Motoqueiro tenta fazer carinho em rottweiler gigante no meio do trânsito, mas não recebe a recepção que gostaria
Por Larissa Soares em Humor
Jonatas Ferrari, mineiro que mora em Barueri, São Paulo, estava seguindo sua rotina normalmente, quando uma cena chamou sua atenção no trânsito.
Parado em um semáforo, havia um rottweiler enorme na janela de um carro, observando o movimento da rua com uma das patas apoiada para fora. O cachorro parecia tão à vontade durante o passeio que Jonatas chegou a compará-lo a um policial fazendo ronda.
Com cerca de 1 milhão de seguidores nas redes sociais, o motoqueiro costuma compartilhar situações que encontra pelas ruas e, diante daquele cachorro grandão, não resistiu à curiosidade.
Afinal, o rottweiler estava ali, bem pertinho, aparentemente tranquilo, e Jonatas queria descobrir se aquela postura imponente escondia um cachorro disposto a receber carinho.
A primeira abordagem foi cautelosa. Ele se aproximou do carro e cumprimentou o cão com um simpático “E aí, bonitão?”.
O rottweiler apenas ficou olhando para ele, sem demonstrar muita disposição para participar da conversa. Jonatas então decidiu fazer uma pergunta que, naquele momento, parecia razoável.
“Ele morde?”, perguntou à tutora.
Como não conseguiu ouvir a resposta, repetiu a pergunta. Sem retorno, tentou uma terceira vez. Foi quando o cachorro resolveu deixar sua opinião sobre o assunto bem clara e avançou em direção ao motoqueiro.
Jonatas imediatamente recuou e desistiu da tentativa de amizade. “Não vou nem perguntar”, brincou, enquanto se afastava do carro.
A tutora, que acompanhava toda a situação, não conseguiu segurar o riso.
“Posturado o bicho, hein. Com um cachorro desse não precisa nem andar armado pra se proteger”, escreveu ele na legenda.
O registro alcançou 5,4 milhões de visualizações. Nos comentários, muitos internautas entraram na brincadeira e imaginaram que o rottweiler simplesmente teria perdido a paciência depois de ouvir a mesma pergunta algumas vezes.
“Ele nem mordia não, mas você perguntou três vezes, ele se sentiu desafiado”, escreveu uma pessoa.
“O cachorro igual um policial da Rota na viatura e ele perguntando se morde”, brincou um internauta.
Outra pessoa confessou que levou um susto mesmo assistindo à cena de casa.
No fim, Jonatas descobriu que a aparência tranquila de um cão não significa necessariamente que ele queira receber carinho de uma pessoa desconhecida.
Mesmo quando o animal está acompanhado pelo tutor e parece confortável, a aproximação precisa respeitar os sinais apresentados pelo próprio cachorro.
E quando se trata de um rottweiler, essa atenção é ainda mais importante, já que essa é uma raça grande, musculosa e criada historicamente para atividades de trabalho e proteção.
Segundo o American Kennel Club, o rottweiler é descendente dos cães do tipo mastim e foi desenvolvido como um cão forte, resistente e capaz de desempenhar diferentes funções ao lado dos humanos.
Um macho adulto pode medir entre 61 e 69 centímetros na altura da cernelha, enquanto as fêmeas costumam ser menores e mais leves.
A estrutura robusta, a musculatura desenvolvida e a pelagem preta com marcações em tons de ferrugem contribuem para a aparência imponente.
Companheiro afetuoso, guarda corajoso
Um rottweiler bem criado e educado tende a ser calmo e confiante, além de corajoso sem apresentar agressividade excessiva.
Dentro do ambiente familiar, pode ser um companheiro afetuoso e brincalhão, enquanto diante de pessoas desconhecidas costuma adotar uma postura mais reservada.
O mesmo cachorro que brinca, procura carinho e até tenta subir no colo dos familiares pode observar uma pessoa desconhecida com cautela.
Para quem encontra um cachorro desconhecido na rua, entretanto, não é necessário saber qual é a raça para adotar uma postura cuidadosa.
A recomendação mais segura é deixar que o tutor conduza a aproximação e respeitar qualquer sinal de desconforto apresentado pelo cão.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.









