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"Finais como esse nos incentivam a continuar": cão idoso troca sofá velho no mato por sofá quentinho em casa

Por
em Aqueça o coração

Um cão idoso resgatado pela ONG Focinho Amigo (Fuami), em Araranguá, Santa Catarina, passou de um sofá velho abandonado no meio do mato para o colo da tutora, onde agora consegue dormir quentinho e receber carinho.

Quando foi encontrado, o animal estava extremamente magro, desnutrido, sem alguns dentes e sem forças. O sofá velho era o único abrigo que ele tinha para tentar se proteger do frio e das condições da rua.

O resgate aconteceu depois que a equipe recebeu informações sobre dois cães que estavam vivendo em uma área de mato.

Quando os voluntários chegaram ao local, encontraram o cachorro idoso escondido embaixo do móvel que havia sido abandonado por ali.

A situação do cãozinho chamou a atenção da equipe.

“Quando chegamos, nosso coração apertou. O vovô estava pele e osso. Extremamente magro, desnutrido e sem forças”, relatou a Fuami em uma publicação feita no dia 23 de julho.

O cachorro também estava sem alguns dentes e apresentava sinais compatíveis com cinomose.

Diante da situação, os voluntários o levaram imediatamente para um hospital veterinário, onde ele começou a receber atendimento.

Enquanto isso, a cachorrinha que dividia o espaço com ele aparentemente estava em melhores condições de saúde e também recebeu ajuda da equipe.

Os dois animais deixaram para trás o sofá abandonado, mas seguiram caminhos diferentes durante o processo de recuperação.

O cão idoso começou o tratamento veterinário, enquanto a cachorrinha foi encaminhada para um lar. A história dela, porém, ainda teria uma reviravolta que mobilizou os responsáveis pela ONG.

Novo desafio

No dia 2 de agosto, Marcele, integrante da Fuami, recebeu um áudio enviado pela pessoa que havia ficado com a cachorrinha. A mulher dizia que pretendia colocar o animal novamente na rua simplesmente porque não havia gostado dela.

Segundo a ONG, a cadela andava pela casa, não latia e cavava alguns buracos. Essas características foram suficientes para que a pessoa ameaçasse abandoná-la novamente.

A situação fez com que a equipe precisasse intervir para evitar que a cachorrinha voltasse às ruas depois de ter sido resgatada.

A Fuami explicou que uma ONG não funciona como um serviço de retirada imediata de animais.

Quando alguém pede que um cachorro seja buscado, é necessário encontrar uma vaga, um lar temporário ou outro adotante antes de conseguir fazer a retirada, já que as organizações de proteção animal frequentemente trabalham com capacidade limitada.

Em uma publicação, a ONG também chamou atenção para a responsabilidade envolvida no processo de adoção.

O animal que chega a uma casa pode precisar de tempo para se adaptar, aprender a rotina e demonstrar comportamentos que talvez não correspondam às expectativas de quem decidiu adotá-lo.

Final feliz

No caso da cachorrinha, felizmente, a equipe conseguiu encontrar outro lar para ela. Depois de passar novamente pelo processo de mudança, ela começou a se adaptar bem à nova família.

Enquanto a cadela seguia para uma nova oportunidade, o cão idoso também apresentava sinais de recuperação.

Depois de receber atendimento e iniciar o tratamento, ele passou a viver com uma família que ofereceu os cuidados necessários durante sua recuperação.

A mudança chamou atenção porque o mesmo cachorro que antes precisava se esconder dentro de um sofá abandonado passou a descansar em um sofá dentro de uma casa, dessa vez acompanhado de uma pessoa que cuidava dele.

Em uma atualização compartilhada pela Fuami, ele aparece dormindo no colo da tutora, protegido por uma coberta e em um ambiente completamente diferente daquele onde foi encontrado.

“É engraçado como um sofá pode significar duas coisas completamente diferentes. Antes, era o único lugar onde ele tentava se esconder da fome e do frio. Hoje, é onde ele escolhe dormir depois de comer, brincar e receber carinho”, escreveu a ONG.

A Fuami compartilhou a transformação para mostrar o impacto que um lar amoroso pode ter na vida de um animal resgatado.

“Finais como esse nos incentivam a continuar”, escreveu a ONG.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.