Equipe vai resgatar suposto gatinho e se surpreende com quem estava esperando por ajuda

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em Mundo Animal

Em maio, o Policiamento Ambiental de São Paulo recebeu um chamado um tanto quanto diferente.

Do outro lado da linha, uma mulher pedia ajuda porque havia encontrado um felino aparentemente em apuros.

Sem demora, uma equipe foi deslocada até o local. Pelo relato inicial, os policiais acreditavam que encontrariam um gatinho doméstico precisando de ajuda.

Mas, quando chegaram, tiveram uma surpresa.

O pequeno felino que aguardava pelo resgate era, na verdade, um filhote de jaguatirica.

Curiosa, atenta e cheia de energia, a filhote interagia com a equipe, observava os policiais e demonstrava toda aquela curiosidade típica de quem ainda estava descobrindo o mundo.

Espia:

Por alguns instantes, seu comportamento poderia até fazer alguém esquecer que, apesar do tamanho e da carinha de gato, ela era um animal silvestre.

A jaguatirica foi recolhida e encaminhada para receber os cuidados adequados. O objetivo é que, depois das avaliações e do processo necessário de reabilitação, ela possa retornar à natureza, caso esteja apta para isso.

"Antes de qualquer possível reintegração à natureza, o animal deverá passar por avaliação veterinária, reabilitação e um processo de readaptação comportamental, justamente para evitar associação excessiva entre seres humanos e oferta de alimento."

Esse cuidado é fundamental porque um animal silvestre que se acostuma demais com a presença humana ou passa a associar pessoas à alimentação pode encontrar dificuldades quando retornar ao ambiente natural.

"Animal silvestre não é pet"

A Polícia Ambiental compartilhou um vídeo do resgate em seu perfil no Instagram, @pmambientalsp, no dia 29 de maio.

Nas imagens, a jaguatirica aparece bastante à vontade com a equipe responsável pelo resgate, brincando e interagindo com os policiais.

Mas, junto das cenas fofas, veio também um alerta importante:

"Animal silvestre não é pet. Ao encontrar um animal silvestre, não tente capturá-lo por conta própria. Acione os órgãos ambientais responsáveis."

Isso porque, mesmo quando um filhote parece tranquilo ou permite a aproximação, seu comportamento é diferente daquele de um cão ou gato domesticado.

Além disso, tentar segurá-lo pode colocar tanto a pessoa quanto o próprio animal em risco.

A publicação chamou muita atenção nas redes sociais e acumulou mais de 1,3 milhão de visualizações e milhares de comentários.

E, como era de se esperar diante de tanta fofura, muitos internautas precisaram lembrar a si mesmos de que aquela pequena felina continuava sendo selvagem.

"Eu concordando com o policial, mas o subconsciente dizendo: 'Se não é pet, por que tem formato de um itimália?'", brincou uma pessoa.

Outra repetiu o alerta quase como um mantra:

"Animal silvestre não é pet, animal silvestre não é pet, animal silvestre não é pet... psi, psi, psi, vem cá, jaguatiriquinha da mamãe."

E teve ainda quem encontrasse uma explicação muito simples:

"Tem tamanho de gato, carinha de gato, brinca que nem gato... é gato."

Brincadeiras à parte, a orientação dos profissionais permanece a mesma: admirar, respeitar e deixar o manejo para quem está preparado.

Confira:

Curiosidades e características das jaguatiricas

A jaguatirica, cujo nome científico é Leopardus pardalis, pode até lembrar um grande gato doméstico quando ainda é filhote, mas cresce bastante.

Ela é considerada um dos maiores felinos silvestres de pequeno e médio porte do Brasil. Um indivíduo adulto pode pesar aproximadamente 8 a 18 kg, e alguns exemplares podem alcançar cerca de 1,45 metro de comprimento, considerando o corpo e a cauda.

Sua pelagem é uma de suas características mais marcantes. O fundo pode variar entre tons amarelados, avermelhados e acinzentados, enquanto o corpo é coberto por manchas escuras e desenhos em formato de rosetas.

Além de bonitas, essas marcas ajudam o animal a se camuflar entre sombras, folhas e vegetação.

As jaguatiricas possuem hábitos principalmente noturnos e solitários. Durante a noite, percorrem seu território em busca de alimento e podem caçar pequenos mamíferos, aves, répteis e outros animais.

Embora passem boa parte do tempo no chão, também possuem boa habilidade para subir em árvores.

Outro ponto interessante é sua capacidade de adaptação. A espécie ocorre em diferentes tipos de ambiente e possui registros nos diversos biomas brasileiros.

Como predadora, a jaguatirica também desempenha um papel importante no equilíbrio da natureza, ajudando a controlar populações de outros animais.

Mas existe uma diferença fundamental entre ela e os gatos que vivem dentro de nossas casas: a jaguatirica não passou pelo processo de domesticação.

Mesmo um filhote aparentemente dócil continua carregando comportamentos e necessidades próprios de um animal silvestre.

Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.

Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.

Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.

Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.