“Pode vir, titia vai dar papa pra você”: Cachorrinha de rua visita casa todos os dias para ganhar comida e já tem até horário para o almoço

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em Cães

Uma cachorrinha que vive pelas ruas de Santa Catarina encontrou na porta da casa de Jessica Mello o endereço certo para matar a fome.

Todos os dias, ela aparece para buscar a refeição, espera do lado de fora e abana o rabinho quando percebe que Jessica está chegando com a comida.

A cadela não precisa nem latir para a porta. As câmeras de segurança da residência registram a chegada da cachorrinha, que costuma ficar esperando até que Jessica abra a porta.

"Todos os dias ela vem buscar a comidinha dela. Se não vem no almoço, vem na janta", contou.

Jessica e o marido são tutores de duas Bulldogs francesas, Maya e Fiona. Mas a rotina da família também envolve vários animais que vivem nas ruas.

Sempre que podem, os dois ajudam os animais que cruzam o caminho deles, seja com acolhimento temporário ou simplesmente com carinho e alimento.

"Não podemos adotar todos, mas poderemos alimentar aqueles que cruzam o nosso caminho", escreve ela em outra publicação.

A cachorrinha que visita a casa já parece ter entendido que ali existe uma refeição garantida.

Quando Jessica abre a porta, ela é chamada para perto e recebe a comida. Depois do almoço, ainda ganha carinho antes de seguir novamente pela vizinhança.

"Pode vir, titia vai dar papa pra você", diz Jessica em uma das interações.

Mas alguém resolveu participar do almoço

Dumbo é outro cão que foi retirado das ruas e está hospedado na casa, enquanto não encontra uma família.

Em uma das ocasiões, Jessica estava levando a refeição para a cachorrinha quando Dumbo percebeu uma oportunidade.

O cão aproveitou que a anfitriã se distraiu, subiu na mesa e decidiu experimentar as marmitas que estavam por perto.

Dumbo comeu praticamente tudo, mas deixou os vegetais para trás.

"Como podemos notar, legumes não fazem parte da dieta dele", brincou Jessica.

Um internauta observou que, pelo menos, o cachorro havia deixado algumas batatinhas. Eram quatro.

Depois do almoço, Dumbo tirou uma boa soneca no sofá.

Em outra ocasião, quando Jessica voltou para dentro depois de alimentar a cachorrinha, encontrou Dumbo no sofá, com a embalagem vazia por perto.

"Enquanto eu dou a comidinha dela… Tem alguém lá dentro comendo a minha", brincou.

Como ajudar os cães de rua

Além da fome, cães que vivem nas ruas podem estar expostos a doenças, parasitas, acidentes, brigas e condições climáticas adversas.

Por isso, quem decide ajudar um animal nessa situação também pode pensar em segurança, água, abrigo e atendimento veterinário quando houver possibilidade.

Alimento

A orientação do Instituto Ampara Animal é oferecer alimento seco em quantidade adequada, usar recipientes limpos e retirar as sobras para evitar deterioração do alimento e a presença de pragas.

A organização também recomenda escolher locais tranquilos e seguros e manter uma rotina de horários sempre que possível.

Água limpa

Para um cachorro que vive na rua, ter acesso constante à água limpa pode fazer uma grande diferença, principalmente nos períodos de calor.

A recomendação é deixar o recipiente em um local protegido e trocar a água regularmente. Como animais de rua podem circular por diferentes regiões, também vale manter o espaço limpo e observar se outros animais estão utilizando o mesmo recipiente.

O cuidado pode ir além da comida

A entidade orienta observar sinais de doença, ferimentos e problemas de pele, além de buscar apoio para vacinação, castração, atendimento veterinário e adoção.

Um cuidado importante é evitar levar um cachorro de rua diretamente para dentro de casa quando já existem outros animais no ambiente.

Antes do contato, o ideal é buscar orientação veterinária e manter o recém-chegado separado até que seja possível avaliar sua condição de saúde.

Quando não é possível levar o animal para casa, fotografá-lo, divulgar sua história e procurar uma família também são formas de ajudar.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.