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Jovem resgata gata grávida - mas ela não imaginava que filhotes seriam tão bonitos assim

Por
em Aqueça o coração

A veterinária Fernanda Lewinski, de Porto União, em Santa Catarina, recebeu há algumas semanas um pedido de ajuda para uma gata tricolor que aparecia na casa de uma moradora.

Mas a felina não estava apenas em busca de comida.

“Já fazia uns dois dias que ela estava indo comer e ficava andando pelo telhado. Aí aconteceu que ela entrou na casa dessa pessoa para pedir comida e eu acredito que ela estava procurando um lugar para parir”, contou Fernanda ao Amo Meu Pet.

Mesmo com o espaço lotado e sem um quarto disponível para receber mais um animal, Fernanda não conseguiu ignorar a situação.

A gata precisava de proteção, principalmente porque estava prestes a ter uma ninhada, e a veterinária começou a procurar uma alternativa para acomodá-la.

Como o espaço destinado aos animais em lar temporário estava ocupado, Fernanda pediu ajuda a uma amiga protetora, que aceitou ficar com a gata por alguns dias, até que fosse possível liberar um local adequado.

A barriga da felina já estava enorme e a família temporária ficou na expectativa de que o parto acontecesse a qualquer momento.

Ela chegou a passar cerca de um dia na casa da amiga, mas nem houve tempo para realizar um ultrassom.

Quando Fernanda conseguiu buscá-la, o nascimento dos filhotes estava muito próximo. Já sob os cuidados da veterinária, a gata entrou em trabalho.

“Fiquei todo momento ali, acho que durou umas quatro horas o trabalho de parto. Fiquei fazendo carinho nela, verificando se estava tudo certo”, contou. “Graças a Deus deu tudo certo.”

A primeira surpresa veio quando nasceu uma filhotinha branca. Como a mãe tinha pelagem tricolor, Fernanda e as pessoas que acompanhavam o resgate ficaram curiosas para descobrir como seriam os demais bebês.

Ao todo, nasceram cinco filhotes saudáveis, sendo duas fêmeas branquinhas, duas fêmeas pretinhas e um macho também de pelagem preta.

Enquanto os filhotes crescem, a mãe também ganhou a atenção de possíveis adotantes. Fernanda descreve a gata como uma companheira extremamente dócil e carinhosa.

“Ela é um doce, ela conversa com a gente, ela é ronronadeira, gente, ela é perfeita, perfeita. Já tenho alguns candidatos para adotar a mamãe”, contou.

Quando chegar o momento certo, a mãe será castrada e passará pelos testes para FIV e FeLV antes de seguir para o novo lar.

Para os cinco filhotes, porém, a missão ainda está no começo. O foco agora é acompanhar para que eles sigam crescendo fortes e saudáveis. Mas logo eles vão precisar encontrar um lar. E é aí que entra um desafio.

“Os bebês pretinhos, querendo ou não, são mais difíceis de doar. As pessoas acabam preferindo os branquinhos, os com pelagens diferentes”, lamentou.

Essa dificuldade é conhecida em organizações de proteção animal como “síndrome do gato preto” ou “síndrome do cão preto”.

De acordo com a Progressive Animal Welfare Society (PAWS), a chamada síndrome está relacionada a uma menor procura por animais de pelagem preta em abrigos e processos de adoção.

A organização aponta que fatores como superstições, representação negativa na mídia e até a dificuldade de destacar os animais em fotografias podem influenciar essa diferença.

No caso dos gatos, uma das explicações está ligada a crenças antigas que associam a pelagem preta à má sorte.

A PAWS ressalta, porém, que essas associações não passam de mito e que, em muitas culturas, gatos pretos também estão relacionados à sorte e à prosperidade.

Para Fernanda, a pelagem nunca foi um motivo para deixar um animal sem ajuda, e os quatro gatos pretos que vivem com ela reforçam a preferência que desenvolveu por esses companheiros.

“Os pretinhos são os gatos mais amorosos que têm. Eu tenho quatro aqui, sou apaixonada”, disse.

Fernanda mantém o trabalho de resgate e acolhimento com a ajuda de voluntários e apoiadores que acompanham suas redes sociais.

Ela conta que boa parte da estrutura necessária para cuidar dos animais vem dessas pessoas, que contribuem com recursos e ajudam a divulgar os casos.

“É esse o trabalho que a gente faz. Graças à ajuda dos voluntários que nos ajudam, a gente consegue salvar essas vidas”, explicou.

Para conhecer o trabalho de Fernanda, se candidatar à adoção de um dos gatinhos ou ajudar o projeto, acesse o perfil do Instagram: @artemiseamelie

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.