente curada de suas lesões dermatológicas, a cadela mantém um comportamento doce e levemente reservado em relação ao contato humano, refletindo os receios acumulados antes do resgate.
Apesar do empenho da equipe de proteção animal em proporcionar bem-estar aos acolhidos, a reduzida procura por cães idosos faz com que a história do animal siga sem o desfecho de um lar definitivo.
Atualmente, Amália destaca-se por uma rotina extremamente tranquila e independente. A cadela passa a maior parte do dia dormindo sossegada, apresentando convivência harmoniosa e sem atritos com outros animais.
Por requerer pouca intervenção diária e baixa exigência de exercícios físicos, os protetores ressaltam que o perfil da idosa é ideal para famílias ou tutores que buscam a companhia de um cão calmo, disposto a compartilhar um ambiente seguro e afetuoso.
O vídeo da cachorrinha tem 24,1 mil visualizações, 3.468 curtidas e 211 comentários.
“Cuidar de um cachorro idoso é muito bom, mais pessoas deveriam se permitir conviver com idosinhos, a história seria mais feliz para todos”.
“Meu sonho é que as pessoas aprendam a amar os animais verdadeiramente, porque nessa realidade a Amália já teria a sua família”.
“A Amália é muito linda e carinhosa, merece uma família amorosa que mereça todo o seu carinho e amor”.
Comentaram alguns internautas.
Veja abaixo:
A escassez de interessados na adoção de animais seniores é um obstáculo recorrente no trabalho de resgate.
A preferência expressiva da maioria dos adotantes por filhotes resulta no envelhecimento de diversos cães dentro do sistema de acolhimento.
Cães com mais de oito anos frequentemente permanecem por tempo indeterminado nos abrigos, acumulando anos sem receber visitas formais de possíveis adotantes.
A ONG DNA Animal acolhe atualmente cerca de 150 cães resgatados que aguardam por um recomeço em lares definitivos.
A manutenção do espaço, bem como os custos com ração e tratamentos veterinários, depende do apoio da comunidade por meio de contribuições via chave Pix (CNPJ) 23.613.613/0001-08.
A baixa rotatividade na adoção de cães idosos gera impacto direto na estrutura das entidades mantenedoras.
No abrigo em Fazenda Rio Grande, garantir a qualidade de vida de mais de cem animais acolhidos exige o fornecimento contínuo de recursos, remédios e acompanhamento médico especializado para a população sênior, cujas demandas de saúde são inerentes ao processo de envelhecimento.
Para adotar Amália entre em contato com a ONG pelo Instagram @ongdnaanimal.










