“Meu lugar favorito”: Gambazinha resgatada cresce e não desgruda das costas de seu salvador

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em Mundo Animal

Em julho, Johnny Vaughn, de Oklahoma, nos Estados Unidos, encontrou uma filhotinha de gambá à beira da estrada. Ela tinha aproximadamente duas semanas de vida e ainda era muito frágil.

Com dedicação e muitos cuidados, Johnny passou a acompanhar de perto o desenvolvimento da pequena.

"Ela está ficando tão grande. Os olhos estão totalmente abertos, os dentes estão nascendo e o pelo está crescendo loucamente", contou.

Espia:

Com cerca de quatro semanas, as mudanças já eram evidentes.

"As fendas dos olhos estão começando a se abrir, ela está comendo bem, está enérgica, tem uma ótima aderência e está usando bem o banheiro", relatou Johnny.

Veja:

A pequena foi crescendo e, aos dois meses, já estava bem maior e havia ganhado um nome: Tetra June.

Johnny contou que até ensiná-la a fazer as necessidades em um local específico foi mais simples do que imaginava.

"Ensiná-los a usar o penico é muito fácil. Basta uma bandeja e colocar água suficiente para cobrir as patas."

Nesse caso, trata-se da experiência particular de Johnny, e não de uma orientação geral de manejo.

Confira:

Mas, durante esse período, Tetra também revelou seu lugar preferido: as costas de seu salvador.

Por isso, mesmo quando está calor, Johnny costuma aparecer de moletom. Tetra gosta de entrar na roupa e ficar aconchegada atrás dele.

"De bebê de resgate alimentada com mamadeira a residente de ombro em tempo integral. Ela vem, dorme e mora aqui agora e não estou reclamando."

Espia:

O comportamento tem relação com a própria natureza desses animais.

O gambá-da-Virgínia (Didelphis virginiana), também conhecido em inglês como Virginia opossum, é um marsupial e, segundo o Smithsonian's National Zoo, é o único marsupial encontrado naturalmente ao norte do México.

Depois de crescerem demais para permanecer na bolsa da mãe, os filhotes costumam viajar agarrados às costas dela.

Os opossums também são excelentes escaladores, têm cauda preênsil e são animais onívoros, alimentando-se de frutas, insetos e pequenos animais.

Outra curiosidade famosa é o comportamento de "se fingir de morto" diante de situações de extremo medo.

Gambá pode ser pet?

Nos Estados Unidos, as regras variam de acordo com cada estado.

Em Oklahoma, a legislação controla a posse de animais silvestres. O Oklahoma Department of Wildlife Conservation orienta que animais órfãos ou feridos sejam encaminhados a reabilitadores de fauna autorizados, e a legislação faz distinção entre animais legalmente adquiridos e aqueles retirados diretamente da natureza.

Já no Brasil, gambás nativos são considerados animais da fauna silvestre.

Isso significa que encontrar um filhote na natureza não dá à pessoa o direito de simplesmente levá-lo para casa e transformá-lo em pet.

Segundo o Ibama, animais silvestres resgatados podem ser encaminhados aos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), onde recebem atendimento e, quando possível, são preparados para retornar à natureza.

A criação de animais silvestres como pets no Brasil só é permitida em situações específicas, com origem legal e documentação adequada.

Enquanto isso, Tetra continua crescendo a cada dia.

Mas, mesmo ficando cada vez maior, ela parece não querer abrir mão de uma coisa: o aconchego das costas de Johnny, seu lugar favorito no mundo.

Agora conta pra gente: você já ajudou um animal que precisava de cuidados?

Pode ter sido um resgate, um bichinho ferido, abandonado ou até aquele visitante inesperado que apareceu na sua casa.

Compartilhe sua história nos comentários. Quem sabe ela não inspira outras pessoas a fazerem o mesmo?

Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.

Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.

Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.

Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.