“A vida ganhou cores novamente”: Golden adoentado que vivia escondido muda após a chegada de um filhote

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A vida de uma golden retriever chamada Chiquinha mudou completamente depois de uma sequência de acontecimentos difíceis.

A cadela, que já estava na terceira idade, perdeu Theo, o companheiro canino com quem havia dividido a vida durante anos.

Pouco tempo depois do luto, a família recebeu outra notícia delicada. Chiquinha havia sido diagnosticada com câncer.

A tristeza tomou conta da cachorra, que passou a se esconder pelos cantos da casa, perdeu o interesse pelas brincadeiras e parecia procurar o irmão nas cobertas onde ele costumava descansar.

Foi nesse cenário que a família decidiu abrir espaço para um novo integrante. O objetivo nunca foi substituir Theo, cuja ausência continuava sendo sentida por todos, mas oferecer novos estímulos para Chiquinha em um período extremamente difícil.

Assim chegou Charuto, um filhote de corgi cheio de energia, disposição e curiosidade, que transformou a vida de Chiquinha aos poucos.

A história foi compartilhada pelo criador de conteúdo Lucas Morato em seu perfil no Instagram.

Em uma homenagem publicada no aniversário de 10 anos de Chiquinha, ele relembrou toda a trajetória da cadela e mostrou como ela era antes da chegada do irmão caçula.

Segundo Lucas, depois da morte de Theo, Chiquinha praticamente deixou de ser a cachorra alegre de antes.

Quando Charuto entrou na história, ele chegou sem qualquer preocupação com protocolos de aproximação.

Ele queria brincar o tempo inteiro, corria pela casa, perseguia a irmã mais velha e fazia questão de permanecer perto dela.

No começo, Chiquinha não parecia ter muita paciência com toda aquela animação. Ela preferia manter distância e ainda carregava os sinais do período de luto.

Mesmo assim, Charuto não desistiu. Lucas conta que o filhote insistia em ficar ao lado da irmã, acompanhando cada passo dela. Aos poucos, aquela convivência diária começou a produzir mudanças.

Chiquinha passou a se mover, demonstrar interesse pelas brincadeiras, até que um dia voltou a correr atrás de bolinhas.

Enquanto isso, o tratamento contra o câncer seguia acontecendo e Charuto sempre acompanhava a irmã durante as sessões de quimioterapia. Sempre que possível, o filhote ficava ao lado dela.

Até que chegou o dia da última sessão de quimioterapia. Nesse período, Chiquinha já estava transformada.

Na publicação, Lucas afirma que a convivência com Chiquinha não só fez com que a cadela recuperasse a alegria, como também ajudou no tratamento do câncer.

“O Charuto chegou sem querer nada em troca, só trouxe amor, alegria e fez toda essa transformação na vida da irmã”, refletiu.

Hoje, Chiquinha está curada, saudável e continua vivendo cercada pelos irmãos. Além de Charuto, a família também ganhou outro corgi chamado Baguete.

Em outra publicação, Lucas mostrou que Chiquinha é quem manda no grupo e os dois “patas curtas safados” obedecem a irmã mais velha.

Atualmente, Lucas vive com os dois corgis, enquanto Chiquinha continua morando com os ‘avós’. Assim, ela consegue conviver com os caçulas sem perder o próprio espaço.

A convivência entre cães de diferentes idades exige planejamento. Segundo o SpiritDog, muitos cães idosos apreciam momentos de descanso e podem não ter disposição para acompanhar a energia intensa de um filhote durante todo o dia.

Por isso, é importante que ambos tenham espaços separados quando necessário, permitindo que o animal mais velho possa descansar sem ser constantemente estimulado pelo companheiro mais novo.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.